10/05/2026
SEDESP – Sindicato dos Empregadores Domésticos do Estado de São Paulo Presidente: Karla Leandro Foffa ResendeSindicato dos Empregadores Domésticos do Estado de São PauloPresidente: Janaina Mariano de Souza Sindicato dos Trabalhadores Domésticos do Município de São Paulo Presidente: Marli de Oliveira Silva Eu, Mariana Senna, trabalhadora doméstica, ativista e presidente da CONEXÃO BABÁS ASSOCIAÇÃO, venho publicamente manifestar indignação, preocupação e cobrar uma resposta URGENTE sobre a Convenção Coletiva das Trabalhadoras Domésticas do Estado de São Paulo. Estamos em maio e, até agora, a categoria segue sem acesso oficial à Convenção Coletiva que deveria estar disponível desde março. Enquanto isso: Trabalhadoras domésticas seguem sem informação; Famílias empregadoras estão perdidas; Escritórios de contabilidade não sabem qual orientação seguir; E milhares de mulheres continuam sendo deixadas no escuro. Isso é inadmissível. Todos os dias recebemos mensagens de trabalhadoras perguntando: “Qual será o reajuste?” “Quais direitos mudaram?” “O que deve ser pago?” “Qual documento está valendo?” E infelizmente não temos respostas, porque um sindicato joga a responsabilidade para o outro enquanto a categoria inteira sofre as consequências da falta de transparência. Estamos falando de uma das categorias mais invisibilizadas do Brasil. Uma categoria formada majoritariamente por mulheres, mães, mulheres negras e periféricas, que já enfrentam jornadas exaustivas, falta de valorização e inúmeros abusos trabalhistas.
O mínimo que merecemos é respeito. A Convenção Coletiva não pode virar um documento inacessível, atrasado e distante das trabalhadoras que sustentam casas, cuidam de crianças, idosos e famílias inteiras. Nós exigimos: Transparência imediata;
Divulgação oficial da Convenção Coletiva;
Explicação pública sobre o atraso; Respeito com as trabalhadoras domésticas; Compromisso real com a categoria. O silêncio também é uma resposta.
E a categoria está cansada de esperar. As trabalhadoras domésticas têm voz.
E nós não vamos nos calar. Pela valorização do trabalho doméstico. Pelo respeito às trabalhado Pela transparência e dignidade da categoria.