Rafael Zeni

Rafael Zeni Psicólogo Clínico, Sexólogo e Educador Sexual. Professor e palestrante dos temas sobre sexualida

Verdade dolorida. Amanhã passa. Mas hoje, parte de mim não está viva. E tudo bem. A tristeza é a uma “última homenagem”....
18/01/2023

Verdade dolorida. Amanhã passa. Mas hoje, parte de mim não está viva. E tudo bem. A tristeza é a uma “última homenagem”. Aproveitem muito aqueles que amam. Muito mesmo. Nunca sabemos quando será o último abraço.

Luto. Sinto informar que precisarei tirar esses dias em razão da morte de uma das pessoas mais importantes da minha vida...
18/01/2023

Luto. Sinto informar que precisarei tirar esses dias em razão da morte de uma das pessoas mais importantes da minha vida. Infelizmente a famosa Dona Elza, minha tão amada avó, não resistiu. Obrigado a todos pela compreensão.

Ao falar sobre a empatia, primeiramente é preciso diferenciá-la do conceito de simpatia. A simpatia pode ser definida co...
17/01/2023

Ao falar sobre a empatia, primeiramente é preciso diferenciá-la do conceito de simpatia.

A simpatia pode ser definida como uma preocupação ou compaixão, um sentimento em consequência à apreensão ou condição de outra pessoa. Resulta do processo cognitivo de tomar a perspectiva do outro, com base na lembrança de um estado semelhante anteriormente experimentado por si mesmo. Apesar de se aproximar da empatia, a simpatia tem a sua base em “Narciso”, ou seja, uma perspectiva individual.

Já a empatia é uma reação emocional com base na condição ou estado de outra pessoa, de forma semelhante ao que ela está sentindo, mesmo que tal situação seja desconhecida na história de vida pessoal. É a compreensão para além de uma perspectiva “simpática”: é você se colocar no lugar e sentir o que o outro está sentindo. É uma capacidade que possibilita comportamentos pró-sociais e, consequentemente, vai de encontro à cultura individualista amplamente difundida em nosso cotidiano.

Tanto a simpatia como a empatia são importantes ao levarmos em consideração o desenvolvimento e evolução do ser humano em sociedade. Comportamentos altruístas decorrem dessas habilidades e permitem as diferenças e a aceitação destas. Como todos os mamíferos, precisamos da presença de outro membro da própria espécie para a nossa sobrevivência, quer queira, quer não. Não é uma escolha, é um fato. Isolar-se não é uma opção sensata. Mas diferente dos animais, nossas ambições e desejos complicam esse processo de convivência e sobrevivência.

A individualidade é uma característica essencial à nossa saúde mental, porém a confundimos com um individualismo que beira o egoísmo. Incomodamo-nos com o sucesso, com o fracasso, com a conquista, com a perda... do outro. É tanto incômodo que não percebemos a postura pueril que tomamos em relação aos nossos semelhantes. E o primeiro passo para se aplicar a empatia é tão simples (garantindo assim a sobrevivência da própria espécie) que pode ser inacreditável a alguns olhos: basta tentar compreender o que outro está sentindo.

Sobre a “genialidade”.
16/01/2023

Sobre a “genialidade”.

Uma depressão clínica (psiquiátrica) possui critérios diagnósticos específicos e que devem ser cuidadosamente analisados...
16/01/2023

Uma depressão clínica (psiquiátrica) possui critérios diagnósticos específicos e que devem ser cuidadosamente analisados por um especialista da área, a saber, o psiquiatra. Muitos de nós já passamos por períodos de profunda tristeza, anedonia (incapacidade de sentir prazer), falta de energia, falta de apetite, insônia... Sintomas característicos da depressão clínica, como também possíveis em pessoas que vivenciam algum tipo de luto ou perda.

Freud foi o primeiro autor que contrastou a depressão clínica (melancolia, assim definida por ele) com o luto (condição comum a todo ser humano), e observou que a diferença entre esses dois estados está na forma como percebemos o mundo e a nós mesmos: quando reconhecemos o mundo de forma depreciada, sem sentido e diminuído, provamos da tristeza e luto tidos como “normais” (uma causa ou situação externa a nós).

Agora, quando esse sentimento de vazio e tristeza é voltado contra o próprio eu, neste caso podemos considerar a melancolia (questões relacionadas à autoestima). O luto tende a vir em “ondas”, entre os episódios de profunda tristeza provados nos momentos de lembranças ligadas a dor, conseguimos ser parcialmente ou mesmo totalmente funcionais, enquanto na depressão são episódios duradouros e constantes e que comprometem muito o nosso cotidiano.

Vivemos em um momento onde a felicidade é obrigatória. Ao tentarmos nos adaptar a este mundo “perfeito”, não nos permitimos dar espaço para sentimentos e afetos tidos como negativos, mesmo diante situações que exigem esse sofrimento. Não só é proibido se sentir mal, como também patologizamos a tristeza e desejamos uma pílula mágica que resolva todos os nossos problemas. Em determinados casos é preciso sim a medicação, como também é preciso provar e compreender a dor, do contrário ela será incessante. Toda depressão pode vir acompanhada de tristeza, mas nem toda tristeza se caracteriza como depressão. PROCURE POR PROFISSIONAIS EM SAÚDE MENTAL. CUIDA DA SUA CABEÇA!

A comodidade é supervalorizada por todos. Temos um fascínio pela zona de conforto e fazemos dela a nossa morada. Entramo...
13/01/2023

A comodidade é supervalorizada por todos. Temos um fascínio pela zona de conforto e fazemos dela a nossa morada. Entramos no ‘piloto automático’ e sem perceber estabelecemos uma rotina de situações, posturas e comportamentos.
Chegamos ao ponto de repetir por repetir, impensadamente e alienados ao que acontece.

A compulsão à repetição foi um conceito amplamente debatido por Sigmund Freud, que o definiu como o desejo de retornar a um estado anterior das coisas. E isso podemos observar em hábitos comumente praticados em nosso cotidiano: um filme que assistimos várias vezes, a escolha do mesmo prato em um determinado restaurante ou ouvir repetidas vezes uma música que nos agrada.

Mas essa mesma repetição pode ser vivida por meio de comportamentos prejudiciais que incluem, por exemplo, relacionamentos autodestrutivos, uso e abuso de substâncias psicoativas ou mesmo conflitos diante situações anteriormente experimentadas. E o que cito como exemplo é apenas uma gota diante o mar de possibilidades que pode ser a expressão inconsciente.

Essa inclinação a repetir, mesmo que traga consigo uma sensação de conforto, pode oferecer riscos ao próprio indivíduo, como também as pessoas que estão ao redor. Algumas dessas repetições, como dito anteriormente, podem ser vistas como hábitos inocentes, porém outras beiram o horror, pois normalmente estão associadas a padrões comportamentais que apenas trazem sofrimento e prejuízos a quem os vivencia.

Cria-se um padrão ao longo dos anos, que se torna familiar. Agir de uma forma diferente, mesmo que seja positivo, pode causar estranheza. E sem tem algo que nos provoca, esse é o diferente. Damos preferência ao danoso, tudo para evitar a novidade.

As repetições acontecem justamente como um alerta. Elas sinalizam para algo que merece atenção, emergem insistentemente para que possamos ter compreensão do que ela representa. Está para além do gosto e preferência. É uma oportunidade. Ao invés de se perguntar “Mas porque isso sempre acontece comigo?”, passe a questionar: “Qual é a minha contribuição nessa desordem?”. Talvez essa simples mudança de perspectiva pode trazer consigo resultados muito promissores e agradáveis.

“As melhores ideias são propriedade de todos”. Sêneca
12/01/2023

“As melhores ideias são propriedade de todos”. Sêneca

Uma expectativa revela o desejo pessoal frente à incerteza, é o que realmente gostaríamos que acontecesse. É uma poderos...
12/01/2023

Uma expectativa revela o desejo pessoal frente à incerteza, é o que realmente gostaríamos que acontecesse. É uma poderosa (e perigosa) crença ou pensamento, pois, ao ser centrada no futuro, pode ou não ser realista. E isso dá margem as mais variadas situações e sensações, como o desapontamento diante o “fracasso”. Nossas expectativas afetam também o ambiente em que vivemos, podemos depositá-las sobre o comportamento e desempenho das pessoas ao nosso redor, ultrapassando o limite do saudável a qualquer relação.

O primeiro ponto a se observar é: de que maneira estruturei/estruturo as minhas expectativas? Nossas experiências, positivas e negativas, exercem influência sobre a forma como visualizamos o nosso presente e futuro, o que pode levar a expectativas favoráveis ou não, dependendo de como registramos (afetivamente) essas vivências.

Uma vida de frustações e privações, por mais difícil que possa ser, torna-se habitual e costumeira e elevamos de tal forma as nossas expectativas que acabamos por buscar a própria frustração. E tudo isso por talvez não conhecer o outro lado da moeda e sentir-se desconfortável em uma situação diferente (ou mesmo provando de uma emoção que não está acostumado). Mudanças são assustadoras, mas podem oferecer a solução para os problemas que vivemos.

Mas a expectativa não é só essa vilã desnorteadora. Ela também pode levar a um caminho de realizações e contentamento. Expectativas possíveis, realistas e alcançáveis estão diretamente ligadas à sensação de autorealização, o que afeta a autoconfiança, que eleva a autoestima... São inúmeros os benefícios. Mas não basta esperar, é preciso programar. Um planejamento com objetivos claros e bem definidos, em paralelo aos princípios de realidade, pode fortalecer não apenas a expectativa, mas também a sua concretização.

“Aquele que muito se preocupa em aparentar ser, dificilmente é”. Rafa Zeni
11/01/2023

“Aquele que muito se preocupa em aparentar ser, dificilmente é”. Rafa Zeni

“Na minha época eu apanhava e hoje não sou traumatizado”. A convicção é tamanha que impossibilita a reflexão do interloc...
11/01/2023

“Na minha época eu apanhava e hoje não sou traumatizado”. A convicção é tamanha que impossibilita a reflexão do interlocutor, que acaba por reproduzir o comportamento assistido na própria infância à seus pequenos, como se esta fosse a única solução possível.
 
Mas o que não é levado em consideração é que a tal 'palmada', independente de sua intensidade e frequência, é um ato de violência. Ela tem a desculpa da imposiçao do limite com  intuito educativo, mas o que aprendemos quando apanhamos? E será mesmo que esta forma de 'educar' não deixa as suas marcas em nossa personalidade?
 
Ao educarmos os nossos filhos na base da palmada o que passamos é: você me frustou e eu, ao não saber lidar com esse sentimento, o expresso através do físico, já que o psicológico pode ser demasiadamente frágil para tanto.

Desta forma apresentamos as nossas crianças o seguinte padrão comportamental: me feriu, não fez o que eu quero, me desrespeitou, não respondeu as minhas expectativas...a pancada é a solução. E a criança, quando diante quaisquer situações que exijam dela a flexibilidade e a compreensão, por não ter recebido estas em sua base de criação, encontra na agressividade a única forma de alívio para tal.
 
O fato de considerarmos normal a palmada é um reflexo do quanto a violência esta banalizada em nossa cultura. Acreditamos que é ela a melhor forma de 'educar', mas ficamos perplexos quando nos deparamos com atos violentos, a ponto de questionar o ponto que chegou a nossa sociedade.
 
Não é a imposição do limite que questiono, pelo contrário, acredito que a instrução seja necessária. Mas aponto para a forma como a fazemos. Se ao invés do apelo físico utilizássemos o dialógo,  daríamos uma base mais compreensiva e flexível para as futuras gerações, de forma a contribuir para um modelo de sociedade pautada no respeito e dignidade.

Ao oferecermos a possibilidade da conversa, a fim de compreender a intenção ou mesmo a lógica do comportamento apresentado por nossos filhos, abrimos espaço para a reflexão e com isso os resultados podem ser muito mais satisfatórios. 'A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota' (Jean Sartre)...

Já em sua terceira temporada, a polêmica webserie baseada no livro "Meninos que não vão para o Céu", ela conta a históri...
11/01/2023

Já em sua terceira temporada, a polêmica webserie baseada no livro "Meninos que não vão para o Céu", ela conta a história de vários garotos ameaçados pelo preconceito, discriminação, pedofilia e assassinatos em série. Garotos que vivem numa sociedade machista comandada por bancadas não laicas e pelo poder do militarismo. Disponível no Canal do Youtube KALANGO NU.

“Um moralista é, quase sempre, um hipócrita; um moralista é, invariavelmente, um bagulho.” - Oscar Wild
10/01/2023

“Um moralista é, quase sempre, um hipócrita; um moralista é, invariavelmente, um bagulho.” - Oscar Wild

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