SemearSe Sandra Souza é psicóloga clínica e atende adultos, em especial, pessoas que encontram-se em algum

Existe um momento na trajetória de quem se forma em psicologia clínica, em que a teoria básica pede uma outra coisa.Depo...
03/06/2026

Existe um momento na trajetória de quem se forma em psicologia clínica, em que a teoria básica pede uma outra coisa.

Depois dos livros recomendados e das supervisões na faculdade, todo psicólogo que quer se tornar um psicoterapeuta sério descobre cedo ou tarde que o trabalho clínico precisa da ampliação de outros olhares e do desenvolvimento em um nível profundo, do próprio psicoterapeuta.

Pois a clínica se sustenta em quem se é.

Foi assim que Jung descreveu essa exigência: "todas as linhas terapêuticas representam um compromisso ético considerável, e todas podem ser englobadas numa única verdade, você tem que ser a pessoa com a qual quer influir sobre o seu paciente".

É uma frase desconfortável.

Ela tira a clínica do plano da técnica e a coloca no plano da existência; e é exatamente por isso que a supervisão importa.

Supervisão é espaço de elaboração.

É onde se olha para o que o caso despertou no terapeuta, e não apenas para o que o caso é; é onde a contratransferência deixa de ser ruído e passa a ser informação; é onde os pontos cegos, que todos nós temos, encontram a chance de serem nomeados antes que se transformem em impasse e em estagnação do caso.

Ao longo de muitos anos acompanhando psicólogos em supervisão, observo algo que se repete: as pessoas costumam procurar supervisão por uma demanda técnica, um caso específico, um impasse pontual; e, ao longo do percurso, descobrem que o que estava emperrado no caso estava emperrado também em outros lugares delas mesmas.

Uma boa supervisão começa pelo caso e termina chegando no terapeuta.

Para participar, basta me chamar por mensagem ou acessar o semearse.com.br.

É difícil ter olhos de analista... intuição aguçada e imaginação fertil...Enquanto o vinho branco e gelado desce pela mi...
05/04/2026

É difícil ter olhos de analista... intuição aguçada e imaginação fertil...

Enquanto o vinho branco e gelado desce pela minha gargata seca, ouço, observo, imagino... 

São três na mesa ao lado: a mãe, a nora e o filho.

Num bairro de classe média qqr nesta cosmopolitana São Paulo, a mãe pouco cuidada, mas extremamente dedicada, procura alguma conexão com o filho distante. 

Os temas são banais: aniversário, flores, convidados... 

Ela fala, tenta mostrar algo, mas ele segue frio, distante, esnobe e indifetente. 

Ela, para manter seu fluxo de pensamento ativo, dirige-se à nora... simpática e protocolar. 

Minutos de um pseudo diálogo se passam, o sentido da fala parte da mãe para ela mesma... algo como uma parede de vidro os separa: o filho é impenetrável!

Ela se esforça, ele a despresa, e a nora encena. 

Minha imaginação voa em socorro à mulher que se perdeu de si, sendo mãe.... 

Minha imaginação voa em socorro à mãe que se perdeu fixou numa imagem que não lhe serve mais. 

O filho não pode dizer-lhe isto, não quer dizer-lhe isto. Odeia-a pela anulação à qual se submete, ama-a pela devoção que lhe oferece, pelas benesses, pelos cuidados que recebe, assim como seu pai...

Devoção, Submissão...

A nora, observa e pensa: não serei assim! Mal sabe ela que em seu silêncio, e no conforto do restaurante, da conta paga, das regalias às custas de sangue, suor e lágrimas da mãe, ela equipa-se à sogra. 

À ela será entregue a herança: o poder do patriarcado às custas da sujeição de um feminino, que mal floresceu e jaz enterrado sob honrias e homengens!

Nada disso aconteceu... foi apenas um devaneio, regado a um bom e refrescante vinho, no meu tranquilo Domingo de Páscoa!

Já que estamos no início do ano astrológicos, deixo aqui meu carneirinho fofo, guardião da minha criança ariana...
20/03/2026

Já que estamos no início do ano astrológicos, deixo aqui meu carneirinho fofo, guardião da minha criança ariana...

Aquele lugar de onde olho, não é diferente do lugar de onde sinto. O que penso quando olho e sinto, muda com cada rosto ...
18/03/2026

Aquele lugar de onde olho, não é diferente do lugar de onde sinto.

O que penso quando olho e sinto, muda com cada rosto que muda, com cada fala que narra, com cada gesto que expressa...

É assim meu trabalho. Um dia após o outro, um dia diferente do outro.

Aquela incompreensão acerca de si que dói, é a trilha que sigo a pedido de cada paciente que me chega com seu estranho, e profundo sentimento.

Nem todos se contentam com o que recebem pela Internet...

Cantinho novo para os livros, enfeitados por carinho e lembranças...
10/03/2026

Cantinho novo para os livros, enfeitados por carinho e lembranças...

10/03/2026
08/03/2026

A força de uma mulher também mora nas histórias que ela lê.

No especial de Dia das Mulheres do Dicas do Donki, separamos livros que trazem reflexões, coragem, identidade e trajetórias femininas que inspiram. Histórias que provocam pensamento, despertam consciência e lembram que cada mulher carrega dentro de si uma narrativa poderosa.

Se você gosta de aprender, se emocionar e enxergar o mundo por novas perspectivas, essa dica é para você.

Qual livro escrito por ou sobre mulheres marcou a sua vida? Conta aqui nos comentários. Vamos ampliar essa biblioteca juntas.

Salve esse vídeo para não esquecer das dicas e compartilhe com uma mulher que ama ler.

Cantinhos da casa nova dos livros, e do meu novo consultório!
05/03/2026

Cantinhos da casa nova dos livros, e do meu novo consultório!

A prática da clínica Junguiana observa os fenômenos psíquicos que surgem no setting terapêutico e confere a eles sentido...
05/03/2026

A prática da clínica Junguiana observa os fenômenos psíquicos que surgem no setting terapêutico e confere a eles sentido.

Muitas vezes, aquilo que mais incomoda no paciente, no analista ou na relação pode ser justamente a prima matéria que pede para ser vista e transformada.

O trabalho alquímico acontece desde que se esteja atento a ele.

05/03/2026

Se você é psicólogo ou psicóloga, é preciso que se permita indignar com o menor sinal de violência sofrida por suas pacientes.

Não podemos ser coniventes com uma estrutura que banaliza a violência, muitas vezes, é no consultório que as mulheres conseguem nomear sua condição.

Antes disto, porém, é nas entrelinhas que a violencia está, e ela muitas vezes e nomeada primeiramente por nós!

Endereço

Rua Andrade Fernandes, 297C. Vila Madalena
São Paulo, SP
05449-050

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