25/08/2026
É muito comum o paciente chegar ao consultório com uma prescrição:
“Fisioterapia — 10 sessões.”
E isso acabou criando uma ideia de que tratar dor é cumprir uma determinada quantidade de sessões.
Mas, principalmente quando falamos de dor crônica, o processo pode ser muito mais amplo.
Por trás daquela dor podem existir medo de se movimentar, perda de confiança no próprio corpo, redução das atividades, estresse, alterações no sono e movimentos ou cargas que precisam ser gradualmente ajustados.
Técnicas manuais, liberações e outros recursos podem ajudar e fazer parte do cuidado. Mas não deveriam ser a única estratégia.
Meu papel é avaliar, compreender o que pode estar mantendo aquela dificuldade, orientar, acompanhar as respostas e ajustar o caminho.
Porque uma parte importante da recuperação também acontece fora do consultório — quando o paciente volta a se movimentar, experimenta, ganha confiança e percebe que pode fazer cada vez mais por si mesmo.
Por isso, prefiro pensar menos em:
“Quantas sessões eu preciso?”
E mais em:
“O que precisamos construir para que você recupere autonomia e confiança no seu corpo?”
E você? Já passou por um tratamento em que se sentiu realmente acompanhado durante o processo — e não apenas cumprindo uma sequência de sessões?
Como foi essa experiência? Me conte nos comentários.