08/06/2026
Usei a Copa do Mundo como ponto de partida para uma reflexão simples: o corpo reage antes da razão conseguir organizar o que está acontecendo.
Durante um jogo, o coração acelera, a respiração muda, a tensão aparece. A pessoa sabe que é futebol. Mas o corpo sente como se algo importante estivesse em risco.
Isso acontece porque não estamos reagindo apenas ao jogo. Estamos reagindo também ao que ele representa: identidade, pertencimento, competição, orgulho, vulnerabilidade e representação.
No trauma, essa lógica também aparece. Racionalmente o perigo passou, mas o corpo reage como se ainda precisasse se proteger.
Por isso, cuidar do trauma não é apenas compreender a própria história.
É ajudar o corpo a perceber, aos poucos, que ele já não precisa viver em estado permanente de defesa.