20/08/2026
Ontem, na aula, trabalhamos uma ferramenta terapêutica poderosa, capaz de promover transformações na raiz: o acesso à nossa criança interior.
Ao olhar com mais carinho e presença para essa parte de nós, podemos reconhecer as dores, os medos e as necessidades que ficaram guardadas ao longo da nossa história. Também identificamos as “armaduras” que construímos para nos proteger — como o excesso de controle, a necessidade de agradar, o afastamento, a cobrança ou a dificuldade de confiar.
Essas armaduras foram importantes em algum momento. Elas nasceram como estratégias de sobrevivência emocional, quando ainda não tínhamos recursos para compreender ou expressar o que sentíamos. O desafio é que, muitas vezes, continuamos usando essas mesmas proteções até hoje, mesmo em situações que já não oferecem o mesmo perigo.
Por isso, trabalhar a emoção dessa forma é tão importante: não se trata de culpar o passado ou reviver experiências sem cuidado, mas de compreender a origem de certos padrões, acolher o que foi sentido e construir novas formas de responder à vida.
Quando reconhecemos a criança que fomos, conseguimos cuidar melhor do adulto que somos. E, a partir desse cuidado, começamos a deixar de agir apenas pela defesa e passamos a escolher com mais consciência, liberdade e amor-próprio.
Esse processo continua sendo praticado até hoje, porque transformação emocional não acontece de uma só vez. É um caminho de presença, acolhimento e reconexão com quem somos de verdade.
Qual armadura você percebe que ainda usa para se proteger?
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