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09/08/2026

Você sabe a indicação clínica de cada betabloqueador?

O uso dos betabloqueadores em vários cenários clínicos já é consolidado, mas saber exatamente qual indicar pode ser um desafio.

Neste DozeCast, debatemos sobre o uso dessa classe de medicações pensando nos mais diversos cenários que vão muito além da cardiologia.

Saber indicar e prescrever o betabloqueador correto pode não só melhorar os desfechos clínicos, mas também evitar possível efeitos colaterais.

Quer saber mais sobre o uso dos betabloqueadores? Episódio já disponível no YouTube e no Spotify

07/08/2026

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06/08/2026

Qual a dose equivalente de cada betabloqueador?

A troca de betabloqueadores no consultório vai muito além de uma simples regra matemática: exige julgamento clínico.
Não existe uma tabela “oficial” absoluta de equivalência de doses, mas trabalhamos com uma equivalência clínica baseada na potência de cada fármaco. No entanto, o maior erro na hora de substituir a medicação não está no cálculo, e sim na transição.

Neste DozeCast, a nossa bancada detalha as equivalências mais utilizadas na prática para uma troca segura:

A Equivalência Clínica Prática:
- Carvedilol 25 mg (2x ao dia) +/- Metoprolol (succinato) 200 mg/dia
- ⁠Carvedilol 3,125 mg (2x ao dia) +/- Metoprolol (succinato) 25 mg/dia
- ⁠Bisoprolol 1,25 mg/dia +/- Metoprolol (succinato) 25 mg/dia
- ⁠Bisoprolol 10 mg/dia+/- Metoprolol (succinato) 200 mg/dia

🚨 O Alerta Clínico na Transição:
Se você está trocando o betabloqueador porque o paciente apresentou efeitos adversos (como hipotensão limite, tontura ou broncoespasmo), não faça a conversão para a dose máxima equivalente de uma vez. A conduta ideal é dar um “passo para trás”: inicie com uma dose menor do que a equivalência teórica, reavalie a tolerância do paciente após duas semanas e, se estiver tudo bem, vá titulando gradativamente até a dose alvo. A tabela guia o raciocínio, mas é a clínica que dita o ritmo.

🎥 Para dominar o manejo dos betabloqueadores assista ao episódio completo! Disponível no YouTube e no Spotify.

02/08/2026

A Fração de Ejeção (FE) sempre foi a protagonista absoluta da Insuficiência Cardíaca. Mas a nova definição veio para reposicionar esse número.

É impossível falar de IC sem falar de Fração de Ejeção, mas o olhar clínico moderno exige que ela deixe de ser o único determinante do fenótipo do paciente.

Neste DozeCast, a nossa bancada debate como a classificação ecocardiográfica foi lapidada e por que a avaliação do doente precisa ser mais precisa:

* A FE “Melhorada”: A nova definição oficializa o paciente que responde à terapia médica otimizada. Para ser classificado como “IC de Fração de Ejeção Melhorada”, o paciente precisa ter um ganho de mais de 10 pontos percentuais na FE e atingir um valor acima de 40% na segunda aferição.
* A FE Reduzida Individualizada: Um detalhe curioso é que a nova diretriz retira o “número mágico” exato para definir a FE reduzida, passando a considerar valores que estejam abaixo da normalidade para aquele indivíduo específico (levando em conta s**o e etnia).
* A Trajetória Importa Mais: Ter uma FE de 20% ou de 38% muda o prognóstico, mas dois pacientes com a mesma fração de ejeção e a mesma etiologia podem ter desfechos completamente opostos. Quantas vezes esse doente vai ao pronto-socorro por congestão? O BNP dele basal é 300 ou 5.000?

Tratar Insuficiência Cardíaca é tratar a etiologia, a trajetória evolutiva e o contexto biomarcador do doente, e não apenas o laudo do ecocardiograma.

🎥 Assista agora no YouTube ou ouça no Spotify! Procure por Doze por Oito Cardiologia.

01/08/2026

❤️ Como saber se o coração está entregando sangue suficiente aos tecidos?

O débito cardíaco (DC) é calculado pela fórmula:

🫀 DC (L/min) = Volume Sistólico (VS, mL) × Frequência Cardíaca (FC, bpm)

Mas como obter o volume sistólico no ecocardiograma?

1️⃣ Meça o diâmetro da Via de Saída do Ventrículo Esquerdo (VSVE) 📏 (cm)

A partir desse valor, o aparelho calcula a área da VSVE:

📐 Área (cm²) = π × (diâmetro/2)²

2️⃣ Meça o VTI (Velocity Time Integral) da VSVE com Doppler pulsado 📈 (cm)

O VTI representa a distância percorrida pela coluna de sangue a cada batimento.

3️⃣ Calcule o Volume Sistólico 💉

VS (mL) = Área da VSVE (cm²) × VTI (cm)

➡️ Como cm² × cm = cm³, e 1 cm³ = 1 mL, o resultado final é expresso em mL por batimento.

4️⃣ Calcule o Débito Cardíaco ❤️

DC (L/min) = VS (mL) × FC (bpm)

➡️ Para expressar o resultado em L/min, basta dividir o valor obtido por 1.000, já que 1.000 mL = 1 L.

💡 De forma prática: a área da VSVE representa o “tamanho do cano”, o VTI mostra “a distância percorrida pelo sangue a cada batimento” e a frequência cardíaca indica “quantas vezes isso acontece por minuto”.

🎯 É um cálculo simples, rápido e extremamente útil para estimar o débito cardíaco e avaliar a hemodinâmica à beira do leito utilizando o ecocardiograma focado.

30/07/2026

🩺 A Insuficiência Cardíaca (IC) ganhou uma nova definição. Mas calma: ela não anula o que você já sabia, apenas expande a nossa visão clínica.

Ao longo dos últimos cinco anos, a cardiologia viveu uma verdadeira revolução no entendimento e manejo da Insuficiência Cardíaca. Para acompanhar esses avanços, a definição da doença precisou ser atualizada. Ela não substitui as diretrizes anteriores, mas complementa e amplia o escopo do diagnóstico.

Neste DozeCast, nossos apresentadores destrincham o que essa atualização traz de mais importante para a prática clínica:

✔️ O Foco na Etiologia: A IC é uma síndrome clínica com múltiplas causas. A nova definição reforça que o diagnóstico não está completo até que a etiologia estrutural ou funcional base seja identificada.

✔️ A Tríade Diagnóstica Obrigatória: Não basta mais apenas a suspeita clínica. O diagnóstico exige a presença de sintomas/sinais típicos somados a alterações laboratoriais (como a elevação de peptídeos natriuréticos) OU exames de imagem que comprovem congestão (pulmonar/sistêmica) ou baixo débito.

✔️ Novas Nomenclaturas: Termos que já usávamos de forma empírica agora estão oficializados, como a IC com fração de ejeção melhorada e o conceito de Worsening Heart Failure (IC com piora ou IC avançada).

Essa mudança nos obriga a ser mais precisos. Sair do diagnóstico sindrômico genérico para investigar a fundo a causa base é o que realmente muda o prognóstico do paciente.

🎥 Quer conferir o debate completo sobre como aplicar esses novos critérios no seu dia a dia? O episódio já está disponível na íntegra no YouTube e no Spotify! Procure por Doze por Oito Cardiologia.

26/07/2026

🩺 Nem todo estresse é o vilão da história

Quando falamos de estresse crônico, sabemos o quanto ele é deletério para o sistema cardiovascular. Porém, existe uma via terapêutica baseada em gerar pequenos picos de estresse controlado para “ensinar” o corpo a se adaptar e se fortalecer: o estresse saudável.

Neste trecho do DozeCast, a Dra. Regina detalha como pequenas doses de estresse intencional preparam o organismo para lidar com as adversidades, um efeito fisiológico conhecido como Hormese.

Para que o estresse seja considerado positivo e terapêutico, ele precisa preencher dois requisitos: ter curta duração e ser manejável. Os exemplos práticos mais consolidados são:

🏃‍➡️ Exercício Físico (HIIT): O treino intervalado de alta intensidade gera um estresse agudo rápido, forçando o sistema cardiovascular a otimizar a entrada e a saída do estado de alerta.

🥶 Crioterapia e Sauna: A exposição temporária a extremos de temperatura (imersão em gelo ou calor intenso) ativa respostas adaptativas e metabólicas profundas. Uma tática simples de introdução é finalizar o banho quente do dia a dia com uma ducha fria, aumentando o tempo gradativamente.

🚨 O Alerta Cardiológico:
Embora as terapias térmicas estejam em alta, elas exigem triagem rigorosa. Pacientes com cardiopatia isquêmica ou angina instável não devem ser submetidos a saunas ou banhos de gelo, devido ao alto risco de instabilização do quadro provocada pelo choque térmico.

O gerenciamento do estresse não é apenas subjetivo, é puramente fisiológico. Assista ao episódio completo no YouTube ou ouça no Spotify.

23/07/2026

Estresse Crônico: Quando o emocional se transforma em doença estrutural e trombogênica.

Muitas vezes, o paciente no consultório tenta minimizar a própria rotina exaustiva dizendo: “É só uma fase de estresse, doutor”. Mas a ciência nos prova que, quando esse estado de alerta se torna contínuo, ele deixa de ser uma queixa subjetiva e passa a ser um agressor cardiovascular implacável.

Neste DozeCast, recebemos a Dra. Regina e resgatamos os dados do clássico estudo INTERHEART (2004) para mostrar o tamanho do estrago causado pelo estresse crônico:

- Risco Isquêmico: Ele é capaz de aumentar em impressionantes 55% o risco de Infarto Agudo do Miocárdio.
- Efeito Pró-Trombótico: Diferente do estresse agudo (aquele pico de adrenalina de um susto), o estresse mantido a longo prazo altera ativamente o sistema de coagulação. Ele eleva o risco de trombose venosa com a mesma gravidade de fatores clássicos e inquestionáveis, como o tabagismo e a obesidade.

O estresse psicossocial não é “coisa da cabeça”. Ele gera uma cascata inflamatória real que danifica o endotélio e instabiliza placas ateroscleróticas. Tratar o coração sem olhar para a carga de estresse diária do paciente é fazer um trabalho pela metade.

🎥 Quer conferir o debate completo sobre como rastrear e intervir nesse cenário? Assista ao episódio na íntegra no YouTube ou ouça no Spotify!

18/07/2026

Muito além da quantidade: o padrão de consumo de álcool é o que dita o risco cardiovascular.

No consultório, costumamos quantificar o consumo alcoólico dos pacientes em “doses semanais”, mas as evidências mais recentes mostram que a forma como essa quantidade é distribuída importa tanto quanto (ou até mais do que) o total ingerido. É aqui que entra o conceito de Binge Drinking — definido como o consumo de mais de 50g de álcool puro em uma única ocasião (o equivalente a 4 doses para mulheres ou 5 doses para homens).

Neste DozeCast, a nossa bancada com Dr. Diandro Mota e a Dra. Thaysa Louzada debate os dados assustadores que mostram como o “beber pesado” em uma só noite impacta o coração:

- Eventos Coronarianos: Pacientes que adotam o padrão de binge drinking apresentam o dobro de risco (2x mais) de sofrer eventos coronarianos agudos quando comparados a indivíduos que ingerem a mesma quantidade total de álcool, mas distribuída de forma fracionada ao longo da semana.
- Prognóstico Pós-IAM: Em pacientes que já sofreram um Infarto Agudo do Miocárdio, manter o padrão de binge drinking está associado a uma mortalidade duas vezes maior.

O paciente jovem e adulto, muitas vezes assintomático, tende a subestimar o impacto daquela “exagerada” na sexta-feira ou no sábado por acreditar que compensa o restante da semana em abstinência. Trazer esse dado de padrão comportamental para a anamnese é essencial para uma estratificação de risco fidedigna.

🎥 Quer entender mais sobre como o uso do álcool e da cannabis podem interferir na saúde cardiovascular? O episódio completo já está no ar! Assista no YouTube ou ouça no Spotify!

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São Paulo, SP

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