Dra. Tati Medina

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Dra. Tati Medina Obstetrícia/Ginecologia
Uroginecologia
Cirurgia Minimamente Invasiva
Sexualidade Feminina
Prof. Faculdade de Medicina de Itajubá
Foco: Qualidade de Vida

Você não está imaginando coisas e definitivamente não está sozinha. A perimenopausa pode começar aos 30 e poucos ou 40 e...
18/09/2026

Você não está imaginando coisas e definitivamente não está sozinha.

A perimenopausa pode começar aos 30 e poucos ou 40 e poucos anos, trazendo uma montanha-russa de mudanças físicas e emocionais que fazem parecer que o corpo e a mente mudaram de manual do dia para a noite.

Essa fase é a transição oficial para a menopausa, o momento em que os ovários começam a produzir menos hormônios de forma gradual e oscilatória. Esses sinais e sintomas são comuns de que pode ser a perimenopausa.

Como os hormônios flutuam muito, os sintomas variam bastante de mulher para mulher, mas os mais frequentes incluem:

Ciclo menstrual irregular: Menstruações mais próximas, mais espaçadas, fluxo muito intenso ou muito leve.

Mudanças de humor: Irritabilidade repentina, ansiedade, cansaço extremo ou episódios de tristeza sem motivo aparente.

Ondas de calor: Os famosos “fogachos” e os suores noturnos que atrapalham o sono.

Alterações no sono: Insônia ou dificuldade para manter um sono profundo.

Mudanças físicas: Ganho de peso mais fácil (especialmente na região abdominal), desaceleração do metabolismo e pele ou cabelos mais secos.

Névoa mental: Pequenos esquecimentos e dificuldade de concentração no dia a dia.

O que fazer para recuperar o controle?

Consulte um ginecologista: Um médico especialista pode avaliar seus níveis hormonais, descartar outras condições (como problemas na tireoide ou deficiências de vitaminas ou outras possíveis causas)e indicar o melhor caminho.

Ajuste o estilo de vida: Praticar atividades físicas regulares, priorizar uma alimentação balanceada e reduzir o consumo de álcool e cafeína ajudam muito a amenizar os sintomas.

Cuide da saúde mental: Práticas de relaxamento, terapia e uma boa rotina de sono são fundamentais para equilibrar as oscilações de humor.

Essa é apenas uma nova fase da vida que exige um pouco mais de acolhimento e paciência consigo mesma.
Com o acompanhamento certo, dá para passar por ela com muito mais leveza e bem-estar.

O desenvolvimento do lipedema é multifatorial e surge da combinação de predisposição genética, flutuações hormonais, dis...
17/09/2026

O desenvolvimento do lipedema é multifatorial e surge da combinação de predisposição genética, flutuações hormonais, disfunções vasculares/linfáticas e processos inflamatórios.

Causas Genéticas: Existe forte evidência de hereditariedade, sendo comum encontrar histórico da doença em mães, irmãs ou avós. A condição é considerada poligênica, o que significa que múltiplos genes aumentam a suscetibilidade individual, mas nenhum gene único foi isolado como causa isolada. Essa herança altera a forma como o tecido adiposo (gordura) se comporta e responde aos estímulos do corpo.

Causas Hormonais e Metabólicas: O estrogênio é o principal hormônio associado ao gatilho e à progressão do lipedema.
Os sintomas costumam iniciar ou piorar em fases de grande instabilidade hormonal, como a puberdade, gravidez, menopausa ou durante o uso de anticoncepcionais hormonais.
Há maior expressão de enzimas ligadas aos hormônios se***is no tecido adiposo das áreas afetadas.

Tratar hormônios reguladores do metabolismo como a leptina e insulina importam muito no tratamento do lipedema. A resistência à insulina é à leptina atuam como potentes aceleradores da inflamação , da dor e do acúmulo de gordura doente.

Causas Vasculares e Linfáticas: Ocorre uma alteração na microvasculatura e na fragilidade capilar, facilitando o extravasamento de líquidos para os tecidos.
O sistema linfático pode ficar sobrecarregado ou apresentar disfunções secundárias, contribuindo para o inchaço (edema) nas regiões afetadas.Problemas venosos, como varizes, aparecem com alta frequência em pacientes com lipedema.

Causas Inflamatórias:O tecido adiposo do lipedema sofre com um processo de inflamação crônica local e fibrose progressiva.
Fatores de estilo de vida — como o sedentarismo, estresse crônico e dietas ricas em alimentos ultraprocessados ou açúcar — atuam como gatilhos inflamatórios que aceleram os sintomas e as respostas dolorosas da doença.

O sucesso do tratamento depende de atacar simultaneamente todas as frentes que alimentam e agravam a doença.

Você não pode lutar contra o envelhecimento, mas pode escolher envelhecer com saúde e dignidade. As escolhas feitas hoje...
16/09/2026

Você não pode lutar contra o envelhecimento, mas pode escolher envelhecer com saúde e dignidade.

As escolhas feitas hoje moldam o seu futuro e, fazendo a sua parte, as chances de envelhecer ativamente e independente aumentam drasticamente.

Para transformar essa mentalidade em ações práticas no dia a dia, os principais pilares que você pode controlar hoje são:

Alimentação nutritiva: Priorizar alimentos frescos, proteínas de qualidade e reduzir ultraprocessados para proteger o corpo e a mente.

Movimento constante: Praticar exercícios de força (para proteger músculos e ossos) e aeróbicos (para o coração).

Sono reparador: Dormir bem é o momento em que o corpo se regenera e o cérebro limpa toxinas.

Saúde mental e conexões: Manter a mente ativa com novos aprendizados e cultivar amizades que evitam o isolamento.

Prevenção médica: Fazer exames de rotina e cuidar da saúde antes que os problemas apareçam.

Cuidar de si mesmo é o maior investimento que você pode fazer a longo prazo.

Quando unimos acolhimento, estratificação de risco, prevenção, tratamento e longevidade, estamos desenhando o conceito d...
15/09/2026

Quando unimos acolhimento, estratificação de risco, prevenção, tratamento e longevidade, estamos desenhando o conceito de Longeviver — que vai muito além do que simplesmente “envelhecer”. Significa garantir que os anos adicionados à vida sejam vividos com autonomia, dignidade, saúde e propósito.

14/09/2026

O papel do médico na saúde integral da mulher envolve o cuidado contínuo e humanizado em todas as fases da vida, indo muito além do sistema reprodutor.

Esta abordagem considera a mulher em sua totalidade, englobando aspectos físicos, mentais, emocionais e sociais, desde a adolescência até a senescência.

Para que essa assistência seja realmente efetiva e integral, a atuação médica deve se basear em pilares que transcendem a ginecologia tradicional.

Pilares da Saúde Integral da Mulher como:

Abordagem biopsicossocial: Investigar como o estilo de vida, o estresse, o trabalho e as relações familiares impactam a saúde física e mental da paciente.

Prevenção e rastreamento: Realizar o acompanhamento preventivo de doenças cardiovasculares, metabólicas (como diabetes e osteoporose) e oncogenéticas, além dos exames ginecológicos de rotina.

Saúde mental: Identificar e tratar precocemente distúrbios como ansiedade, depressão e exaustão (Burnout), que frequentemente afetam as mulheres devido à dupla ou tripla jornada de trabalho.

Cuidado na transição hormonal: Conduzir o climatério e a menopausa com foco na qualidade de vida, prevenindo a perda de massa óssea e protegendo a saúde cardiovascular.

Lembre-se você merece este cuidadado!

Só você escolhe o que  te fortalece e  o que nutre sua felicidade!!!
12/09/2026

Só você escolhe o que te fortalece e o que nutre sua felicidade!!!

Os exames laboratoriais são importantes na perimenopausa para descartar outras doenças com sintomas parecidos e para mon...
11/09/2026

Os exames laboratoriais são importantes na perimenopausa para descartar outras doenças com sintomas parecidos e para monitorar o impacto da queda hormonal na saúde metabólica, cardíaca e óssea da mulher.

Descartar outras doenças: Alterações na tireoide, anemia e deficiência de vitaminas provocam cansaço, insônia e variações de humor idênticos aos da transição da menopausa.

Acompanhar o metabolismo: As alterações hormonais altera o perfil lipídio e o metabolismo da glicose, aumentando a chance de resistência insulínica , diabetes e inflamação sistêmica. Assim aumentando o risco cardíaco .

Proteger os ossos: A perda de massa óssea acelera com a baixa hormonal. Checar vitaminas e minerais ajuda a evitar a osteoporose.

Garantir segurança em tratamentos: Caso seja necessário iniciar uma reposição de hormônios, os exames servem de base para verificar se o organismo está apto.

Corrigir e estabilizar as oscilações hormonais da perimenopausa (o período de transição que antecede a menopausa) previne uma série de complicações físicas, metabólicas e emocionais, além de proteger a saúde futura da mulher.

Fazer  o diagnóstico da menopausa é um processo retrospectivo simples (basta contar 12 meses seguidos sem menstruar), po...
10/09/2026

Fazer o diagnóstico da menopausa é um processo retrospectivo simples (basta contar 12 meses seguidos sem menstruar), porém diagnosticar a perimenopausa é um verdadeiro desafio clínico.

Na perimenopausa (a transição para a menopausa), os hormônios não estão simplesmente “baixos”; eles estão em uma montanha-russa imprevisível.

Em um mês o estrogênio despenca, no outro ele sobe a níveis mais altos do que o normal.

Por isso, exames de sangue hormonais (como o FSH e o estradiol) coletados isoladamente não servem para dar o diagnóstico na maioria das mulheres. Se coletados em um dia “bom”, o resultado dará perfeitamente normal, mesmo que a paciente esteja sofrendo com sintomas no dia seguinte. [

Segundo as diretrizes médicas internacionais recentes, como as da European Society of Endocrinology (2025) e as recomendações práticas da Mayo Clinic (2026), o diagnóstico da perimenopausa é estritamente clínico. Ele é feito pelo médico baseando-se em :

1- Padrão Menstrual: É o principal termômetro.
O ciclo começa a mudar de duas formas principais:

—Fase Inicial: Os ciclos ficam ligeiramente mais curtos (ex: menstruar a cada 21 ou 24 dias em vez de 28).
—Fase Tardia: A menstruação começa a “pular” meses (intervalos maiores que 60 dias entre os fluxos).

2- Idade e Sintomas Atípicos:
Geralmente ocorrendo a partir dos 38 a 45 anos, os sintomas vão muito além dos famosos “calorões” (fogachos).
Muitas mulheres sentem primeiro os sinais neurológicos e emocionais como :

—Ansiedade súbita, irritabilidade e oscilações de humor.

—Insônia ou um sono de péssima qualidade.

—“Névoa mental” (esquecimentos frequentes e dificuldade de concentração).

—Cansaço físico inexplicável e perda de libido.

Você se identifica??

Fazer  o diagnóstico da menopausa é um processo retrospectivo simples (basta contar 12 meses seguidos sem menstruar), po...
10/09/2026

Fazer o diagnóstico da menopausa é um processo retrospectivo simples (basta contar 12 meses seguidos sem menstruar), porém diagnosticar a perimenopausa é um verdadeiro desafio clínico.

Na perimenopausa (a transição para a menopausa), os hormônios não estão simplesmente “baixos”; eles estão em uma montanha-russa imprevisível.

Em um mês o estrogênio despenca, no outro ele sobe a níveis mais altos do que o normal.

Por isso, exames de sangue hormonais (como o FSH e o estradiol) coletados isoladamente não servem para dar o diagnóstico na maioria das mulheres. Se coletados em um dia “bom”, o resultado dará perfeitamente normal, mesmo que a paciente esteja sofrendo com sintomas no dia seguinte. [

Segundo as diretrizes médicas internacionais recentes, como as da European Society of Endocrinology (2025) e as recomendações práticas da Mayo Clinic (2026), o diagnóstico da perimenopausa é estritamente clínico. Ele é feito pelo médico baseando-se em :

Menstrual: É o principal termômetro.
O ciclo começa a mudar de duas formas principais:

—Fase Inicial: Os ciclos ficam ligeiramente mais curtos (ex: menstruar a cada 21 ou 24 dias em vez de 28).
—Fase Tardia: A menstruação começa a “pular” meses (intervalos maiores que 60 dias entre os fluxos).

e Sintomas Atípicos:
Geralmente ocorrendo a partir dos 38 a 45 anos, os sintomas vão muito além dos famosos “calorões” (fogachos).
Muitas mulheres sentem primeiro os sinais neurológicos e emocionais como :

—Ansiedade súbita, irritabilidade e oscilações de humor.

—Insônia ou um sono de péssima qualidade.

—“Névoa mental” (esquecimentos frequentes e dificuldade de concentração).

—Cansaço físico inexplicável e perda de libido.

Você se identifica??

O desejo sexual feminino tem causas multifatoriais!!o que significa que ele resulta da combinação de fatores físicos, em...
09/09/2026

O desejo sexual feminino tem causas multifatoriais!!
o que significa que ele resulta da combinação de fatores físicos, emocionais, relacionais e culturais.

As causas mais comum estão relacionadas com:

Fatores Biológicos e Hormonais causado pela queda ou flutuações de hormônios como estrogênio e testosterona (comuns na perimenopausa e pós menopausa, pós-parto ou amamentação).

Uso de medicamentos, como alguns anticoncepcionais hormonais e antidepressivos.

Condições de saúde física, como hipotireoidismo, diabetes ou pré diabete, obesidade,alteração dos níveis de colesterol ou dor durante a relação (dispareunia).

Fatores Psicológicos e Emocionais causando níveis elevados de estresse, ansiedade e cansaço crônico devido à rotina.

Quadros de depressão ou baixa autoestima e insatisfação com a própria autoimagem.

Histórico de traumas ou abusos se***is.

Fatores Relacionais e Ambientais causando problemas de comunicação, conflitos ou falta de intimidade emocional com o parceiro.

Sobrecarga de trabalho e falta de tempo ou privacidade para o casal.

Enfim:

Tratar a atmosfera emocional, relacional e social em que uma mulher vive é absolutamente fundamental para reativar o desejo sexual.

Na sexualidade feminina, a mente, o contexto e o bem-estar geral estão profundamente interligados à libido.

Diferente do modelo puramente físico, o desejo feminino funciona de forma complexa e é altamente sensível ao ambiente.

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São Paulo, SP

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