Ana Paula Silva - Psicologia

Ana Paula Silva - Psicologia CRP/SP: 57190
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🧠 Te ajudo a vencer traumas com o EMDR
28 anos de profissão

O fim de um processo terapêutico ou mesmo uma pausa não signif**a que a vida se torna imune aos altos e baixos.Signif**a...
22/06/2026

O fim de um processo terapêutico ou mesmo uma pausa não signif**a que a vida se torna imune aos altos e baixos.

Signif**a que agora você tem autoconhecimento, self mais estruturado, autocompaixão e liberdade, além de ferramentas para lidar com seus desafios.

Essa frase nos ajuda a entender algo muito importante sobre o luto.Nem toda perda é vivida apenas como saudade.Às vezes,...
19/06/2026

Essa frase nos ajuda a entender algo muito importante sobre o luto.

Nem toda perda é vivida apenas como saudade.

Às vezes, aquilo que aconteceu foi tão intenso, tão abrupto ou tão doloroso, que o corpo e a mente não conseguem simplesmente “seguir em frente” como se tudo tivesse acabado no dia da despedida.

Porque o trauma não está apenas no fato em si.

Ele pode estar na forma como aquela perda ficou registrada dentro de você.

Na sensação de insegurança que apareceu depois.
No medo constante de perder outras pessoas.
Na dificuldade de se conectar com a vida novamente.
Na culpa que insiste em voltar.
No corpo que permanece em alerta, mesmo quando tudo ao redor parece estar normal.

Por isso, falar de luto também é falar sobre o que a perda pode deixar reverberando internamente.

Existe uma diferença entre sentir saudade de quem partiu e viver preso ao impacto emocional que aquela perda causou.

E reconhecer isso não é transformar a dor em diagnóstico, nem dizer que todo luto é traumático.

É apenas abrir espaço para uma compreensão mais humana: algumas perdas não pedem apenas tempo. Pedem acolhimento, cuidado e segurança para que o corpo e a mente consigam elaborar o que aconteceu.

Porque o passado não muda.

Mas o que ficou ferido dentro de você pode, aos poucos, encontrar um novo lugar para respirar.

18/06/2026

Essa é uma das dores mais latentes na prática clínica. E a resposta para esse "bloqueio" muitas vezes não está na sua falta de estudo, mas pode ser na leitura clínica do trauma, uma vez que ele f**a registrado em áreas mais profundas do cérebro.

A neurociência nos mostra que traumas complexos e situações vivenciadas de forma intensa alteram as vias neurobiológicas.

Nesses casos, a abordagem puramente verbal pode encontrar barreiras difíceis de transpor.

É exatamente aí que a prática clínica somática e a compreensão profunda do sistema nervoso se tornam grandes viradas de chave.

Algumas pessoas não se afastam porque deixaram de sentir.Se afastam porque sentir ativa medo, insegurança, vulnerabilida...
15/06/2026

Algumas pessoas não se afastam porque deixaram de sentir.

Se afastam porque sentir ativa medo, insegurança, vulnerabilidade, hipervigilância e uma vontade enorme de evitar qualquer possibilidade de se machucar de novo.

E isso quase nunca acontece de forma consciente.

A pessoa só percebe que está sumindo aos poucos. Respondendo menos. Se fechando mais. Criando distância justamente quando o vínculo começa a importar.

O mais confuso nisso tudo é que, por fora, pode parecer desinteresse. Mas por dentro, muitas vezes, existe alguém tentando não reviver dores que ainda não conseguiu esquecer.

12/06/2026

O amor é o que desejamos viver nas nossas relações mais íntimas.
Mas também fala sobre cuidar e a ser cuidado.

Todos nós chegamos aos relacionamentos carregando histórias desde a nossa tenra infância.
Histórias sobre vínculo, segurança, validação, pertencimento e individuação.

Por isso, muitas vezes, não nos apaixonamos apenas pela pessoa.
Nos apaixonamos pelo que ela representa.
Pela esperança de encontrar nela aquilo que um dia nos faltou.

E é nesse ponto que a idealização pode nos afastar da relação verdadeira.
Porque nenhuma pessoa deve assumir a responsabilidade de suprir aquilo que falta para a nossa própria inteireza.

Relacionamentos maduros não são construídos apenas pelo que sentimos.
São construídos pelo que e como fazemos.
Nas conversas difíceis.
Nos limites.
Nos pequenos gestos.
Na vontade de melhorar a si mesmo.
Na presença que se repete ao longo do tempo.

Amar não é encontrar alguém que supre nossas faltas.
É descobrir, enquanto a vida acontece, se existe espaço para duas pessoas reais crescerem juntas.
E com isso nutrir a própria relação como uma terceira pessoa.
Envolve amor-próprio para que o amor possa ser partilhado.
E talvez o amor mais bonito seja justamente esse: o que deixa de ser fantasia para se tornar encontro.

10/06/2026

A neurociência explica que a nossa língua mãe é processada na área de Broca, enquanto a segunda língua, como o inglês, é processada na área de Wernicke. Mas além da ciência, existe algo muito mais profundo: a nossa identidade.

É na nossa língua materna que:

Construímos nossa segurança e percepção de quem somos.

Acessamos nosso inconsciente coletivo.

Vivenciamos e, mais importante, elaboramos nossos traumas.

Poder "chorar na língua mãe" é permitir um acolhimento sem barreiras.

Por isso, o atendimento online é uma ferramenta tão poderosa: ele quebra as distâncias geográf**as para que você possa ser cuidado na língua que moldou sua alma.

Usei a Copa do Mundo como ponto de partida para uma reflexão simples: o corpo reage antes da razão conseguir organizar o...
08/06/2026

Usei a Copa do Mundo como ponto de partida para uma reflexão simples: o corpo reage antes da razão conseguir organizar o que está acontecendo.

Durante um jogo, o coração acelera, a respiração muda, a tensão aparece. A pessoa sabe que é futebol. Mas o corpo sente como se algo importante estivesse em risco.

Isso acontece porque não estamos reagindo apenas ao jogo. Estamos reagindo também ao que ele representa: identidade, pertencimento, competição, orgulho, vulnerabilidade e representação.

No trauma, essa lógica também aparece. Racionalmente o perigo passou, mas o corpo reage como se ainda precisasse se proteger.

Por isso, cuidar do trauma não é apenas compreender a própria história.

É ajudar o corpo a perceber, aos poucos, que ele já não precisa viver em estado permanente de defesa.

Tem gente que sai do próprio país achando que vai precisar aprender um novo idioma. E aprende.Mas o que ninguém avisa… é...
05/06/2026

Tem gente que sai do próprio país achando que vai precisar aprender um novo idioma. E aprende.

Mas o que ninguém avisa… é que, às vezes, a pessoa começa também a mudar o jeito de rir, de falar, de reagir e até de existir.

No começo parece pequeno. Você evita uma roupa. Depois evita uma opinião.

Depois percebe que está tentando parecer “menos você” para conseguir caber naquele lugar. E o mais confuso nisso tudo é que, por fora, parece adaptação.

A vida continua. As pessoas elogiam. Dizem que você está se saindo bem.

Mas por dentro existe uma sensação estranha de distância. Como se uma parte sua tivesse f**ado para trás… e ninguém tivesse percebido.

É também por isso que migração mexa tanto com identidade. Porque pertencer nunca foi só sobre geografia.

03/06/2026

No trânsito da vida, todo mundo parece só mais um seguindo o fluxo.

Mas, por dentro, cada um está carregando uma história diferente.

Tem gente tentando dar conta de tudo sozinho(a). Tem gente vivendo em alerta sem perceber. Tem gente sorrindo… enquanto segura algo pesado demais por dentro.

Nem todo trauma é visível. Nem todo sofrimento faz barulho. Às vezes, ele aparece nas reações, no cansaço, na dificuldade de confiar, no medo de incomodar.

Por isso, muitas vezes não dá pra entender o outro só pelo que se vê. Porque cada pessoa está lidando com coisas que ninguém enxerga.

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