Dr. Mateus Boaventura

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Dr. Mateus Boaventura Neurologista pelo HCFMUSP e com fellow em Esclerose Múltipla em Barcelona. Página dedicada a conte

24/09/2026

Se você tem esclerose múltipla, muita gente ao seu redor pode não perceber — mas você sente. É assim que muitos pacientes descrevem os problemas cognitivos da doença: invisíveis para quem olha de fora, mas reais no dia a dia.

Os domínios mais afetados são a velocidade de processamento de informação e a memória, além de atenção e funções executivas em graus variáveis. A linguagem, na capacidade de nomear, pode estar afetada em algumas pessoas.

E o ponto mais importante: cognição não se avalia “no olho”. Existem te**es neuropsicológicos padronizados e validados — te**es simples como o teste dos símbolos e dígitos, ou escalas, como a escala BICAMS (onde dentro dela também temos o teste de símbolos e dígitos, além de trilhas de memória verbal e visual), e a bateria de Rao (outro conjunto de te**es, mais longo que a BICAMS) são alguns dos mais usados no mundo — que permitem rastrear essas alterações de forma objetiva, inclusive em fases bem iniciais da doença, antes mesmo de a pessoa perceber qualquer dificuldade no dia a dia.

Por isso, acompanhar bem não é só olhar ressonância, surtos e testar a marcha e a força muscular. É também investigar ativamente a cognição, porque isso impacta diretamente trabalho, estudo e qualidade de vida — e, identificado cedo, pode ser trabalhado. Gosto de (no mínimo) ter uma avaliação basal de triagem de todos os meus pacientes, e sempre encaminhar para Neuropsicologia, quando indicado.

Um abraço!

Dr. Mateus Boaventura, Neurologista especialista em Esclerose Múltipla e Neuroimunologia, CRM-SP 152585, RQE 70828

23/09/2026

Você mora longe de São Paulo, tem esclerose múltipla, neuromielite óptica, MOGAD, miastenia ou outra doença neuroimunológica — e quer passar em consulta comigo, mas a distância parece um obstáculo? Ela não precisa ser.

A teleconsulta é uma modalidade segura e cada vez mais consolidada para acompanhamento em neuroimunologia. Ela funciona bem de duas formas principais: como segunda opinião, em conjunto com o neurologista que já te acompanha na sua cidade, revisando exames, diagnóstico e plano terapêutico junto com ele; ou como primeira consulta, quando aí, dependendo do caso, posso solicitar que você venha para um retorno presencial em São Paulo, ou orientar a continuidade do tratamento com um neurologista local, com um plano bem definido. Em outros casos alternamos entre vindas presenciais e teleconsultas, no acompanhamento comigo.

O objetivo nunca é substituir quem já cuida de você — é somar, trazer mais segurança para a decisão e garantir que você tenha acesso ao conhecimento mais atualizado sobre a sua doença, esteja você em São Paulo, em qualquer canto do Brasil, ou mesmo fora do país.

Se você se identificou, me chama e vamos conversar sobre o melhor formato para o seu caso.

Um abraço!

Dr. Mateus Boaventura, Neurologista especialista em Esclerose Múltipla e Neuroimunologia, CRM-SP 152585, RQE 70828

22/09/2026

“Tenho mais de 50 lesões, mas esperava estar muito pior.” Ou o contrário: “tenho poucas lesões e não estou bem”. Essas frases eu escuto com frequência no consultório — e ela tem nome: dissociação clínico-radiológica.

É quando a quantidade de lesões na ressonância não combina com a intensidade dos sintomas motores, sensitivos ou visuais que a pessoa sente. Isso acontece porque o que mais importa não é só o número de lesões, mas onde elas estão — em áreas “nobres” e muito movimentadas do sistema nervoso, ou em regiões com mais reserva funcional, onde o cérebro consegue compensar.

Mas atenção: menos sintomas visíveis não significa ausência total de impacto. Existem os sintomas invisíveis — fadiga e alterações cognitivas — que muitas vezes pesam mais no dia a dia do que os sintomas físicos, e sobre os quais já falei em outros vídeos aqui do perfil.

Por isso, a avaliação nunca pode se basear só na ressonância: é a união entre exame clínico, imagem e a história de cada pessoa que guia a conduta. Nas consultas, gosto sempre de desenhar ou explicar isso com calma, para que fique claro por que o número de lesões, sozinho, não conta a história toda.

Um abraço!

Dr. Mateus Boaventura, Neurologista especialista em Esclerose Múltipla e Neuroimunologia, CRM-SP 152585, RQE 70828

21/09/2026

Existem 3 novos tratamentos para NMOSD (Neuromielite Óptica) aprovados no Brasil desde 2023.

Até a aprovação das 3 classes de medicações que vou falar, existiu um longo caminho na pesquisa.

Em 2004, um marcador chamado anticorpo anti-aquaporina-4 (AQP4-IgG) permitiu confirmar, com segurança, que a neuromielite óptica é uma doença própria — diferente da esclerose múltipla, com mecanismo e tratamento diferentes.

Só que, de 2004 até 2019, ficamos 15 anos sem nenhum ensaio clínico de fase 3 publicado. Foi só a partir de 2019 que a ciência avançou de verdade, e hoje já temos três mecanismos aprovados fora do Brasil e também aqui: o ravulizumabe, anticomplemento, venoso a cada 8 semanas, que exige cuidado especial com vacinação contra meningite; o inebilizumabe, venoso a cada 6 meses, que age depletando os linfócitos B produtores do anticorpo anti-AQP4; e o satralizumabe, subcutâneo e mensal, que bloqueia o receptor de interleucina-6 — envolvido na permeabilidade da barreira hematoencefálica, na produção de plasmablastos e em outros pontos da cascata inflamatória. A escolha é individualizada e compartilhada em parte com o paciente.

Três alvos diferentes, uma mesma meta: reduzir surtos e proteger o sistema nervoso de quem convive com essa doença.

Um abraço!

Dr. Mateus Boaventura, Neurologista especialista em Esclerose Múltipla e Neuroimunologia, CRM-SP 152585, RQE 70828

“Depois que tudo foi dito”, ainda resta olhar.39º Panorama da Arte Brasileira — em cartaz no MAM.
20/09/2026

“Depois que tudo foi dito”, ainda resta olhar.

39º Panorama da Arte Brasileira — em cartaz no MAM.

18/09/2026

Atividade física e esclerose múltipla: as perguntas que mais recebo, direto ao ponto. Neste vídeo, respondo rapidinho o que você precisa saber para sair do “posso ou não posso” e ir para a prática.

Um abraço!

Dr. Mateus Boaventura, Neurologista especialista em Esclerose Múltipla e Neuroimunologia, CRM-SP 152585, RQE 70828

17/09/2026

Pesquisa clínica séria é um processo extremamente regulado: protocolo definido, comitê de ética independente aprovando cada etapa, e um documento chamado TCLE — Termo de Consentimento Livre e Esclarecido — que precisa te explicar, em linguagem clara, todos os benefícios possíveis, todos os riscos conhecidos, a duração do estudo, cada procedimento que você vai passar e, principalmente, os seus direitos: você pode sair do estudo a qualquer momento, sem prejuízo nenhum ao seu tratamento.

Isso é o oposto de ser cobaia. É ciência feita com rigor, transparência e respeito pela pessoa que participa — muitas vezes sendo, inclusive, a forma mais precoce de acesso a tratamentos inovadores, com acompanhamento médico próximo e estruturado.

O que muda tudo é a seriedade de quem conduz a pesquisa. Por isso, se você pensa em participar de algum estudo, busque centros de pesquisa sérios e pesquisadores com experiência reconhecida — como o CPClin Centro de Pesquisas Clínicas — e não tenha medo de perguntar tudo antes de assinar qualquer termo.

Salve esse vídeo e compartilhe com quem já teve essa dúvida.

Um abraço!

Dr. Mateus Boaventura, Neurologista especialista em Esclerose Múltipla e Neuroimunologia, CRM-SP 152585, RQE 70828

14/09/2026

🧠🚫 “Posso parar o meu tratamento da esclerose múltipla da minha cabeça, quando eu quiser?”

Essa é uma das perguntas mais delicadas que recebo no consultório — e a resposta curta é: não deve, e vou explicar o porquê. 🤔

Sentir-se bem é ótimo, mas não significa necessariamente que a doença estará sempre inativa. A famosa “remissão” é alcançada com o tratamento!!!

Na IMENSA MAIORIA, o tratamento deve ser mantido, com seguimento regular com o neurologista, com te**es e questionários em consultório de progressão, exames de ressonância e exames laboratoriais para checar se o tratamento está seguro.

Existem sim situações (MINORIA) em que o desescalonamento (troca para outros mecanismos de tratamento, em “nível inferior”) do tratamento pode ser discutida — como estabilidade prolongada de décadas e décadas, idade mais avançada, ou mudanças no perfil da doença — mas isso é sempre uma decisão individualizada, feita junto com o seu neurologista, com exames de acompanhamento antes e depois. 📋

Em outras situações a troca se dará por falha ou efeitos colaterais

Parar por conta própria, sem essa avaliação, traz o risco real de reativação da doença — às vezes com um rebote mais forte do que o esperado. ⚠️ Por exemplo, existem 2 medicações que geram uma catástrofe, se você parar da sua cabeça, sem fazer a troca planejada com o especialista: elas são fingolimode e natalizumabe. Nenhuma medicação deve ser interrompida sem orientação.

O ponto principal: sentir-se bem é resultado do tratamento funcionando, não um sinal de que ele não é mais necessário. ✅

Assista o vídeo completo e não tome essa decisão sozinho — converse com quem te acompanha 💬

Um abraço!

Dr Mateus Boaventura
Neurologista especialista em Esclerose Múltipla e Neuromielite Óptica
CRM-SP 152585 RQE 70828

Muy agradecido por la invitación a participar en el Congreso Paraguayo de Neurología, en Asunción.Fue un gran placer com...
04/09/2026

Muy agradecido por la invitación a participar en el Congreso Paraguayo de Neurología, en Asunción.

Fue un gran placer compartir conocimientos, intercambiar experiencias y conversar con mis colegas paraguayos.

Muchas gracias a la organización por la invitación, a Roche y Boller por la excelente recepción y por todo el cariño. ¡Hasta la próxima! 🇵🇾🇧🇷

03/09/2026

👨‍👧‍👦 Se você tem esclerose múltipla e não sabe se deve contar, ou como contar isso para os seus filhos, fiz este vídeo em homenagem a um paciente meu. Ele me pediu isso já há alguns anos! Acho que estas sugestões podem não fazer sentido pra todos! Para alguns a prioridade ainda é se entender, para depois contar a outras pessoas!

Para você que julga que faz sentido contar agora, forneço algumas sugestões neste post.

Não existe um jeito perfeito, mas existe um caminho mais seguro.

Começar pela verdade, sem assustar: explicar que existe uma doença chamada esclerose múltipla, que afeta o sistema nervoso, usar boas figuras da internet do cérebro e da medula espinhal, mas que há tratamento e acompanhamento médico.

Adaptar a explicação à idade da criança — poucas palavras e linguagem simples para os pequenos, mais espaço para perguntas e detalhes para os adolescentes. Muitos adolescentes querem fazer parte ativamente do entendimento.🗣️

Deixar claro que não é culpa deles e que a criança não precisa cuidar do pai ou da mãe. Dizer ao adolescente que a doença não é hereditária, mas que existe um componente genético. Só uma pequena minoria pode desenvolver. Para ele ter uma vida saudável e tranquila!

Falar sobre o futuro com honestidade, sem catastrofismo: “hoje estou bem, faço tratamento e os médicos vão continuar me acompanhando.” ✅

E dar permissão para sentir medo, tristeza ou até indiferença — e para perguntar qualquer coisa, a qualquer momento. 💬 se quiser pode trazer ele em consulta médica. Já fiz isso com filhos dos meus pacientes!

A criança não precisa saber tudo sobre a esclerose múltipla. Ela precisa saber o suficiente para entender o que está acontecendo, se sentir segura e saber que pode conversar com você. 🌱

Assista o vídeo completo e leva essa conversa pra sua casa, mas apenas se fizer sentido. Cada um tem um estilo de vida diferente, filhos com perfis diferentes, momentos de diagnóstico diferentes.

Um abraço!

Dr Mateus Boaventura Médico Neurologista especialista em Esclerose Múltipla e Neuromielite Óptica
CRM-SP 152585 RQE 70828

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01308050

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