Dr. Petronio Melo Urologista - Urologia e Cirurgia Robótica

Dr. Petronio Melo Urologista - Urologia e Cirurgia Robótica Dr. Petronio Melo Urologista Vila Mariana, São Paulo, SP | Urologia e Cirurgia Robótica

18/07/2026

Lito Sousa recebe diagnóstico de câncer de próstata: um alerta que pode salvar vidas.

Hoje quero comentar um assunto muito importante. O Lito Sousa (Lito Sousa), um dos maiores comunicadores sobre aviação do Brasil, compartilhou recentemente que recebeu o diagnóstico de câncer de próstata.

Antes de qualquer coisa, quero desejar ao Lito uma excelente recuperação. Que o tratamento transcorra da melhor forma possível e que, em breve, ele esteja completamente curado.

A atitude dele de falar abertamente sobre a doença merece reconhecimento. Infelizmente, muitos homens ainda têm medo de procurar um urologista ou deixam os exames para depois. Quando uma pessoa pública compartilha sua experiência, ela ajuda a quebrar preconceitos e pode incentivar milhares de homens a cuidarem da própria saúde.

O câncer de próstata, quando descoberto precocemente, apresenta altíssimas chances de cura. Por isso, o diagnóstico não deve ser encarado como uma sentença, mas como um sinal de que é hora de iniciar o tratamento adequado.

Muitas vezes, o câncer de próstata não causa sintomas nas fases iniciais, e é justamente por isso que a avaliação preventiva faz tanta diferença.

Parabéns ao Lito pela coragem de compartilhar esse momento tão delicado. Tenho certeza de que esse gesto vai conscientizar muitas pessoas e, possivelmente, salvar vidas.

Desejo a ele uma recuperação rápida, tranquila e completa.

Você está com seus exames da próstata em dia? A prevenção continua sendo a nossa maior aliada.

Dr. Petronio Melo
Urologista e Cirurgião Robótico
CRM 157.598 | RQE 70.275

14/07/2026

É possível perder a ereção depois de uma RTU de próstata?

Essa é uma dúvida que gera muita preocupação em quem vai fazer a cirurgia para tratar a próstata aumentada.

A verdade é que a RTU (ressecção transuretral da próstata) tem uma chance muito baixa de causar disfunção erétil. Os nervos responsáveis pela ereção ficam, na maior parte dos casos, preservados durante esse procedimento.

O efeito colateral mais comum não é a perda da ereção, mas sim a ejaculação retrógrada, também conhecida como “ejaculação seca”. Nessa situação, o homem continua tendo orgasmo normalmente, porém o sêmen vai para a bexiga em vez de sair pelo p***s durante a ejaculação.

Se um paciente percebe dificuldade importante de ereção após a RTU, é fundamental investigar outras possíveis causas. Muitas vezes, problemas como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, uso de medicamentos, alterações hormonais ou até fatores emocionais podem estar envolvidos.

Cada caso deve ser avaliado individualmente. Nem toda alteração que acontece após uma cirurgia foi necessariamente causada por ela.

Se você está passando por essa situação, procure um urologista para uma avaliação completa. Na grande maioria das vezes, existem opções de tratamento que podem ajudar a recuperar a função sexual.

Você conhecia a diferença entre ejaculação e ereção? Muitas pessoas confundem esses dois conceitos. Deixe sua dúvida nos comentários que ela pode ser o tema do próximo vídeo.

14/07/2026

🚨 E se você fizer um HoLEP e descobrir um câncer de próstata depois? Será que ainda dá para retirar a próstata?

Essa é uma dúvida muito comum entre homens que precisam tratar a próstata aumentada e têm receio de “atrapalhar” um eventual tratamento do câncer no futuro.

A resposta é: na maioria dos casos, sim, ainda é possível realizar uma prostatectomia radical, caso ela esteja indicada. Porém, essa cirurgia costuma ser mais desafiadora tecnicamente após um procedimento como o HoLEP, devido às alterações anatômicas e ao processo de cicatrização provocado pela enucleação.

Isso significa que é impossível? Não. Significa apenas que a cirurgia deve ser planejada e executada por uma equipe experiente, principalmente em casos mais complexos.

Também é importante lembrar que nem todo câncer de próstata precisa ser tratado com cirurgia. Dependendo das características do tumor, da idade do paciente e de outros fatores, existem diferentes opções de tratamento, como vigilância ativa, radioterapia ou cirurgia.

Por isso, antes de qualquer procedimento para tratar a próstata aumentada, fazemos uma avaliação completa, buscando reduzir ao máximo a chance de existir um câncer não diagnosticado naquele momento.

Cada paciente é único. O mais importante é escolher o tratamento mais adequado para a sua situação, pensando não apenas no presente, mas também nas possibilidades futuras.

Você já tinha essa dúvida? Deixe sua pergunta nos comentários que ela pode virar o tema do próximo vídeo. 👇

HoLEP para próstata de 120 g: quando a bexiga já mostra sinais de esforçoNo post de hoje, registro um procedimento de Ho...
19/06/2026

HoLEP para próstata de 120 g: quando a bexiga já mostra sinais de esforço

No post de hoje, registro um procedimento de HoLEP realizado em um paciente com próstata de 120 gramas, associado a uma bexiga bastante trabeculada, de esforço, com diversos divertículos.

Esse é um achado muito importante. Quando a próstata cresce e bloqueia a saída da urina por muito tempo, a bexiga precisa fazer força todos os dias para vencer essa obstrução. Com o passar dos anos, ela pode ficar com a parede mais espessa, irregular, “musculosa” e formar divertículos, que são pequenas bolsas na parede da bexiga. Em outras palavras: a bexiga começa a mostrar sinais de sofrimento crônico.

O HoLEP, que é a enucleação da próstata com laser Holmium, é uma excelente opção para próstatas volumosas, porque permite remover de forma ampla o tecido prostático que está obstruindo o canal urinário, sem cortes externos e com bom controle de sangramento.

Principais benefícios do HoLEP em casos como esse:

* Desobstrução potente e duradoura
* Excelente opção para próstatas grandes
* Menor sangramento em comparação a cirurgias tradicionais
* Internação geralmente curta
* Melhora importante do jato urinário e dos sintomas
* Possibilidade de retirar a sonda e devolver qualidade de vida em pacientes bem selecionados

A mensagem principal é: não espere a bexiga cansar para procurar tratamento. Jato fraco, esforço para urinar, sensação de esvaziamento incompleto, urgência e acordar várias vezes à noite não devem ser encarados como algo “normal da idade”.

Quanto antes a obstrução é tratada, maior a chance de preservar a função da bexiga.

Dr. Petronio Melo
Urologista e Cirurgião Robótico
CRM 157.598 | RQE 70.275

26/05/2026

Próstata aumentada (HPB): “raspagem” não é a única solução — e nem sempre é a melhor para todos

Muita gente ainda acha que, para tratar a próstata aumentada, a única saída é a “raspagem” (a famosa RTU). Mas hoje o cenário mudou muito.

A HPB acontece por um conjunto de fatores ligados ao envelhecimento e à ação hormonal na próstata. O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas, melhorar o esvaziamento da bexiga e evitar complicações — e isso pode ser feito de formas diferentes, dependendo do seu caso.

Em geral, temos três grandes caminhos:

1. Acompanhamento e mudanças de hábitos (quando os sintomas são leves).
2. Remédios, que podem:

* relaxar a próstata e melhorar o jato,
* e, em alguns casos, reduzir o volume da próstata ao longo do tempo.

3. Procedimentos e cirurgias, e hoje existe um leque bem maior além da RTU, como:

* Rezum (v***r de água, minimamente invasivo, com boa chance de preservar ejaculação em casos selecionados),
* GreenLight Laser (fotov***rização, ótimo controle de sangramento),
* HoLEP / enucleações a laser (desobstrução muito completa, especialmente em próstatas maiores),
* e outras técnicas que podem ser indicadas conforme tamanho, formato e condição clínica.

A mensagem principal é: não existe “uma cirurgia padrão” para todo mundo. O melhor tratamento depende do tamanho e formato da próstata (lobo mediano), intensidade dos sintomas, estado da bexiga, comorbidades, uso de anticoagulantes e objetivos do paciente (como função sexual).

Se você convive com jato fraco, urgência, noctúria e esforço para urinar, procure avaliação. Quanto mais cedo tratar, maior a chance de resolver com segurança e com qualidade de vida.

Dr. Petronio Melo
Urologista e Cirurgião Robótico
CRM 157.598 | RQE 70.275

Cirurgia robótica no câncer de próstata: precisão com foco em qualidade de vidaNa foto de hoje, ao lado do Da Vinci Xi, ...
22/05/2026

Cirurgia robótica no câncer de próstata: precisão com foco em qualidade de vida

Na foto de hoje, ao lado do Da Vinci Xi, eu gosto de reforçar um ponto que é central para quem está enfrentando o câncer de próstata: o objetivo não é apenas remover o tumor — é tratar com segurança e, sempre que possível, preservar qualidade de vida.

A cirurgia robótica pode oferecer vantagens importantes, principalmente em dois aspectos que mais preocupam os pacientes:

1) Continência urinária
A visão ampliada em 3D e a delicadeza dos movimentos ajudam a realizar uma dissecção mais precisa e a preservar estruturas que participam do controle urinário. Isso pode favorecer uma recuperação mais rápida da continência, especialmente quando a cirurgia é feita com boa técnica e no contexto de uma indicação bem definida.

2) Função erétil
Quando o caso permite (ou seja, quando é oncologicamente seguro), a robótica facilita a preservação dos feixes neurovasculares responsáveis pela ereção. Isso não significa “garantia”, porque depende do estágio do tumor, idade, ereções antes da cirurgia e outros fatores — mas pode melhorar as chances de recuperação em muitos pacientes.

A mensagem principal é: a tecnologia ajuda, mas o que realmente determina o resultado é a soma de indicação correta, experiência do cirurgião, equipe bem treinada e acompanhamento pós-operatório estruturado.

Dr. Petronio Melo
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GreenLEP em Medellín 🇨🇴 | atualização prática em cirurgia endoscópica da próstataHá alguns dias, estive em Medellín (Col...
21/05/2026

GreenLEP em Medellín 🇨🇴 | atualização prática em cirurgia endoscópica da próstata

Há alguns dias, estive em Medellín (Colômbia) em um curso hands-on de GreenLEP, com discussão detalhada da técnica e acompanhamento de casos ao vivo.

O curso foi conduzido com proctoria do Dr. Juan Guillermo Velásquez (), que tem grande experiência com GreenLEP e trouxe pontos muito valiosos sobre passo a passo, segurança, estratégias para diferentes anatomias prostáticas e padronização do procedimento.

Também participaram do curso o colega urologista, Dr. Daniel Perpétuo .daniel.perpetuo, referência em tratamento de HPB no Rio de Janeiro.

Agradeço o suporte da equipe Boston Scientific e do representante Juan Agudelo que nos tratou muito bem por lá.

A ideia de compartilhar esse conteúdo aqui é simples: urologia de alta performance exige atualização contínua. E quanto mais dominamos diferentes técnicas (GreenLEP, HoLEP, GreenLight, RTU, Rezum, etc.), maior a chance de indicar a melhor opção para cada paciente, respeitando tamanho e formato da próstata, sintomas, comorbidades e objetivos de qualidade de vida.

Dr. Petronio Melo
Urologista e Cirurgião Robótico
CRM 157.598 | RQE 70.275

20/05/2026

Rezum em equipe: excelência técnica e segurança do paciente

No vídeo de hoje, eu e o .urologia durante mais um procedimento de Rezum. Tive a satisfação de estar ao lado acompanhando de perto e dando suporte técnico em cada etapa — um modelo de trabalho muito comum quando uma equipe está incorporando uma tecnologia nova, sempre com foco em padronização, segurança e melhor resultado para o paciente.

O Rezum é uma terapia minimamente invasiva para próstata aumentada (HPB) que utiliza v***r de água aplicado diretamente no tecido prostático para reduzir a obstrução de forma controlada. Com o tempo, a próstata diminui e os sintomas melhoram.

Principais benefícios do Rezum (em casos bem selecionados):

* Procedimento minimamente invasivo, sem cortes
* Recuperação geralmente mais rápida e menor impacto na rotina
* Melhora de sintomas urinários (LUTS), como jato fraco, urgência e noctúria
* Em muitos pacientes, maior chance de preservar a ejaculação quando comparado a cirurgias tradicionais (sempre individualizando)

Parabéns, Dr. Gabriel, pela condução do caso e por oferecer essa tecnologia aos seus pacientes com responsabilidade e excelência.

Dr. Petronio Melo
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Prostatectomia Radical Robótica: dois casos realizados hojeHoje realizamos duas prostatectomias radicais robóticas para ...
13/05/2026

Prostatectomia Radical Robótica: dois casos realizados hoje

Hoje realizamos duas prostatectomias radicais robóticas para tratamento do câncer de próstata. Cada caso é único e exige planejamento detalhado, precisão técnica e uma equipe alinhada do início ao fim.

A cirurgia robótica, quando bem indicada, pode trazer benefícios importantes:

* Maior precisão no campo operatório, com visão ampliada
* Menor sangramento e recuperação geralmente mais rápida
* Internação mais curta em muitos casos
* E, quando oncologicamente possível, maior chance de preservar estruturas ligadas à continência urinária e à função sexual

Mais do que tecnologia, o que faz diferença é a combinação de indicação correta, experiência cirúrgica e acompanhamento pós-operatório bem estruturado.

Se você está em investigação (PSA, ressonância, biópsia) ou já recebeu diagnóstico de câncer de próstata, procure orientação especializada para entender as opções com segurança.

Dr. Petronio Melo
Urologista e Cirurgião Robótico
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12/05/2026

Gleason 9: ainda pode fazer cirurgia? Sim — mas depende do estadiamento.

No vídeo de hoje, respondo uma dúvida muito comum: “Gleason 9 ainda pode ser feito cirurgia?”
A resposta curta é: pode, sim, e em muitos casos a cirurgia faz parte do tratamento — desde que a doença esteja em um estágio em que isso traga benefício real.

O Gleason 9 indica um câncer de alto grau/agressivo. Isso não significa automaticamente que “não tem solução”, mas significa que o caso precisa ser conduzido com mais estratégia e planejamento.

✅ Quando a cirurgia pode ser indicada mesmo com Gleason 9?
Principalmente quando o câncer está:

* localizado na próstata (ainda “dentro” dela), ou
* localmente avançado, mas ainda ressecável (por exemplo, extensão local sem metástases distantes),
muitas vezes com a proposta de tratamento multimodal: cirurgia + possibilidade de radioterapia e/ou terapia hormonal depois, dependendo do resultado final.

❌ Quando a cirurgia geralmente não é a melhor primeira opção?
Quando já existe metástase à distância confirmada (osso, órgãos, linfonodos distantes). Nesses casos, o foco costuma ser tratamento sistêmico (hormonioterapia, às vezes quimioterapia e outras terapias), e a cirurgia pode não trazer o mesmo benefício oncológico como tratamento inicial — embora existam situações específicas que precisam ser individualizadas.

📌 O que define a decisão é o estadiamento, não só o Gleason.
Para decidir corretamente, o médico precisa olhar:

* PSA, toque, ressonância
* biópsia completa (quantos fragmentos, extensão)
* e exames de estadiamento (como PET-PSMA quando indicado, cintilografia/TC/RM)

Mensagem principal: Gleason 9 não fecha a porta da cirurgia. Mas exige uma avaliação bem feita para escolher o caminho que dá maior chance de controle da doença e melhor qualidade de vida.

Dr. Petronio Melo
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