Baobá Neuropsicologia

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Há seis meses, a Baobá passou a habitar o seu próprio continente. 🌳🤎E escolhemos a palavra continente porque nunca se tr...
01/10/2026

Há seis meses, a Baobá passou a habitar o seu próprio continente. 🌳🤎
E escolhemos a palavra continente porque nunca se tratou apenas de conquistar uma sala.
Foram quase seis anos passando por muitos lugares. Dividindo espaços. Adaptando. Negociando presença. Tentando fazer caber aquilo que somos em ambientes que nem sempre foram pensados para corpos, saberes e existências como os nossos.
Até que nossas raízes encontraram terra.
A Baobá é feita por duas mulheres negras e por duas geografias que também contam quem somos.
Marcela é filha de Camaçari, Bahia. Carrega consigo uma baianidade negra, nordestina e nagô; vem de uma terra marcada profundamente pela presença africana e por modos de existir em que ancestralidade, comunidade, corpo e cuidado nunca estiveram verdadeiramente separados.
Ester é filha de Mogi das Cruzes, da Grande São Paulo, e hoje mora no centro de São Paulo — território de encontros e desencontros, de desigualdades expostas, mas também de circulação, organização, cultura e resistência. Um centro que tantas vezes tentou decidir quais corpos poderiam ocupá-lo e que continua sendo reinventado por aqueles que insistem em existir nele.
Camaçari. Mogi das Cruzes. Centro de São Paulo.
Nossas raízes não nasceram no mesmo chão. Mas se encontraram.
E talvez seja justamente isso que o baobá nos ensine: raízes podem vir de direções diferentes e, ainda assim, sustentar a mesma árvore.
Quando duas mulheres negras constroem juntas um lugar para produzir ciência, cuidado e conhecimento, elas não chegam sozinhas. Chegam acompanhadas de suas cidades, de suas famílias, de suas memórias, das mulheres que vieram antes, das comunidades que as formaram e de tudo aquilo que precisaram atravessar para permanecer.
Por isso essa fotografia das nossas bonecas significa tanto.
Houve um tempo em que elas foram retiradas do lugar onde estavam e colocadas no chão, no canto da sala que dividíamos com psicólogas brancas. A explicação que recebemos foi que elas “não combinavam com o ambiente”.
Para algumas pessoas, poderia parecer apenas uma decisão sobre decoração. Para nós, nunca foi apenas sobre bonecas. O racismo também opera dizendo o que combina e o que não combina.

Cabeça e corpo precisam viajar juntos.Às vezes, nossa mente já percorreu quilômetros: planejou o dia, organizou as taref...
28/09/2026

Cabeça e corpo precisam viajar juntos.
Às vezes, nossa mente já percorreu quilômetros: planejou o dia, organizou as tarefas, antecipou o que precisa acontecer, calculou prazos e decidiu onde precisamos chegar.
Mas o corpo pode estar em outro ponto dessa viagem.
Ele sente o cansaço, sustenta as transições, inicia os movimentos, encontra limites, pede pausa. E, quando seus sinais mais sutis não encontram escuta, muitas vezes precisa aumentar o volume.
Foi também na minha formação em Psicomotricidade que ampliei ainda mais esse olhar para algo que hoje atravessa profundamente minha prática clínica: não existe uma cabeça que pensa de um lado e um corpo que simplesmente executa do outro.
O sujeito acontece no corpo.
Por isso, uma pergunta tem me acompanhado:
*Seu corpo merece cuidado porque depois precisa executar suas tarefas? Ou merece cuidado porque é onde você vive?*
A Psicomotricidade tem potencializado minha clínica justamente nesse caminho: observar ritmos, movimentos, pausas, tensões, formas de iniciar, sustentar e interromper uma ação; reconhecer que aquilo que o corpo comunica também compõe a experiência psíquica.
Nem sempre o caminho terapêutico é ensinar o corpo a acompanhar todos os planos da cabeça. Às vezes, é ajudar cabeça e corpo a voltarem a viajar juntos.
🌿 Um olhar que sigo aprofundando também a partir dos aprendizados construídos na minha formação em Psicomotricidade pela Associação Vem Ser Vem Ser

🌳🤎 Nossa pesquisa foi selecionada!É com alegria que compartilhamos a aprovação do trabalho “Quem a Neuropsicologia Apren...
23/09/2026

🌳🤎 Nossa pesquisa foi selecionada!

É com alegria que compartilhamos a aprovação do trabalho “Quem a Neuropsicologia Aprende a Reconhecer? Avaliação Neuropsicológica da População Negra sob uma Perspectiva Decolonial” para a *Mostra Acadêmica do III Simpósio Baobá de Educação Antirracista*.

Nossa pesquisa nasce de uma pergunta que atravessa a prática clínica: quem é reconhecido pelos instrumentos, critérios e interpretações da Neuropsicologia e quais histórias, experiências e contextos ainda permanecem à margem?

Seguimos construindo uma neuropsicologia comprometida com o rigor científico, a singularidade humana, a neurodiversidade e as relações étnico-raciais.

📅 24 de outubro de 2026
📍 Guaratinguetá, São Paulo

Marcela Santos da Silva e Ester Maria Horta de Paula
Baobá Neuropsicologia 🧠🌳

09/08/2026
🌳 NOSSO TRABALHO FOI APROVADO PARA APRESENTAÇÃO ORAL!É com muita alegria que compartilhamos que nosso trabalho foi aprov...
30/07/2026

🌳 NOSSO TRABALHO FOI APROVADO PARA APRESENTAÇÃO ORAL!

É com muita alegria que compartilhamos que nosso trabalho foi aprovado para Comunicação Oral na 2nd International Conference on Neuropsychiatry, que acontecerá em novembro de 2026.

📚 Título do trabalho:

“Descolonizando a Avaliação Neuropsicológica: Repensando a Prática Clínica por Meio do Modelo Baobá Humanista, Interventivo, Comunitário, Neuroafirmativo e Interseccional.”

Este trabalho nasce da prática clínica cotidiana da Baobá Neuropsicologia, do encontro com nossos pacientes, suas famílias e da convicção de que a ciência precisa dialogar com a realidade das pessoas.

Descolonizar a avaliação neuropsicológica é reconhecer que não existe neutralidade quando determinados corpos, culturas, histórias e formas de existir permanecem invisibilizados pelos modelos tradicionais de avaliação.

Defendemos uma neuropsicologia que considere a pessoa em sua integralidade, reconhecendo que cognição, desenvolvimento e saúde mental são atravessados pela cultura, pela raça, pelo território, pelo gênero, pela deficiência, pela neurodiversidade e pelas relações sociais.

*Para nós, ciência também é luta política*.

Não porque a ciência deva servir a ideologias, mas porque toda produção de conhecimento carrega escolhas: quais perguntas fazemos, quais vozes escutamos, quais experiências legitimamos e quais práticas decidimos transformar.

Produzir ciência comprometida com a dignidade humana é também assumir responsabilidade ética diante das desigualdades que atravessam o cuidado em saúde.

Seguimos acreditando que uma neuropsicologia verdadeiramente baseada em evidências também precisa ser humanista, interventiva, comunitária, neuroafirmativa e interseccional.

Que este seja apenas o começo de muitos diálogos.

🌍🧠🌳

Sementes de conhecimento. Raízes de transformação.

Pesquisa ComunicaçãoOral Neurodiversidade Autismo Interseccionalidad

🌳🏳️‍🌈♾️ 28 de Junho: Orgulho, Resistência e InterseccionalidadeO Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+ não nasceu de u...
28/06/2026

🌳🏳️‍🌈♾️ 28 de Junho: Orgulho, Resistência e Interseccionalidade
O Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+ não nasceu de uma celebração. Nasceu da resistência.

Na madrugada de 28 de junho de 1969, no Stonewall Inn (Nova York), corpos marginalizados disseram basta à violência institucional. Na linha de frente desse levante histórico estavam mulheres trans, negras e ativistas como Marsha P. Johnson e Miss Major Griffin-Gracy. Ao lado de pessoas latinas, drag queens e jovens periféricos, elas iniciaram uma revolução global. ✊🏾🏳️‍⚧️A nossa história também é preta e trans: A luta de base no Brasil foi pavimentada pelo corpo e pela coragem de mulheres trans e travestis negras que enfrentaram a violência do Estado e das ruas.

É lembrar, longe do esvaziamento histórico, de pioneiras como Jovanna Baby, que já nos anos 1970 botava o corpo na linha de frente para iniciar a organização do movimento trans no país, e de Brenda Lee, que nos anos 80 transformou sua casa em um refúgio de acolhimento e humanidade.

Keila Simpson e Indianara Siqueira, que dedicam suas vidas a garantir teto, dignidade e redes de apoio à comunidade. E entidades de referência como a ANTRA e 𝐅𝐎𝐍𝐀𝐓𝐑𝐀𝐍𝐒 NEGRAS E NEGROS

♾️ Corpos plurais: Autistas LGBTQIAPN+ existem!
Trazer essa discussão para a neuropsicologia nos convoca a romper com outros estereótipos rígidos. Por muito tempo, tentou-se encaixar o autismo em uma caixinha infantilizada — a narrativa limitante do “anjo azul” —, como se corpos neurodivergentes fossem desprovidos de desejos, identidades, gênero e sexualidade.
Na Baobá a nossa prática clínica só faz sentido se acolher a totalidade de quem você, sem apagamentos. Orgulho é existir. Resistir é transformar. Juntas, somos raízes de liberdade. 🤎

💬 Vamos dialogar? Ao longo desta semana, traremos outros posts especiais. Pra você qual a importância de unirmos a pauta da neurodiversidade com a luta antirracista e LGBTQIAPN+? Deixe seu comentário.

🌳♾️ Quando criticamos o diagnóstico, estamos falando da experiência de quem?Essa pergunta importa. Porque nem todas as p...
24/06/2026

🌳♾️ Quando criticamos o diagnóstico, estamos falando da experiência de quem?
Essa pergunta importa. Porque nem todas as pessoas autistas viveram a mesma história.
Para algumas pessoas, o diagnóstico pode ter significado excesso de medicalização, intervenções inadequadas ou experiências de violência institucional.
Essas experiências existem e precisam ser discutidas. Mas para muitas outras pessoas, especialmente mulheres, pessoas negras, indígenas, periféricas, trans e não binárias, o problema nunca foi o excesso de diagnóstico. ⚠️O problema foi a ausência dele. Foi passar décadas sendo chamada de preguiçosa, difícil, estranha, dramática ou desinteressada. Foi receber punição onde precisava receber apoio. Foi ter necessidades ignoradas porque ninguém reconhecia que elas existiam.
❗️Por isso, durante o Mês do Orgulho Autista, queremos lembrar: O acesso ao diagnóstico continua sendo uma questão de justiça social. Porque raça, classe, gênero e território ainda determinam quem consegue ser visto e quem permanece invisível. A pergunta não é apenas quem recebe diagnóstico.
❓A pergunta é: Quem ainda não consegue acessar o direito de ser reconhecido?
🌳🧠
NadaSobreNósSemNós

Com muita alegria e orgulho, anunciamos que a nossa neuropsicóloga, Marcela, é uma das convidadas de destaque na live de...
18/06/2026

Com muita alegria e orgulho, anunciamos que a nossa neuropsicóloga, Marcela, é uma das convidadas de destaque na live de lançamento da campanha “Sou autista e luto pelo fim da violência contra a mulher!”.** 💜
**Conheça um pouco mais sobre a nossa especialista:**
Marcela é psicóloga e neuropsicóloga, especialista em Neuropsicologia com ênfase em Reabilitação Cognitiva pelo HCFMUSP e co- fundadora da Baobá Neuropsicologia 🌳🧠— um espaço clínico orientado pela perspectiva da neurodiversidade, clínica humanista e atuação comunitária. Com um trabalho voltado para a clínica neuroafirmativa, sua atuação integra perspectivas interseccionais relacionadas à raça, gênero, território e acessibilidade, especialmente no campo da saúde mental e inclusão.
👇🏾👇🏾👇🏾
ABRAÇA** No próximo dia 18 de junho (quinta-feira), a Abraça lançará a campanha “Sou autista e luto pelo fim da violência contra a mulher!”
A live será transmitida no YouTube da Abraça a partir das 19h30.
Contamos com a sua participação!

🌳♾️ 18 de Junho | Dia do Orgulho Autista*Acessibilidade não é privilégio. Apoio não é benesse. Direitos não são favores*...
18/06/2026

🌳♾️ 18 de Junho | Dia do Orgulho Autista
*Acessibilidade não é privilégio. Apoio não é benesse. Direitos não são favores*.
✊🏾Orgulho autista não é sobre receber benesses. É sobre reivindicar direitos. Não lutamos por privilégios.
Lutamos para estudar sem sermos excluídos. Para trabalhar sem sermos adoecidos.
Para acessar serviços sem barreiras. Para existir sem violência. Para comunicar nossas necessidades sem sermos desacreditados.
Para viver sem precisar esconder quem somos. Há quem confunda acessibilidade com vantagem. Há quem confunda apoio com privilégio.Há quem confunda direitos com concessão. Mas direitos não são favores. Direitos não são gentilezas. Direitos não são recompensas pela nossa capacidade de adaptação. Direitos são condições mínimas para que todas as pessoas possam participar da vida em sociedade com dignidade.
Neste Dia do Orgulho Autista, reafirmamos que não queremos ocupar lugares de exceção. Queremos ocupar o mundo. Com nossas diferenças. Com nossas singularidades. Com nossas formas de pensar, sentir, aprender e existir. Porque orgulho autista não é celebrar uma identidade perfeita. É recusar a vergonha que a sociedade tentou nos impor.
É afirmar que nossas vidas importam. Que nossas histórias importam. E que nenhuma inclusão será real enquanto acessibilidade continuar sendo tratada como privilégio. Nossas raízes sustentam muitos futuros. E nenhum direito deve ser tratado como benesse. 🌿♾️

Equipe Baobá Neuropsicologia 🌳🧠
BaobáNeuropsicologia Ubuntu Ancestralidade Acessibilidade Inclusão

Neste Dia das Mães, celebramos a potencialidade e a sabedoria de todas as mães, sejam mães de pacientes, pacientes em si...
12/05/2024

Neste Dia das Mães, celebramos a potencialidade e a sabedoria de todas as mães, sejam mães de pacientes, pacientes em si mesmas, mães que perderam seus filhos ou mesmo as mães que não tem mais a presença de suas filhas e filhos. Vocês são a base da nossa família e da nossa sociedade, e merecem todo o nosso reconhecimento, admiração e apoio!

🧠Acreditamos que a neurodiversidade é uma riqueza a ser celebrada, e que todas as mães merecem o apoio e a valorização necessários para criar seus filhos em um ambiente acolhedor e inclusivo.** Agradecemos tanto pelas mães que nos confiaram a avaliação de suas filhas, filhos e filhes, quanto pelas nossas pacientes que são mães e por todas que fazem parte da nossa comunidade.

🙋🏿‍♀️🙋🏽‍♀️🙋🏾‍♀️🙋🏻‍♀️As mães são 1/3 da população do país e responsáveis por toda a reprodução e manutenção de vidas humanas.** Mesmo assim, muitas vezes são relegadas ao esquecimento nos espaços de poder, especialmente as mães que perderam seus filhos de forma abrupta ou pela violência do Estado.Fazemos votos de um dia repleto de amor e que a lembrança de seus filhos traga conforto e que a luta por justiça e um futuro melhor se fortaleça a cada dia

🌳🧠Na Baobá Neuropsicologia, lutamos por um sistema que proporcione às mães acesso a direitos, serviços e oportunidades que possibilitem a realização de seus sonhos e a construção de uma vida plena para além da maternagem. **Também acolhemos e apoiamos as mães que perderam seus filhos e lutamos por reparação e justiça para todas elas.*✊🏾
Desejamos ainda que todas as mães possam contar com uma rede de apoio forte e acolhedora 🫱🏿‍🫲🏾, que lhes permita florescer como indivíduos e alcançar seus objetivos

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Avenida Rebouças, 3797
São Paulo, SP

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