Dra. Ingrid Tremper

Dra. Ingrid Tremper Cardiologia e Ecocardiografia Pediátrica, Fetal e Cardiopatias Congênitas do Adulto

As doenças do coração em crianças e adolescentes não podem ser vistas apenas como um problema raro ou distante.A cardiop...
15/06/2026

As doenças do coração em crianças e adolescentes não podem ser vistas apenas como um problema raro ou distante.

A cardiopatia congênita continua sendo uma das principais preocupações da cardiologia pediátrica, mas os dados mais recentes também chamam atenção para outro ponto: as doenças cardiovasculares não congênitas estão aumentando entre crianças e adolescentes.

Isso envolve condições que podem surgir ao longo da vida, muitas vezes associadas a fatores como obesidade, sedentarismo, hipertensão, alterações metabólicas e outros fatores de risco.

A infância é uma janela importante para prevenção.

Cuidar do coração da criança não é apenas investigar sopro ou cardiopatia congênita. Também é acompanhar crescimento, pressão arterial, hábitos de vida, prática de atividade física, qualidade do sono e histórico familiar.

Quanto mais cedo a prevenção começa, maior a chance de evitar problemas cardiovasculares no futuro.

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12/06/2026

❤️🫀 Hoje é o Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita.

Quando falamos em cardiopatias congênitas, falamos da malformação congênita mais frequente da infância, presente em aproximadamente 1 a cada 100 nascidos vivos.

Mas existe uma história que precisa ser lembrada.

Há algumas décadas, muitas crianças com cardiopatia congênita não chegavam à vida adulta. As opções de tratamento eram limitadas e o diagnóstico frequentemente representava um prognóstico muito reservado.

Felizmente, a medicina transformou essa realidade. Os avanços na cirurgia cardíaca, na cardiologia pediátrica, nos cuidados intensivos, nos métodos diagnósticos e no acompanhamento especializado permitiram que milhares de crianças crescessem, estudassem, trabalhassem, constituíssem famílias e realizassem seus projetos de vida.

Hoje, temos mais adultos do que crianças vivendo com cardiopatias congênitas.

Mas ainda há desafios importantes.

O primeiro deles é o diagnóstico precoce. Reconhecer uma cardiopatia congênita durante a gestação, no período neonatal ou nos primeiros meses de vida permite acesso mais rápido ao tratamento, reduz complicações e aumenta signif**ativamente as chances de melhores desfechos.

E o nosso objetivo atual vai muito além da sobrevida.

Queremos que essas crianças tenham desenvolvimento neurocognitivo adequado, pratiquem atividades físicas de forma segura, frequentem a escola, construam relações, desenvolvam autonomia e alcancem a melhor qualidade de vida possível.

Porque o sucesso no tratamento de uma cardiopatia congênita não é apenas viver mais.

É permitir que cada paciente viva plenamente, com saúde, oportunidades e qualidade de vida.

Neste dia, reforçamos a importância da conscientização, do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado ao longo de toda a vida. ❤️

11/06/2026

A estenose pulmonar acontece quando a válvula responsável pela passagem do sangue do coração para os pulmões é mais estreita do que deveria.

Dependendo do grau da obstrução, a criança pode apresentar cansaço, dificuldade para mamar e ganhar peso, coloração arroxeada na pele ou sopro cardíaco. Em alguns casos, porém, a alteração é descoberta durante uma avaliação de rotina.

Quando o estreitamento está localizado na válvula pulmonar, o tratamento geralmente pode ser realizado por meio do cateterismo cardíaco, com a valvoplastia pulmonar, um procedimento minimamente invasivo e com excelentes resultados.

Com diagnóstico, tratamento e acompanhamento adequados, a criança pode crescer com qualidade de vida e sem limitações signif**ativas.

A cardiopatia congênita não é uma condição tão rara quanto muitos pais imaginam.Ela envolve alterações na estrutura do c...
08/06/2026

A cardiopatia congênita não é uma condição tão rara quanto muitos pais imaginam.

Ela envolve alterações na estrutura do coração ou dos grandes vasos que estão presentes desde o nascimento. Algumas são identif**adas ainda na gestação.

Outras aparecem logo após o parto. E algumas podem passar despercebidas por mais tempo, especialmente quando não geram sintomas evidentes nos primeiros meses ou anos de vida.

Por isso, sinais como dificuldade para mamar, cansaço excessivo, suor durante as mamadas, baixo ganho de peso, respiração acelerada, arroxeamento dos lábios ou alteração no teste do coraçãozinho merecem atenção.

Mas também existe um ponto importante: nem toda cardiopatia congênita vai se manifestar de forma óbvia no começo.

O diagnóstico precoce permite acompanhar melhor a criança, indicar o tratamento correto no momento adequado e orientar a família com mais segurança.

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⚽❤️ Se a cardiopediatria fosse uma seleção de futebol… cada medicação teria seu craque.🏃‍♂️ Vini Júnior: Furosemida — o ...
04/06/2026

⚽❤️ Se a cardiopediatria fosse uma seleção de futebol… cada medicação teria seu craque.

🏃‍♂️ Vini Júnior: Furosemida — o ponta velocista
Resolve rápido o congestionamento, tira líquido “em contra-ataque” e ajuda a desafogar o pulmão quando o coração está sobrecarregado. É aquele jogador que muda o jogo nos primeiros minutos.

🛡️ Casemiro: Carvedilol — o volante experiente
Controla o ritmo do coração, reduz o desgaste e protege o miocárdio no longo prazo. Não aparece tanto no placar, mas organiza o time inteiro.

🧠 Alisson: Espironolactona — o jogador subestimado
Silenciosa, estratégica e extremamente útil. Ajuda no remodelamento cardíaco, controla retenção hídrica e ainda protege contra a perda de potássio. Faz o “trabalho invisível” que ganha campeonato.

🎯 Neymar: Enalapril — o camisa 10 clássico
Melhora a hemodinâmica, reduz pós-carga e ajuda o coração a trabalhar com menos esforço. Tradicional, confiável e presente em praticamente toda geração da cardiologia pediátrica.

🔥 Endrick: Entresto — o craque moderno da nova geração
Tecnologia, performance e remodelamento cardíaco em alto nível. Quando entra em campo, muda a dinâmica, reduz internações e eleva o padrão do tratamento da insuficiência cardíaca.

⚡ Danilo Santos: Forxiga — o reforço que ninguém esperava e virou titular
Chegou “emprestado” de outra posição, o diabetes, mas mostrou impacto importante na insuficiência cardíaca e hoje joga em várias formações terapêuticas.

🫀⚽
Na insuficiência cardíaca pediátrica, ninguém ganha sozinho.
Cada medicação tem seu papel, e o verdadeiro resultado vem do jogo coletivo.

O tratamento deve ser sempre individualizado e acompanhado de perto por um especialista, especialmente quando falamos de crianças com cardiopatias.

Dra. Ingrid Tremper
CRM 158327 | RQE 42051-1
Pediatra e Cardiopediatra

03/06/2026

Muitas pessoas enxergam esses sinais separadamente.
Mas, em alguns casos, eles podem indicar que o coração não está conseguindo trabalhar da forma adequada.

A cianose — aquela coloração arroxeada nos lábios ou extremidades — pode acontecer quando o sangue não está sendo oxigenado corretamente.

A fadiga excessiva pode surgir porque o organismo precisa fazer mais esforço para atividades simples.

E a dificuldade para respirar pode aparecer quando o coração e o pulmão estão sobrecarregados.

Nem sempre esses sintomas signif**am uma cardiopatia.
Mas quando aparecem juntos, principalmente em bebês e crianças, eles merecem atenção especializada.

Na cardiologia pediátrica, observar os sinais precocemente pode fazer toda a diferença no diagnóstico e no tratamento.

Dra. Ingrid Tremper
Cardiologia Pediátrica

Crianças com Síndrome de Down têm maior chance de apresentar cardiopatias congênitas desde o nascimento.E entre elas, um...
01/06/2026

Crianças com Síndrome de Down têm maior chance de apresentar cardiopatias congênitas desde o nascimento.

E entre elas, uma das alterações mais comuns é o defeito do septo atrioventricular uma cardiopatia que envolve alterações na comunicação entre as cavidades do coração e nas válvulas cardíacas.

Mas outras cardiopatias também podem estar presentes, como:
• comunicação interventricular (CIV)
• comunicação interatrial (CIA)
• Tetralogia de Fallot (T4F)

Por isso, a avaliação cardiológica precoce é extremamente importante.
Muitas dessas alterações podem ser identif**adas ainda nos primeiros meses de vida através do ecocardiograma e do acompanhamento especializado.

Quanto mais cedo o diagnóstico acontece, maiores são as possibilidades de acompanhamento adequado, tratamento e melhor qualidade de vida para a criança.

Dra. Ingrid Tremper
Cardiologia Pediátrica
CRM: 158327 | RQE: 42051-1

Quando um coração jovem para cedo demais, a gente também precisa parar.Parar para pensar.Parar para ouvir.Parar para ent...
29/05/2026

Quando um coração jovem para cedo demais, a gente também precisa parar.

Parar para pensar.
Parar para ouvir.
Parar para entender que nem toda doença do coração aparece com sinais claros antes.

Gabriel tinha 22 anos. João Gabriel tinha 20.

Dois jovens ligados ao esporte, ao movimento, à vida ativa e a uma rotina que, vista de fora, poderia parecer sinal de saúde.

Mas existe uma doença que pode caminhar em silêncio: a miocardiopatia hipertróf**a.

Ela acontece quando o músculo do coração f**a mais grosso do que deveria. Em algumas pessoas, isso pode dificultar o funcionamento do coração e aumentar o risco de arritmias graves, principalmente durante esforços intensos.

E talvez esse seja o ponto mais importante: a pessoa pode parecer bem.

Pode treinar.
Pode correr.
Pode competir.
Pode não sentir nada importante.

Até que o coração seja colocado em uma situação de grande exigência.

Por isso, alguns sinais não devem ser tratados como “coisa normal do treino”: desmaio durante exercício, dor no peito, palpitações, tontura, falta de ar fora do esperado ou histórico de morte súbita na família.

Esse conteúdo não é para assustar ninguém.

É para lembrar que prevenção também é cuidado, amor e responsabilidade.

Depois da morte de João Gabriel, a família, a namorada e os amigos criaram a ONG Corre com o Coração. A dor virou propósito. A saudade virou movimento. E a história dele passou a ajudar outras pessoas a olharem para o coração antes que seja tarde.

Porque cuidar do coração não é deixar de viver.

É proteger a vida para continuar correndo, sonhando, treinando e amando por muito mais tempo.

Gostou desse conteúdo? Compartilhe com quem precisa entender esse alerta com carinho.

Com a chegada do frio, as viroses respiratórias começam a aparecer com mais frequência.Gripe, Covid e VSR podem causar s...
27/05/2026

Com a chegada do frio, as viroses respiratórias começam a aparecer com mais frequência.

Gripe, Covid e VSR podem causar sintomas leves em muitas crianças, mas em alguns grupos, como bebês pequenos, prematuros e crianças com determinadas cardiopatias, essas infecções podem evoluir com maior risco de complicações.

Por isso, esse é um momento importante para os pais conferirem a caderneta vacinal e conversarem com o pediatra ou cardiologista pediátrico sobre as imunizações indicadas.

A vacina contra influenza ajuda a reduzir o risco de formas graves da gripe. A vacinação contra Covid também segue sendo importante conforme idade, esquema vacinal e grupos indicados. E, no caso do VSR, hoje existem estratégias de prevenção, como a imunização com nirsevimabe para crianças elegíveis.

Um ponto importante: o nirsevimabe não é uma vacina. Ele é um anticorpo monoclonal que oferece proteção contra o vírus sincicial respiratório, principal causa de bronquiolite em bebês.

Antes do inverno, a prevenção precisa entrar na rotina.

Manter as vacinas e imunizações em dia é uma forma de proteger não só os pulmões, mas também o coração das crianças que precisam de cuidado especial.

25/05/2026

E a resposta depende do tipo de cardiopatia, da evolução da criança e da resposta ao tratamento.
Algumas alterações cardíacas realmente precisam de acompanhamento ao longo da vida.
Outras podem evoluir muito bem, com controles mais espaçados ao longo do tempo.
Mas existe algo importante que muitos pais não sabem:
Mesmo quando a criança está bem, o acompanhamento continua sendo fundamental.
Porque o coração muda conforme a criança cresce.
O corpo muda.
As demandas do organismo mudam.
E em muitos casos, acompanhar de perto permite identif**ar alterações antes mesmo dos sintomas aparecerem.
O objetivo do acompanhamento não é fazer a família viver preocupada.
É justamente trazer segurança, prevenção e qualidade de vida para essa criança crescer da melhor forma possível.
Dra. Ingrid Tremper
Cardiologia Pediátrica
CRM: 158327 | RQE: 42051-1

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