27/08/2026
Hoje, no Dia do Psicólogo, eu poderia falar sobre a minha profissão, sobre o quanto amo a Psicologia e sobre o privilégio de acompanhar tantas histórias. Mas, hoje, eu quero falar de outro lugar, do lugar de mulher.
Eu sou psicóloga, mas também já fui a mulher que precisou conciliar tantas coisas que, às vezes, nem percebia o quanto estava cansada.
Sou filha, mãe, esposa e tenho uma família que amo profundamente. Já vivi momentos em que as preocupações com quem eu amava ocuparam muito espaço dentro de mim. Já precisei lidar com mudanças, perdas, preocupações e recomeços.
Também vivi uma grande transição profissional. A Psicologia sempre esteve em mim, mas durante muitos anos a minha vida seguiu por outro caminho. Passei 25 anos trabalhando na Educação, até que, depois de me aposentar, senti que era hora de voltar para uma parte de mim que nunca tinha deixado de existir.
A Psicologia não tinha ido embora, ela só estava esperando, e talvez seja por isso que hoje eu olhe para tantas mulheres de uma maneira diferente.
Eu não falo sobre se reencontrar emocionalmente de um lugar de quem tem todas as respostas. Falo porque acredito profundamente que a gente pode se perder um pouco de si no meio da vida e, ainda assim, encontrar o caminho de volta.
Pode continuar amando a família e perceber que também precisa de espaço, pode ser forte e admitir que está cansada, pode cuidar dos outros sem desaparecer de si, pode mudar de rota depois de muitos anos, pode recomeçar.
E, se tem uma coisa que a minha própria história me ensinou, é que o momento certo nem sempre chega quando a gente imagina. Às vezes, ele chega quando finalmente conseguimos nos escutar.
É isso que eu desejo para as mulheres que cruzam o meu caminho: que elas não precisem esperar tantos anos para perceber que também merecem estar presentes na própria vida.
Hoje eu comemoro a profissão que escolhi, mas também celebro a mulher que existe por trás dela.
Feliz Dia do Psicólogo! 🥰