Dra. Ilana Holender

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Duas pessoas podem passar a mesma hora nas redes e sair dali com experiências completamente diferentes.Por isso, olhar a...
07/10/2026

Duas pessoas podem passar a mesma hora nas redes e sair dali com experiências completamente diferentes.

Por isso, olhar apenas para quantos minutos o adolescente ficou no celular diz pouco sobre aquilo que ele encontrou, repetiu, comparou ou levou consigo depois de fechar o aplicativo.

O feed não é um diagnóstico do estado emocional de ninguém. Mas também não é uma sequência aleatória de conteúdos.

Talvez esteja faltando uma pergunta nas conversas sobre tela: não só “quanto tempo?”, mas “o que esse tempo tem mostrado para você?”

Dra. Ilana Holender Rosenhek
Pós-graduada em Psiquiatria
CRM 89480 - SP | RQE Nº: 82482

A tecnologia criou uma forma de intimidade que outras gerações simplesmente não tinham: saber onde o outro está praticam...
05/10/2026

A tecnologia criou uma forma de intimidade que outras gerações simplesmente não tinham: saber onde o outro está praticamente o tempo todo.

E, aos poucos, algumas ferramentas que nasceram como conveniência passaram a entrar nas relações como prova de confiança, transparência ou até compromisso.

O ponto não é decidir se compartilhar localização é “certo” ou “errado”. É perceber se existe liberdade para dizer não sem que isso vire culpa, cobrança ou desconfiança.

Porque confiança não deveria depender de acesso permanente.

Dra. Ilana Holender Rosenhek
Pós-graduada em Psiquiatria
CRM 89480 - SP | RQE Nº: 82482

02/10/2026

E se a pessoa por trás dos ataques anônimos fosse o próprio adolescente?

Isso existe e tem nome: digital self-harm.

É diferente de cyberbullying, e entender essa diferença muda completamente a conversa.

Assista ao vídeo para entender.

Dra. Ilana Holender Rosenhek
Pós-graduada em Psiquiatria
CRM 89480 - SP | RQE Nº: 82482

Tem uma diferença importante entre registrar uma experiência e começar a viver experiências já pensando em como elas ser...
28/09/2026

Tem uma diferença importante entre registrar uma experiência e começar a viver experiências já pensando em como elas serão mostradas.

Para muitos adolescentes, o olhar do outro entrou no momento antes mesmo de ele terminar: qual foto vai para o feed, qual trecho vira story, quem vai reagir, quantas pessoas vão ver. A experiência deixa de ser apenas vivida e passa também a ser observada, selecionada e editada em tempo real.

Isso não significa que postar seja um problema. Redes sociais também fazem parte da forma como essa geração cria vínculos, memória e identidade.

A reflexão é outra: quando tudo precisa virar conteúdo, será que ainda existe espaço para viver alguma coisa sem precisar transformá-la em apresentação?

Nem todo momento precisa provar que aconteceu.

Dra. Ilana Holender Rosenhek
Pós-graduada em Psiquiatria
CRM 89480 - SP | RQE Nº: 82482

Dentro dos jogos, comprar ficou muito diferente de tirar dinheiro da carteira.Moedas, skins, passes e recompensas deixam...
26/09/2026

Dentro dos jogos, comprar ficou muito diferente de tirar dinheiro da carteira.

Moedas, skins, passes e recompensas deixam o valor real mais distante, e isso muda a forma como o consumo é percebido.

A questão não é tratar o jogo como vilão nem transformar uma compra em problema. É ajudar o adolescente a entender que, mesmo quando o dinheiro muda de nome, ele continua sendo dinheiro.

No carrossel, essa conversa vai além do “pode ou não pode comprar”.

Dra. Ilana Holender Rosenhek
Pós-graduada em Psiquiatria
CRM 89480 - SP | RQE Nº: 82482

Um sorriso não é um atestado de que está tudo bem.Na adolescência, é possível continuar indo à escola, encontrando amigo...
24/09/2026

Um sorriso não é um atestado de que está tudo bem.

Na adolescência, é possível continuar indo à escola, encontrando amigos, fazendo piada, postando nas redes e mantendo uma rotina aparentemente normal, mesmo quando, internamente, alguma coisa já não está funcionando como antes.

E esse é um ponto importante: saúde mental não se avalia pela aparência. Também não se avalia por um comportamento isolado. Irritabilidade, silêncio, queda de rendimento ou afastamento não significam automaticamente um transtorno.

O que muda a leitura é o conjunto: o que era habitual para aquela pessoa, o que mudou, por quanto tempo e quanto isso passou a interferir na vida dela.

Talvez o Setembro Amarelo também sirva para questionar uma expectativa perigosa: a de que alguém precisa “parecer mal” para que aquilo que está vivendo seja levado a sério.

Dra. Ilana Holender Rosenhek
Pós-graduada em Psiquiatria
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Talvez um dos maiores desafios de conviver com um adolescente seja justamente este: saber quando respeitar uma mudança e...
22/09/2026

Talvez um dos maiores desafios de conviver com um adolescente seja justamente este: saber quando respeitar uma mudança e quando olhar para ela com mais atenção.

Querer mais privacidade, questionar regras, mudar de opinião, testar limites e buscar mais autonomia fazem parte de uma fase em que muita coisa está sendo reorganizada. Transformar cada comportamento difícil em sinal de transtorno pode ser tão inadequado quanto responder a tudo com um “isso é da idade”.

O que muda a conversa não é um comportamento isolado. É perceber o que mudou em relação àquele adolescente, há quanto tempo, com que intensidade e quanto aquilo começou a interferir na rotina, nos vínculos e na vida dele.

Saúde na adolescência também passa por reconhecer que crescer envolve conflito, experimentação, erros e mudanças, sem patologizar o que é próprio dessa etapa, mas sem ignorar aquilo que realmente pede um olhar mais cuidadoso.

Adolescência não é diagnóstico. E também não deveria ser explicação automática para tudo.

Dra. Ilana Holender Rosenhek
Pós-graduada em Psiquiatria
CRM 89480 - SP | RQE Nº: 82482

Ironia, meme e humor fazem parte da linguagem de muitos adolescentes, e nem sempre isso é um problema.Rir de uma situaçã...
19/09/2026

Ironia, meme e humor fazem parte da linguagem de muitos adolescentes, e nem sempre isso é um problema.

Rir de uma situação difícil pode aliviar tensão, aproximar amigos e até ajudar a lidar com emoções desconfortáveis. Mas, em alguns casos, transformar tudo em piada também pode virar uma forma de evitar conversas mais vulneráveis.

Quando tristeza, medo, insegurança ou frustração aparecem sempre disfarçados de humor, vale observar se existe espaço para falar sério quando necessário.

O ponto não é tirar a graça das coisas. É perceber quando o humor está sendo usado para se expressar — e quando ele passa a esconder aquilo que está difícil demais para ser dito diretamente.

Dra. Ilana Holender Rosenhek
Pediatra / Pós-graduada em Psiquiatria
CRM 89480 - SP | RQE Nº: 82482

Ensaiar conversas antes que elas aconteçam pode parecer apenas um hábito, mas muitas vezes existe algo por trás dessa an...
18/09/2026

Ensaiar conversas antes que elas aconteçam pode parecer apenas um hábito, mas muitas vezes existe algo por trás dessa antecipação.

Medo de ser mal interpretado, receio de decepcionar, insegurança sobre o que dizer ou tentativa de controlar todas as possíveis respostas podem fazer o adolescente “viver” a conversa várias vezes antes de ela realmente acontecer.

Isso não significa, por si só, que exista um transtorno. O ponto de atenção é quando essa antecipação se torna excessiva, aumenta a ansiedade ou faz com que ele evite situações importantes.

Nem toda preparação é problema. Mas quando imaginar o que pode acontecer passa a ser mais desgastante do que a própria conversa, vale olhar com mais cuidado.

Dra. Ilana Holender Rosenhek
Pediatra / Pós-graduada em Psiquiatria
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Procrastinar nem sempre significa preguiça ou falta de interesse.Em alguns casos, começar uma tarefa pode ser difícil po...
16/09/2026

Procrastinar nem sempre significa preguiça ou falta de interesse.

Em alguns casos, começar uma tarefa pode ser difícil por medo de errar, perfeccionismo, dificuldade de organização ou sensação de sobrecarga. Quando o prazo aperta, a urgência acaba funcionando como um “empurrão” para agir.

Isso não significa, por si só, que exista um transtorno. O que merece atenção é quando esse padrão se repete e começa a gerar ansiedade, culpa, atrasos ou prejuízos na rotina.

Entender o que está por trás da dificuldade de começar costuma ser mais útil do que apenas cobrar mais disciplina.

Dra. Ilana Holender Rosenhek
Pediatra / Pós-graduada em Psiquiatria
CRM 89480 - SP | RQE Nº: 82482

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