13/09/2026
🤔 Você sabia? Um pequeno detalhe em “A Família de Carlos IV”, obra de Francisco de Goya, já levou pesquisadores a levantar uma hipótese curiosa: o retrato poderia trazer uma das primeiras, ou até a primeira, representações clínicas de um melanoma da história.
Pintada por volta de 1800, a obra mostra a princesa María Josefa, irmã do rei Carlos IV, com uma mancha preta bem definida na têmpora direita.
🔍 Ao longo do tempo, o sinal foi analisado sob uma perspectiva dermatológica, com hipóteses que iam de uma queratose seborreica a uma possível lesão melanocítica, o que ajudou a alimentar a teoria de que Goya poderia ter registrado visualmente um melanoma.
Mas há outra explicação importante. Na ficha do estudo individual de María Josefa feito pelo artista, o próprio Museu do Prado descreve a marca como um lunar postiço, um acessório de beleza usado na época e que, por volta de 1800, já começava a sair de moda. O mesmo detalhe aparece nesse estudo preparatório realizado antes do grande retrato da família real.
Esses pequenos adesivos escuros podiam ser usados por estética, para disfarçar marcas na pele e como parte dos costumes daquele período. Por isso, a ideia de que a pintura retrate um melanoma permanece como uma hipótese, e não como um diagnóstico confirmado.
Um detalhe que mostra como arte, história e dermatologia podem se cruzar e também reforça que a aparência de uma lesão, sozinha, não é suficiente para determinar o diagnóstico. Manter as consultas dermatológicas em dia é fundamental para avaliar qualquer pinta ou alteração suspeita na pele. ✨