11/01/2026
Esperança, ritmo e o desconforto de recomeçar.
O Ano Novo costuma chegar trazendo esperança.
A promessa de novas vivências, novos começos, novas possibilidades.
Fazemos planos e, muitas vezes, mal vemos a hora de colocá-los em prática.
Mas o recomeço chega…
e junto dele, um certo incômodo.
No início, ele é difícil de nomear.
Os dias passam e percebemos que nosso ritmo
— ainda desacelerado — não acompanha o relógio que insiste em nos apressar.
Há uma pressão silenciosa para realizar, produzir, fazer acontecer.
Esse incômodo vai ganhando corpo, presença.
Até que, aos poucos, encontra um nome:
expectativa.
Quando não cuidada, a expectativa pode pesar demais sobre aquilo que mal começou.
Pode apressar processos, sufocar o que ainda está se organizando por dentro.
Talvez por isso, mais do que planos, o início do ano nos peça outra coisa.
Pausa.
Ritmo.
Presença.
Não como metas,
mas como escuta.
Tempo.
Paciência.
Recomeçar também é processo.
E nem todo recomeço precisa começar com força.
Claudia Bomfim | Psicóloga
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