Natalia Moraes Obstetriz

Natalia Moraes Obstetriz Obstetriz formada pela USP em 2019 e mãe de 2 meninos, luto pelo direito das mulheres a um parto respeitoso e humano.

Tem imagens que dizem muito sobre o que é estar ali.Talvez essa seja uma das coisas que eu mais amo na obstetrícia: por ...
13/08/2026

Tem imagens que dizem muito sobre o que é estar ali.

Talvez essa seja uma das coisas que eu mais amo na obstetrícia: por algumas horas, o mundo lá fora f**a pequeno e aquela mulher, aquele bebê, aquela família viram o centro de tudo.

E eu tenho o privilégio de estar ali. 🤎

12/08/2026

Tem coisa que a gente fala e parece abstrata até conseguir ver de verdade.

Esse é um nó verdadeiro de cordão. Nó mesmo.

É um achado raro e, muitas vezes, só é identif**ado depois do nascimento, quando a gente examina o cordão.

No vídeo eu mostro de pertinho e explico o que ele signif**a e quando pode, de fato, trazer algum risco.

10/08/2026

Almoço, conversa boa e um tema que sempre rende dúvida: episiotomia é melhor do que laceração?

A Aline explica de um jeito simples por que não dá pra tratar as duas coisas como equivalentes — e por que, na maioria das vezes, o corpo merece a chance de seguir seu próprio caminho.

Sem terrorismo, sem tabu e sem complicar o que pode ser explicado com calma.

🤍 Se você está grávida, essa informação é importante.Com o aumento dos casos de sarampo no Estado de São Paulo, muitas g...
05/08/2026

🤍 Se você está grávida, essa informação é importante.

Com o aumento dos casos de sarampo no Estado de São Paulo, muitas gestantes têm me perguntado se devem se vacinar.

A resposta é não. A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é produzida com vírus vivos atenuados e é contraindicada durante a gestação.

Mas isso não signif**a que a gestante esteja sem proteção.

Uma das formas mais importantes de protegê-la é garantir que as pessoas que estarão próximas dela e do bebê estejam devidamente vacinadas.

📍 Moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, entre 6 meses e 59 anos, devem procurar uma Unidade Básica de Saúde para receber a dose de reforço recomendada pela Secretaria de Estado da Saúde, independentemente do histórico vacinal.

Essa é uma estratégia que protege não apenas quem recebe a vacina, mas também quem não pode ser vacinado neste momento, como as gestantes e alguns bebês.

✨ Cuidar de uma gestante também é um gesto coletivo.

Se você será o pai, avó, avô, irmão, tia, cuidador ou acompanhante desse bebê, confira sua carteira de vacinação e procure uma UBS para receber as orientações.

💚 Compartilhe este post com quem fará parte dessa rede de proteção.

29/07/2026

Tem dias em que eu ainda não acredito que ganho para fazer algo que amo tanto.

Ser obstetriz é estar ao lado de mulheres em um dos momentos mais intensos, grandiosos e transformadores da vida. É acompanhar o nascimento de um bebê, mas também testemunhar o nascimento de uma mãe, de uma família e, muitas vezes, de uma força que aquela mulher ainda nem sabia que tinha.

E não, isso não é romantizar.

Eu sei o quanto esse trabalho cansa. Sei o quanto drena, o tamanho da responsabilidade que carrego nas mãos e no coração. Conheço de perto as dores de um sistema obstétrico que ainda pode ser cruel com as mulheres. Existem noites sem dormir, decisões difíceis, medo, exaustão e uma presença que precisa continuar inteira, mesmo quando o corpo já pede descanso.

Ainda assim, estar ali é um privilégio.

Eu amo ser parteira. Amo cuidar de mulheres, bebês e famílias. Amo ensinar, escutar, orientar, proteger e permanecer. Amo saber que, de alguma maneira, pude tornar aquele momento um pouco mais seguro, respeitoso e acolhedor.

Cada vida que eu toco também toca a minha.
Cada família que acompanho deixa algo em mim.
E, de um jeito difícil de explicar, cada nascimento também me cura.

Essa é a minha paixão.
E eu escolheria estar aqui de novo, todas as vezes. 🤎

Você imagina o trabalho de parto como um fluxo organizado, quase um passo a passo: começa, evolui, acelera e o bebê nasc...
22/07/2026

Você imagina o trabalho de parto como um fluxo organizado, quase um passo a passo: começa, evolui, acelera e o bebê nasce.

E muitas vezes é assim que ele aparece nos livros, nas aulas e na internet.

Mas, quando o parto acontece de verdade, o caminho pode ser bem diferente.

Ele pode acelerar e depois desacelerar. As contrações podem mudar de padrão. Pode existir uma pausa, um cansaço, uma vontade de desistir… e, algum tempo depois, o corpo encontra novamente o seu ritmo.

Isso não signif**a que o trabalho de parto “parou”, que o seu corpo falhou ou que alguma fase deixou de existir.

O caminho torto não é um desvio.
É o processo.

Às vezes, o que ajuda é descansar. Tomar um banho. Respirar. Mudar de posição. Comer alguma coisa. Sentir-se segura. Ter alguém por perto que entenda o que está acontecendo e consiga lembrar você de que nem toda pausa é retrocesso.

Conhecer as fases do trabalho de parto é importante. Mas tão importante quanto isso é entender que elas não acontecem de maneira perfeita, linear ou igual para todas as mulheres.

Meu papel não é prometer que o caminho será simples. É segurar a sua mão, explicar cada mudança e ajudar você a atravessar esse processo com mais segurança, consciência e cuidado.

Você não precisa entender tudo sozinha. Nós caminhamos com você. 🤎

“Precisa de tudo isso de gente?”A gente ouviu essa pergunta ao entrar em uma cesárea, e eu fiquei pensando em como, muit...
09/07/2026

“Precisa de tudo isso de gente?”

A gente ouviu essa pergunta ao entrar em uma cesárea, e eu fiquei pensando em como, muitas vezes, o cuidado ainda é visto como excesso. Como se uma mulher precisasse apenas de alguém para conduzir tecnicamente o nascimento do bebê. Como se o parto fosse só um procedimento.

Mas não é.

No parto normal, na cesárea, no antes, no durante e no depois, aquela mulher continua sendo a nossa paciente. Continua merecendo presença, segurança, informação, respeito e humanidade. A via de nascimento pode mudar, mas a necessidade de cuidado permanece.

Uma equipe multidisciplinar não é “gente demais”. É cuidado somado. É mais de um olhar atento para a mesma mulher, para o mesmo bebê e para a mesma família. É uma equipe que conversa, que se alinha, que pensa junto e que sustenta aquele momento da melhor forma possível.

Cada profissional chega com um olhar.

Quando esses olhares se encontram com respeito, ninguém perde espaço. Todo mundo soma.

Contratar uma equipe não é transformar o nascimento em evento. É escolher viver esse momento com mais apoio, mais informação e mais cuidado. É ter profissionais que conhecem seus desejos, seus medos e seus limites, e que caminham com você também quando o caminho precisa ser ajustado.

Talvez a pergunta não seja “precisa de tudo isso de gente?”. Talvez seja: por que ainda parece demais uma mulher ser cuidada por inteiro?

Eu amo trabalhar com uma equipe que entende isso. Que não disputa espaço, soma. Que não aparece para ocupar cena, aparece para sustentar cuidado.

Não é gente demais. É cuidado em equipe.

No parto, a equipe não é a protagonista.E talvez essa seja uma das reflexões mais importantes sobre o cuidado.Pensa na c...
28/06/2026

No parto, a equipe não é a protagonista.
E talvez essa seja uma das reflexões mais importantes sobre o cuidado.

Pensa na construção de um prédio: o andaime é fundamental.
Ele sustenta, dá suporte, oferece segurança, permite acesso, ajuda a obra a acontecer.
Mas ele não é a construção.

No parto, nós somos o andaime.

Estamos ali para sustentar, orientar, proteger, acolher e intervir quando necessário.
Mas não para ocupar o centro da cena.
Não para tomar da mulher aquilo que é dela.
Não para transformar o nascimento em uma experiência conduzida pela nossa vontade, pelo nosso ego ou pelas nossas expectativas.

Quem vive o parto é a mulher.
Quem atravessa cada contração, cada escolha, cada medo, cada força que aparece no caminho, é ela.

O nosso papel é criar um ambiente em que ela possa viver essa experiência com segurança, informação e respeito.
Um ambiente em que ela se sinta ouvida.
Em que ela possa confiar no próprio corpo, fazer escolhas sem medo de julgamento e entender que cuidado não é abandono, mas também não é substituição.

Às vezes, esse parto vai pedir menos intervenções.
Às vezes, vai pedir mais suporte, mais recursos, mudança de rota.
E isso não diminui essa mulher.
Isso também é cuidado.

Porque estar ao lado de alguém no parto não é fazer por ela.
É estar presente de um jeito que amplie sua capacidade de viver o processo como protagonista.

Se você está grávida e lendo isso, queria te dizer: uma boa equipe não existe para tomar o seu lugar.
Ela existe para sustentar o caminho, enquanto você constrói a sua experiência.

No fim, o protagonismo continua sendo seu.
Nós somos o andaime.

23/06/2026

Um princípio da física explicado com um limão… e aplicado com muito cuidado na obstetrícia. ✨

Na trend, quando colocamos a mão direto no copo para tirar o limão, a água transborda. Mas, quando fazemos movimentos circulares, criamos movimento no líquido — e o limão encontra outro caminho.

Na gestação, o bebê também está envolvido pelo líquido amniótico. E, em alguns casos, movimentos suaves, circulares e bem direcionados podem ajudar a criar mais mobilidade dentro do útero, favorecendo que o bebê encontre uma posição melhor.

Não é força.
Não é “empurrar” o bebê.
É movimento, espaço, fluidez e técnica.

Na obstetrícia, muitas vezes o cuidado está justamente nisso: entender o corpo, respeitar a fisiologia e usar recursos simples, mas muito bem aplicados, para favorecer o processo.

No vídeo, a Aline, nossa fisio pélvica, mostra de forma prática como movimento circular, toque qualif**ado e conhecimento podem ajudar no posicionamento do bebê.

Porque às vezes, para o bebê virar, o corpo não precisa de força.
Precisa de espaço, movimento e cuidado. 🤍

Sempre com avaliação individual e acompanhamento profissional.

Toda semana saem notícias, dados e debates sobre gestação, parto, puerpério e saúde da mulher.Mas a pergunta que eu gost...
22/06/2026

Toda semana saem notícias, dados e debates sobre gestação, parto, puerpério e saúde da mulher.

Mas a pergunta que eu gosto de fazer é: o que isso muda na vida real de quem está gestando?

Mortalidade materna, saúde mental perinatal, violência obstétrica e acesso à assistência não são temas distantes. Eles aparecem no pré-natal, na maternidade, no puerpério, nas escolhas possíveis e nas escolhas que muitas mulheres nem chegam a ter.

Informação de qualidade não assusta. Ela prepara, protege e ajuda a construir cuidado.

Fontes: Agência Brasil, OPAS, Senado Federal e ONG Prematuridade.com.

Endereço

São Paulo, SP
02636030

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Natalia Moraes Obstetriz posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Natalia Moraes Obstetriz:

Atalhos

Compartilhar