11/01/2018
Coletivo Bom Parto
Restrição do consumo de açúcar X trabalho de parto
A ingestão de açúcar está diretamente relacionada a concentração de glicose no sangue. Altos níveis sanguíneos de glicose, ocasionados pela ingestão de alimentos ricos em carboidratos refinados e açúcares simples como a sacarose, estão diretamente relacionados com a baixa produção de receptores de prostaglandinas. Sendo assim com poucos receptores de prostaglandinas, mesmo que haja uma produção hormonal elevada a ação f**a reduzida.
Considerando que as prostaglandinas estão diretamente ligadas ao início do trabalho de parto é esperado que com uma alta ingestão de açúcares, através da dieta materna, o trabalho de parto tenha uma fase latente mais prolongada e dolorosa, uma vez que as prostaglandinas livres estão diretamente relacionadas a dor.
Conduta nutricional
A conduta nutricional deve abordar a restrição do consumo de sacarose e outros açúcares simples da dieta materna a partir de 36 semanas de gestação. Considerando que a ingestão de carboidratos refinados esta diretamente ligada a altos níveis sanguíneos de glicose, também é importante restringir o consumo de carboidratos refinados na dieta.
O carboidrato da dieta materna deve ser do tipo complexo, associado a outros macronutrientes (proteinas e lipídeos) para evitar altos picos de glicose sanguínea.
São recomendações difíceis para algumas pessoas, no entanto é por um período curto, a partir de 36 SEMANAS. E os benefícios para quem busca um parto normal são compensatórios. O trabalho de Frank Lowen no Siaparto 2017, sugere a redução do tempo e dor do trabalho de parto, tudo isso diretamente ligado a cascata hormonal descrita anteriormente. È importante sempre consultar seu Nutricionista.
São fontes de açúcares simples e carboidratos refinados:
Açúcar (refinado, mascavo, cristal, demerara, orgânico…);
Sucos naturais, sucos de caixinha, guaraná natural, mate industrializados, refrigerantes, xaropes de frutas, néctar de fruta, …;
Tapioca;
Tubérculos como batata;
Chocolates (mesmo o 70% tem açúcar) e doces em geral;
Sorvetes e sobremesas tipo açaí (a polpa de açaí batida com banana é permitida sem o xarope);
Frutas (sempre associar o consumo com proteínas e lipídeos. Ex: comer como sobremesa);
Todo produto industrializado que contenha farinha enriquecida com ferro e ácido fólico como ingrediente;
Biscoitos, bolachas, batata pré frita, batata frita, salgadinhos tipo conchas…;
Pães e torradas que não tenham como primeiro ingrediente a farinha de trigo integral;
Produtos sem glúten, que são desenvolvidos para pacientes sensíveis ao glúten, mas as pessoas acham que são alimentos mais saudáveis (são fontes de carboidratos com alto índice glicêmico).
Texto por Cecília França Doula, nutricionista e consultora de amamentação 💕
Fonte: "Sobre hormônios - nutrição - trabalho de parto - Frank Lowen e Siaparto 2017
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Coletivo Bom Parto
Restrição do consumo de açúcar X trabalho de parto
A ingestão de açúcar está diretamente relacionada a concentração de glicose no sangue. Altos níveis sanguíneos de glicose, ocasionados pela ingestão de alimentos ricos em carboidratos refinados e açúcares simples como a sacarose, estão diretamente relacionados com a baixa produção de receptores de prostaglandinas. Sendo assim com poucos receptores de prostaglandinas, mesmo que haja uma produção hormonal elevada a ação f**a reduzida.
Considerando que as prostaglandinas estão diretamente ligadas ao início do trabalho de parto é esperado que com uma alta ingestão de açúcares, através da dieta materna, o trabalho de parto tenha uma fase latente mais prolongada e dolorosa, uma vez que as prostaglandinas livres estão diretamente relacionadas a dor.
Conduta nutricional
A conduta nutricional deve abordar a restrição do consumo de sacarose e outros açúcares simples da dieta materna a partir de 36 semanas de gestação. É importante substituir estes carboidratos por simples por complexos, isso não signif**a uma dieta com menor percentual de carboidratos.
Considerando que a ingestão de carboidratos refinados esta diretamente ligada a altos níveis sanguíneos de glicose, também é importante restringir o consumo de carboidratos refinados na dieta.
O carboidrato da dieta materna deve ser do tipo complexo, associado a outros macronutrientes (proteinas e lipídeos) para evitar altos picos de glicose sanguínea.
São recomendações difíceis para algumas pessoas, no entanto é por um período curto, a partir de 36 SEMANAS. E os benefícios para quem busca um parto normal são compensatórios.
O trabalho de Frank Lowen no Siaparto 2017, sugere a redução do tempo e dor do trabalho de parto, tudo isso diretamente ligado a cascata hormonal descrita anteriormente. È importante sempre consultar seu Nutricionista.
São fontes de açúcares simples e carboidratos refinados:
Açúcar (refinado, mascavo, cristal, demerara, orgânico…), mel, melado e xarope de glicose;
Sucos naturais, sucos de caixinha, guaraná natural, mate industrializados, refrigerantes, xaropes de frutas, néctar de fruta, …;
Tapioca;
Tubérculos como batata;
Chocolates (mesmo o 70% tem açúcar) e doces em geral;
Sorvetes e sobremesas tipo açaí (a polpa de açaí batida com banana é permitida sem o xarope);
Frutas (sempre associar o consumo com proteínas e lipídeos. Ex: comer como sobremesa);
Todo produto industrializado que contenha farinha enriquecida com ferro e ácido fólico como ingrediente;
Biscoitos, bolachas, batata pré frita, batata frita, salgadinhos tipo conchas…;
Pães e torradas que não tenham como primeiro ingrediente a farinha de trigo integral;
Produtos sem glúten, que são desenvolvidos para pacientes sensíveis ao glúten, mas as pessoas acham que são alimentos mais saudáveis (são fontes de carboidratos com alto índice glicêmico).
Texto por Cecília França Doula, nutricionista e consultora de amamentação 💕
Fonte: "Sobre hormônios - nutrição - trabalho de parto - Frank Lowen e Siaparto 2017
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