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Dra. Ingrid Tremper Cardiologia e Ecocardiografia Pediátrica, Fetal e Cardiopatias Congênitas do Adulto

18/09/2026

O banho parece um momento simples da rotina, mas para alguns bebês com cardiopatia congênita ele pode exigir mais do corpo do que os pais imaginam.

Isso pode acontecer porque, durante o banho, várias coisas acontecem ao mesmo tempo: mudança de temperatura, manipulação do corpo, choro, troca de roupa, esforço para respirar melhor e tentativa de se adaptar ao ambiente.

Em bebês cardiopatas, principalmente quando existe uma condição que exige mais do coração ou interfere na circulação, esse conjunto pode gerar cansaço.

Por isso, alguns sinais durante ou depois do banho merecem atenção:

respiração mais rápida;

cansaço fora do habitual;

suor excessivo;

lábios ou língua arroxeados;

dificuldade para se recuperar depois;

sonolência ou irritabilidade diferente do padrão;

piora da ma**da após o banho.

Isso não signif**a que todo bebê que chora ou f**a cansado no banho tem uma alteração grave.

Mas, quando a criança já tem cardiopatia, o comportamento dela na rotina também ajuda a entender como o corpo está respondendo.

Uma orientação importante é observar o padrão do seu bebê: ele sempre f**a bem depois do banho ou começou a cansar mais? A respiração mudou? A cor mudou? Ele demora para voltar ao normal?

Na dúvida, não tente interpretar tudo sozinha.

Converse com o pediatra e com o cardiopediatra que acompanha o caso.

Cuidar do coração também é observar os detalhes da rotina.

Dra. Ingrid Tremper
Cardiologia Pediátrica
CRM: 158327 | RQE: 42051-1

Uma nova abordagem divulgada pelo Children’s Hospital Los Angeles, nos Estados Unidos, chamou atenção na cardiologia ped...
16/09/2026

Uma nova abordagem divulgada pelo Children’s Hospital Los Angeles, nos Estados Unidos, chamou atenção na cardiologia pediátrica.

A estratégia foi chamada de “catheter first”: em alguns recém-nascidos com cardiopatias muito complexas, a equipe pode optar por realizar primeiro um cateterismo cardíaco intervencionista, deixando a cirurgia para um segundo momento.

Mas é importante entender: essa estratégia não é indicada para toda cardiopatia congênita.

Ela foi estudada em bebês selecionados com cardiopatias complexas associadas à heterotaxia, uma condição em que órgãos e estruturas internas podem se desenvolver ou se posicionar de maneira diferente do habitual.

Alguns desses bebês apresentam fisiologia de ventrículo único e alterações importantes da drenagem das veias pulmonares, como a drenagem venosa pulmonar anômala total, que pode apresentar obstruções
Nessas situações, em vez de levar imediatamente o bebê para uma cirurgia cardíaca de maior porte, o cateterismo pode ser utilizado para realizar intervenções, por exemplo, aliviando determinadas obstruções e melhorando as condições da circulação.

A ideia é estabilizar o bebê e, quando possível, permitir que ele chegue em melhores condições ao próximo passo do tratamento.
E essa notícia reforça algo muito importante para as famílias: na cardiopatia congênita, o tratamento não é igual para todos.

Algumas crianças precisam apenas de acompanhamento. Outras precisam de cateterismo cardíaco. Outras precisam de cirurgia. E algumas precisam de uma combinação dessas estratégias, em momentos diferentes.

A decisão depende da anatomia do coração, da fisiologia da circulação e das condições clínicas de cada bebê.

A cardiologia pediátrica está evoluindo — e cada vez mais conseguimos individualizar não apenas qual tratamento realizar, mas também qual é o melhor momento e a melhor sequência para realizá-lo.

Dra. Ingrid Tremper
Cardiologia Pediátrica
CRM: 158327 | RQE: 42051-1

14/09/2026

Quando falamos de alimentação infantil, muitas famílias pensam logo no açúcar.

Mas existe outro ponto que merece atenção, principalmente em algumas crianças com cardiopatia congênita: o sal escondido.

Ele nem sempre aparece só quando colocamos sal na comida.

Muitas vezes, está presente em alimentos do dia a dia, como biscoitos salgados, salgadinhos, embutidos, macarrão instantâneo, temperos prontos, molhos industrializados, congelados e outros ultraprocessados.

E por que isso importa?

Porque, em algumas cardiopatias, especialmente quando existe sobrecarga para o coração, uso de medicações específ**as ou orientação de controle de líquidos e sódio, a alimentação precisa ser acompanhada com mais cuidado.

Isso não signif**a que toda criança cardiopata tenha a mesma restrição.

Cada caso precisa ser avaliado individualmente, considerando o diagnóstico, os sintomas, as medicações, o crescimento e a fase do tratamento.

Mas uma coisa vale para todos: aprender a olhar a rotina alimentar com mais atenção ajuda a família a fazer escolhas mais seguras.

O cuidado não está em viver com medo da comida.
Está em entender o que entra no prato da criança e conversar com a equipe que acompanha o caso quando houver dúvidas.

Na cardiologia pediátrica, pequenos detalhes da rotina também fazem parte do cuidado.

Dra. Ingrid Tremper
Cardiologia Pediátrica
CRM: 158327 | RQE: 42051-1

11/09/2026

A montanha-russa mais intensa nem sempre está em um parque.

Às vezes, ela acontece dentro do peito de uma mãe que acompanha o filho no pós-operatório de uma cirurgia cardíaca.

Tem dia de esperança.
Tem dia de medo.
Tem exame que tranquiliza.
Tem sinal que preocupa.
Tem melhora que emociona.
E tem curva inesperada que ninguém gostaria de enfrentar.

Eu sei que o pós-operatório de uma criança cardiopata pode ser cansativo, imprevisível e cheio de dúvidas.

A família observa a respiração, a cor, a alimentação, os monitores, os remédios, a evolução da cicatriz, os exames e cada pequena mudança no comportamento da criança.

E, em meio a tudo isso, tenta se manter forte.

Mas é importante lembrar: você não precisa atravessar esse caminho sem orientação.

O acompanhamento cardiopediátrico existe para ajudar a família a entender o que é esperado, o que merece atenção e quais cuidados são necessários em cada fase da recuperação.

Nem sempre é possível controlar todas as curvas do trajeto.

Mas é possível caminhar com mais segurança quando existe informação, equipe preparada, cuidado contínuo e uma família acolhida.

No pós-operatório, cada criança tem seu tempo.
Cada coração tem sua história.
E cada pequena evolução também merece ser reconhecida.

Dra. Ingrid Tremper
Cardiologia Pediátrica
CRM: 158327 | RQE: 42051-1

09/09/2026

Quando uma criança tem cardiopatia congênita, é natural que a família queira proteger.

Proteger do esforço.
Do cansaço.
Do risco.
Do medo de algo acontecer.

Mas existe uma diferença importante entre cuidado e superproteção.

Cuidar é entender o diagnóstico, respeitar os limites da criança, seguir o acompanhamento, observar sinais de alerta e conversar com o cardiopediatra sobre o que é seguro para cada fase.

Superproteger é, muitas vezes, impedir a criança de viver experiências importantes por medo, mesmo quando existe possibilidade de adaptação e orientação.

A infância também precisa de movimento, br**cadeira, convivência, escola, amigos, autonomia e descobertas.

Claro que nem toda criança cardiopata terá as mesmas permissões. Algumas precisam de restrições específ**as. Outras podem participar de muitas atividades com segurança.

Por isso, o cuidado precisa ser individualizado.

O objetivo não é colocar a criança em uma bolha.
É dar a ela a chance de viver a infância possível, com segurança, orientação e responsabilidade.

Proteger também é permitir que a criança cresça, explore o mundo e aprenda a confiar no próprio corpo, sempre respeitando a história do seu coração.

Dra. Ingrid Tremper
Cardiologia Pediátrica
CRM: 158327 | RQE: 42051-1

07/09/2026

Quando uma criança tem cardiopatia congênita, o cuidado não pode f**ar concentrado apenas na mãe ou no pai.

Se avós, babás, professores ou outros familiares f**am com essa criança em algum momento da rotina, eles também precisam saber o básico sobre a condição dela.

Em uma emergência, essa pessoa saberia dizer qual é a cardiopatia?
Saberia informar quais remédios a criança usa?
Saberia reconhecer sinais de alerta?
Saberia para quem ligar ou qual hospital procurar?

Essas informações não precisam ser complicadas, mas precisam estar acessíveis.

Uma orientação prática é deixar anotado, de forma simples:

nome da cardiopatia;

medicações em uso;

alergias;

cirurgias ou procedimentos já realizados;

sinais que exigem atenção;

contato dos responsáveis;

contato médico ou hospital de referência.

Isso não é exagero. É organização.

A criança cardiopata precisa de uma rede de cuidado informada, principalmente quando está fora de casa, na escola, com familiares ou com outros cuidadores.

Porque, em alguns momentos, saber explicar o básico pode fazer muita diferença.

Dra. Ingrid Tremper
Cardiologia Pediátrica
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04/09/2026

Esse vídeo emociona porque mostra um momento muito forte: uma mãe ouvindo os batimentos do novo coração do filho após um transplante.

Para quem assiste, é uma cena bonita.
Para uma família que vive uma doença cardíaca grave na infância, esse som representa muito mais.

Representa espera.
Medo.
Esperança.
Cuidado.
E uma nova chance de vida.

Na cardiologia pediátrica, o transplante cardíaco pode ser indicado em situações muito específ**as, quando o coração da criança já não consegue exercer sua função de forma adequada e outras possibilidades de tratamento não são suficientes.

Mas é importante lembrar: transplante não é o fim do cuidado.

Depois dele, a criança precisa de acompanhamento contínuo, medicações, exames, prevenção de infecções, orientação familiar e uma equipe especializada acompanhando cada fase da recuperação.

Esse novo coração representa vida, mas também exige responsabilidade, vigilância e cuidado ao longo do tempo.

Como cardiopediatra, cenas como essa lembram por que o diagnóstico precoce, o acompanhamento especializado e o acesso a centros preparados fazem tanta diferença.

Porque por trás de cada exame, cada consulta e cada orientação, existe uma família esperando ouvir aquilo que toda mãe deseja:

o coração do seu filho batendo com segurança.

Dra. Ingrid Tremper
Cardiologia Pediátrica
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Quando falamos de cardiopatia congênita, é comum que a atenção fique nos exames, cirurgias, medicações, saturação, consu...
02/09/2026

Quando falamos de cardiopatia congênita, é comum que a atenção fique nos exames, cirurgias, medicações, saturação, consultas e no funcionamento do coração.

E tudo isso é muito importante.

Mas existe uma parte do cuidado que também precisa ser lembrada: a saúde emocional da criança cardiopata.

Algumas crianças passam por internações, procedimentos, UTI, restrições, consultas frequentes e medo de novos exames. Mesmo quando o coração está sendo acompanhado ou tratado, essas experiências podem deixar marcas.

A criança pode ter medo de hospital, ansiedade antes das consultas, dificuldade para falar sobre a própria condição, vergonha da cicatriz, insegurança para br**car ou preocupação excessiva com o próprio corpo.

Isso não signif**a que toda criança cardiopata terá sofrimento emocional. Mas signif**a que precisamos olhar para ela por inteiro.

Na cardiologia pediátrica, cuidar não é apenas avaliar o coração no exame.

É entender como essa criança cresce, aprende, br**ca, se relaciona, volta para a escola, lida com sua história e constrói confiança no próprio corpo.

O acompanhamento especializado ajuda a cuidar da parte física.
Mas a escuta, o acolhimento e, quando necessário, o suporte psicológico também fazem parte desse caminho.

O coração pode ter sido tratado.
Mas a criança ainda precisa ser cuidada por inteiro.

Dra. Ingrid Tremper
Cardiologia Pediátrica
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31/08/2026

Uma notícia recente chamou atenção nos Estados Unidos: um bebê nasceu no Texas, no centro de uma disputa envolvendo barriga solidária, após ter sido diagnosticado ainda na gestação com síndrome do coração esquerdo hipoplásico, também conhecida como SHCE.

O caso tem muitos aspectos jurídicos e familiares complexos. Mas aqui eu quero olhar para um ponto médico muito importante.

A SHCE é uma cardiopatia congênita grave em que o lado esquerdo do coração não se desenvolve adequadamente. Isso compromete a capacidade do coração de bombear sangue rico em oxigênio para o corpo.

Por isso, bebês com essa condição geralmente precisam de cirurgia logo após o nascimento e acompanhamento especializado ao longo da vida.

E é aqui que entra a importância do diagnóstico ainda no pré-natal.

Quando uma cardiopatia grave é identif**ada durante a gestação, a equipe consegue planejar melhor onde esse bebê deve nascer, quais especialistas precisam estar presentes, qual estrutura hospitalar será necessária e quais cuidados podem ser iniciados nos primeiros momentos de vida.

O diagnóstico precoce não torna a notícia mais fácil.

Mas ele dá tempo.

Tempo para planejar.
Tempo para preparar a equipe.
Tempo para orientar a família.
Tempo para aumentar a segurança do bebê.

Em cardiologia fetal, descobrir cedo não é sobre gerar medo. É sobre evitar que uma família seja pega de surpresa quando cada minuto importa.

Dra. Ingrid Tremper
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28/08/2026

Atividade física faz parte da infância, da adolescência e da qualidade de vida.

Mas quando existe uma cardiopatia congênita, principalmente em crianças que já passaram por correção, cirurgia ou cateterismo, a liberação para exercício não deve ser feita de forma genérica.

Não é simplesmente dizer: “pode fazer tudo” ou “não pode fazer nada”.

A avaliação pré-atividade física precisa considerar vários pontos: qual foi a cardiopatia, se existem lesões residuais, como está a função do coração, como estão as artérias pulmonares, se há dilatações, alterações no ritmo cardíaco, sintomas durante o esforço e qual tipo de atividade a criança deseja praticar.

Em alguns casos, exames como ecocardiograma, eletrocardiograma, Holter, teste ergométrico, tomografia ou ressonância podem ser necessários para entender melhor a segurança daquele esforço.

O objetivo da cardiologia pediátrica não é afastar toda criança cardiopata do movimento.

O objetivo é avaliar com responsabilidade para que ela possa viver, br**car, treinar ou praticar atividade física dentro do que é seguro para o coração dela.

Cada criança tem uma história.
Cada cardiopatia tem uma evolução.
E cada liberação precisa ser individualizada.

Antes de liberar ou proibir por conta própria, converse com o cardiopediatra que acompanha o caso.

Dra. Ingrid Tremper
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