30/09/2026
“Faço meus exames todos os anos. Então estou protegida contra câncer?”
Essa pergunta parte de uma confusão bastante comum: acreditar que realizar exames regularmente é sinônimo de prevenção.
Alguns cânceres permitem estratégias muito eficazes de prevenção e rastreamento. O câncer do colo do útero é um bom exemplo: vacinação contra o HPV e rastreamento adequado reduziram significativamente a possibilidade de desenvolver doença invasiva.
Para outros tumores ginecológicos, entretanto, ainda não dispomos das mesmas ferramentas. No câncer de ovário, por exemplo, não há recomendação de rastreamento populacional com ultrassonografia e CA-125 para mulheres de risco habitual.
Por isso, acompanhamento médico não deveria significar montar uma lista cada vez maior de exames.
Deveria significar avaliar risco individual, utilizar corretamente os métodos de rastreamento disponíveis e investigar sintomas quando eles aparecem.
Prevenção de qualidade não é fazer tudo. É fazer aquilo que realmente demonstrou benefício.
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