Psicanalista Rakechi

Psicanalista Rakechi 🫂 | Psicanálise, arte e crítica em um só corte
🌎 | Atendimento Online para Brasileiros no país e Exterior
Vamos?

Pós-graduanda em Psicologia Política na USP

Especialista em Abordagem Multiprofissional aos Transtornos Alimentares pela UNIFESP

18/02/2026

QUARTA DE CINZAS...

Segunda-feira de Carnaval, me emocionei demais com essa arte viva, presença e manifestação de , no bloco . Nos stories dela, descobri que essa é uma canção chamada "Me gritaron negra", de Victoria Santa Cruz.

O que mais me emocionou, além do impacto das palavras e da voz, foi a realidade que ela representa, nua e crua.

Hoje, quarta de cinzas, soube de uma triste notícia: mais um homem negro, vítima da violência da discriminação racial. Dessa vez, um par de profissão, psicanalista, que ainda que não o tenha conhecido, resistiu até o fim e agora, infelizmente, já não está mais entre nós.

O registro aqui tem função de memória... uma triste memória que buscam apagar e silenciar o tempo todo. Fazem isso sistematicamente, usando a ciência, as instituições, os espaços, a linguagem... expressando desde a hostilidade à benevolência, a agressividade expressa nas sutilezas.

Sempre fui fã da potência da arte, sempre acreditei que ela tem um poder imenso na denúncia e na elaboração do sofrimento.

Tem horas que faltam palavras que possam oferecer algum tipo de contorno... então, que fique registrada aqui essa arte em forma de protesto.

Deixo aqui também a enunciação feita pelo querido , que me convidou a viver um dos melhores dias da minha vida, na periferia, onde o sentido de coletividade se vivifica: "A periferia é o centro da revolução".

Clube de leitura Escuta do Brasil convida: Tariane MachadoNo próximo encontro do Clube de Leitura Escuta do Brasil terem...
27/01/2026

Clube de leitura Escuta do Brasil convida: Tariane Machado

No próximo encontro do Clube de Leitura Escuta do Brasil teremos o prazer de receber a convidada Tariane Machado, mulher preta, periférica, educadora social e agente educadora popular em saúde, com experiência no atendimento a pessoas em contextos de vulnerabilidade social.

Atua com foco no fortalecimento de vínculos, autonomia dos usuários e defesa das mulheres, com olhar atento às desigualdades sociais e raciais presentes nos territórios periféricos. Sua trajetória vem ao encontro do que Tiaraju Pablo D'Andrea relata em seu livro: "A Formação das Sujeitas e Sujeitos Periféricos", leitura atual do nosso Clube.

O encontro será aberto, gratuito e acontecerá na próxima segunda-feira, dia 02/02, às 20h30.

Formato: Online via Google Meet (não será gravado).
O link será enviado no horário do encontro.

Venha conhecer esse espaço de compartilhamento de reflexões críticas e afetos!

Minha Consciência não veio da Academia: veio de quem varre o BrasilEm consonância com a semana da Consciência Negra, dec...
17/11/2025

Minha Consciência não veio da Academia: veio de quem varre o Brasil

Em consonância com a semana da Consciência Negra, decidi articular alguns estudos recentes, com uma passagem fundamental da minha história. Meu objetivo é falar sobre a importância da consciência política, tão cara e por vezes tão rara a quem realiza fazeres ligados às Humanidades.

Sou filha de uma mulher negra, baiana, que, dentre inúmeras outras qualidades, realiza o trabalho primordial de varrer as ruas, como disse uma criança “ela varre o Brasil”. Não me cabe entrar nas vivências de violência que ela sofreu, por respeito à sua história. Falarei dos atravessamentos de tê-la como mãe, em minha trajetória.

Minha ancestralidade, forjou a racionalidade e a emocionalidade que me permitiram, desde muito cedo nesse ambiente familiar, perceber a importância dos fazeres políticos: desde a linguagem e a memória (individual e coletiva), até o funcionamento das relações de poder, a importância dos movimentos sociais e o comportamento eleitoral. A consciência sempre foi base. Isso ressoa com o que escutei recentemente: a família e o indivíduo são o ponto de partida para que a consciência e a sensibilidade política se criem e se propaguem para o âmbito público.

Fui, com isso, privilegiada, pois desde muito cedo tive acesso à verdade brasileira, um país colonizado sob uma lógica estruturalmente ra***ta, machista, extremamente desigual. Isso faz com que minha posição no mundo seja outra. A crítica e a busca por uma ação transformadora, em uma ética antirra***ta, feminista, que reconhece a luta de classes, suas alienações e ideologias, vieram de berço, do contexto social onde fui criada.

Ao observar alguns fazeres (com minhas inúmeras limitações), sei que essa vivência me diferencia e muito de vários profissionais que conheço, ao mesmo tempo que me aproxima de tantos outros, que não apenas têm, mais do que isso, FAZEM conscientização. Enfatizo o que disse em seu post sobre letramento racial, a participação ativa, verdadeiramente antirra***ta na sociedade, é uma questão de responsabilidade. E acrescento: essa responsabilidade é devida, especialmente, pela branquitude.

Começa SEGUNDA a primeira turma do Clube de Leitura - Escuta do Brasil 📚📖Pensando na defasagem das formações em saúde no...
06/11/2025

Começa SEGUNDA a primeira turma do Clube de Leitura - Escuta do Brasil 📚📖

Pensando na defasagem das formações em saúde no que diz respeito ao pensamento crítico sobre a realidade brasileira — e também nas transformações do hábito de leitura, criamos esse clube de leitura para aprofundar debates sobre questões sócio-históricas do Brasil.

👩🏾‍🦱 Íris Duque Brito
Psicóloga graduada pela Universidade Paulista (UNIP).
Especialista e Pós-graduada em Acessibilidade, Diversidade e Inclusão pela UNISE e Pós-graduanda em Psicologia Existencial Humanista e Fenomenológica pela FAVENI.
Possui como foco da sua atuação o atendimento de mulheres, pessoas negras e LGBTQIAPN+.

Tem experiência prática à frente de iniciativas de grande escala em DE&I, o que a proporciona uma compreensão aprofundada sobre os desafios de pertencimento, representatividade e o impacto de estruturas sociais na vida profissional e pessoal.

👩🏼‍🦱 Rakechi Maria da Silva
Psicanalista e psicóloga graduada pela Universidade Paulista (UNIP).
Pós-graduada em Abordagem Multiprofissional dos Transtornos Alimentares pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e especializanda em Psicologia Política pela Universidade de São Paulo (USP).

Possui experiência no atendimento a mulheres em situação de violência doméstica, na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher, e na elaboração de intervenções psicossociais em um centro de acolhimento para homens em situação de rua.

Os encontros do clube NÃO serão gravados.

Mais informações e inscrições no link da bio ou através do direct. (.irisduque e ).

LINK DE INSCRIÇÃO: https://forms.gle/2SXum43saTwwQWpn7

Clube de Leitura - Escuta do Brasil 📚📖Pensando na defasagem das formações em saúde no que diz respeito ao pensamento crí...
28/10/2025

Clube de Leitura - Escuta do Brasil 📚📖

Pensando na defasagem das formações em saúde no que diz respeito ao pensamento crítico sobre a realidade brasileira — e também nas transformações do hábito de leitura, criamos esse clube de leitura para aprofundar debates sobre questões sócio-históricas do Brasil.

👩🏾‍🦱 Íris Duque Brito
Psicóloga graduada pela Universidade Paulista (UNIP).
Especialista e Pós-graduada em Acessibilidade, Diversidade e Inclusão pela UNISE e Pós-graduanda em Psicologia Existencial Humanista e Fenomenológica pela FAVENI.
Possui como foco da sua atuação o atendimento de mulheres, pessoas negras e LGBTQIAPN+.

Tem experiência prática à frente de iniciativas de grande escala em DE&I, o que a proporciona uma compreensão aprofundada sobre os desafios de pertencimento, representatividade e o impacto de estruturas sociais na vida profissional e pessoal.

👩🏼‍🦱 Rakechi Maria da Silva
Psicanalista e psicóloga graduada pela Universidade Paulista (UNIP).
Pós-graduada em Abordagem Multiprofissional dos Transtornos Alimentares pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e especializanda em Psicologia Política pela Universidade de São Paulo (USP).

Possui experiência no atendimento a mulheres em situação de violência doméstica, na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher, e na elaboração de intervenções psicossociais em um centro de acolhimento para homens em situação de rua.

Os encontros do clube NÃO serão gravados.

Mais informações e inscrições no link da bio ou através do direct. (.irisduque e ).

LINK DE INSCRIÇÃO: https://forms.gle/2SXum43saTwwQWpn7

“A partir de certo ponto, não há retorno. É este o ponto a ser alcançado.”  (Franz Kafka)Tenho essa citação como uma exp...
23/09/2025

“A partir de certo ponto, não há retorno. É este o ponto a ser alcançado.”  (Franz Kafka)

Tenho essa citação como uma expressão do que é o trabalho analítico. Começa quando se reconhece o limite em que, a antiga forma de viver, se afetar ou se relacionar já não dão conta, não oferecem contornos para o sofrimento, que a vida (ou a neurose) impõe.

Mudanças significativas exigem coragem e não são facilmente notáveis, estrondosas. Por vezes, como enuncia Preciado: são bastante sutis, começam no silêncio, em desvios quase imperceptíveis. Requer atravessamentos que pareciam impossíveis, mas mais do que isso; não têm volta.

O ponto sem retorno é também, o ponto de início: é aí que a análise verdadeiramente começa. Não quando você entra na sala com um psicanalista, mas a partir do acontecimento em que se nota e aposta que, dali para frente, não se sustenta viver da mesma forma.

Nenhuma sigla é capaz de contemplar a complexidade da sua história. Sua voz merece ser ouvida, não silenciada.
17/09/2025

Nenhuma sigla é capaz de contemplar a complexidade da sua história. Sua voz merece ser ouvida, não silenciada.

Muitas pessoas quando se autorizam psicanalistas deixam de lado a denominação/ a formação de psicólogo.Há diferenças imp...
27/08/2025

Muitas pessoas quando se autorizam psicanalistas deixam de lado a denominação/ a formação de psicólogo.

Há diferenças importantes, sem sombra de dúvidas.

A psicologia é uma ciência que se diz inteira, diz deter o saber sobre o comportamento humano, os processos racionais, afetivos, relacionais.

Já a psicanálise, reconhece que o saber é construído, parcial. Traz a consciência que não somos senhores na própria casa, como supomos. Que existem dinâmicas inconscientes que apesar de por vezes nos determinarem, também escapam da lógica cartesiana.

Entretanto, ainda que seja importante se posicionar e dizer de que lado se está, o meu é o de alguém que não foi privilegiada ao ponto de simplesmente descartar um longo percurso, árduo e também, muito significativo na vida. Sou psicanalista sim, mas também sou psicóloga.

Olho para o mundo com olhos curiosos, para a escrita científica, mas também para a poesia. Sou uma intelectual, mas também ativista. Luto por direitos como uma trabalhadora, luto como psicanalista e também, enquanto psicóloga. Acontece que eu sei o impacto e os efeitos de ter rompido com uma dinâmica transgeracional. Me formar foi um ato de transgressão e eu tenho muito orgulho dessa parte que constitui as inúmeras faces da minha história.

Hoje é um dia especial, feliz dia dos psicólogos a todos aqueles que puderam pensar criticamente, inclusive rompendo simbolicamente com a psicologia. 😉

Os caminhos de uma análise - de uma vida.[Texto: Myriam Fraga - Peregrinos e Torta de Maçã]
20/08/2025

Os caminhos de uma análise - de uma vida.

[Texto: Myriam Fraga - Peregrinos e Torta de Maçã]

Para ser grande, sê inteiro: nada      Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és       No mínimo que f...
09/05/2025

Para ser grande, sê inteiro: nada
      Teu exagera ou exclui. 
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és 
      No mínimo que fazes. 
Assim em cada lago a lua toda 
      Brilha, porque alta vive.

Fernando Pessoa (Ricardo Reis)

Ganhei esses souvenirs do museu de Freud, de uma pessoa muito especial. Atrás do cartão tem a mensagem mais poética que ...
12/01/2025

Ganhei esses souvenirs do museu de Freud, de uma pessoa muito especial. Atrás do cartão tem a mensagem mais poética que já recebi e isso me fez pensar no que me faz sustentar o caminho árduo que é ser psicanalista.

Minha história com a psicanálise não teve nada de romântico, a princípio. Antes da Psicologia, sequer sabia o que era Psicanálise. Já na graduação, lembro de ter pego o livro do caso Dora na biblioteca e me surpreendido, num deleite de quem lê um livro de literatura, sem pensar no teor técnico daqueles escritos.

Já havia passado por psicólogos de diferentes abordagens: analítica junguiana, fenomenologia, TCC, inclusive da psicanálise, ao qual, apesar de me identificar com os profissionais, não havia o tipo de escuta que eu precisava. Foi aí que ganhei um cartãozinho (esse era o mkt da época), rs e fui. Lembro de ter sentado no divã e falado, num misto de angústia e confiança. Era estranho, nunca havia visto aquela mulher, esta silenciosa e atenta, sem oferecer nenhum direcionamento. Não era preciso. Eu já havia entendido. A angústia me ensinou. Já estava escrito, seria psicanalista. Assim, na época, sem sequer saber o que um psicanalista fazia, mas sabendo. O inconsciente, esse saber que não se sabe que se sabe.

Escutei, um dia, que eu fui parar com essa analista, por indefinição: que eu parei lá, por acaso. Discordo, parei lá de caso pensado. Ali a transferência aconteceu, foi ali que eu recordei, revivi, elaborei minhas maiores questões, infantis e atuais. Ali, em meio a angústia, que aprendi a ser psicanalista. A partir do desejo, aquela fagulha que se acendeu, fui me encaminhando nos estudos, na clínica e nas supervisões.

Antes de seguir associando, vou retomar, como boa neurótica, tentando manter o controle do discurso, o ponto que me fez escrever esse texto. Laços, esse é o ponto. Longe de mim investir meu tempo falando da "ineficácia" de uma determinada abordagem, quando sei que o ponto que faz uma análise andar é a transferência. Essa estranheza que senti ali e que trouxe o que há de mais familiar. Tem laços que são assim, esse é o meu com a pessoa que escreveu o que está atrás do cartão... Esse é o meu com a psicanálise.

Nessa foto faltou um montão de gente, mas a ideia dela é agradecer a aposta profissional que a supervisão e coordenação ...
15/12/2024

Nessa foto faltou um montão de gente, mas a ideia dela é agradecer a aposta profissional que a supervisão e coordenação do PROATA fizeram em nós, o que abriu caminhos.

2024 foi um ano e tanto em termos de desenvolvimento. Tive a oportunidade de lidar com casos de alta complexidade, "sair" do consultório e ter a experiência do atendimento ambulatorial institucional (com seus desafios), trabalhar em equipe multiprofissional, exercitar e afinar MUITO a escuta nos atendimentos, supervisões e reuniões de mini equipe.

E, também, foi um período de muitas travessias na análise pessoal, que só o encontro com o outro "em corpo", como disse a Re, possibilitam. Gratidão por tanto! A confraternização de ontem só reafirmou o olhar estruturante que nos ofereceram durante esse período. 💞✨

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