12/04/2026
Toda vez que eu entro em uma sala de parto, eu sei que estou entrando na história de alguém. Existe expectativa, medo, dor, coragem, tudo ao mesmo tempo.
Eu observo o olhar da mãe, escuto o silêncio entre uma contração e outra, percebo quando ela precisa de orientação… e quando só precisa de alguém que diga: “eu estou aqui com você”.
Ser obstetra é entender que aquele momento não é meu. Eu sou apoio. Sou segurança. Sou presença quando a vulnerabilidade aparece.
Eu cuido de duas vidas, mas também cuido de emoções, de confiança, de um início que precisa ser respeitado.
E para mim, nunca é apenas mais um parto, é um parto! Porque, para aquela família, é.