28/07/2026
A culpa costuma se fantasiar de virtude ou de autopunição “necessária”, mas, na prática psicanalítica, ela frequentemente funciona como uma forte defesa do ego.
Sentir-se culpado pode parecer, de forma inconsciente, um pagamento pelo erro. É como se o sofrimento da culpa abrandasse a nossa consciência, nos dando a falsa sensação de que já estamos “fazendo algo” a respeito.
Mas a verdade é que a culpa é estática. Ela nos fixa no passado e nos protege do desconforto real: a responsabilidade de mudar no presente.
Ao se prender à culpa, você evita encarar o medo de agir, de falhar novamente ou de bancar o próprio desejo. O ganho secundário de permanecer no lugar de “culpado” é justamente não ter que arriscar a mudança.
Troque a pergunta “Por que eu fiz isso?” por “O que eu ganho em continuar parado nessa culpa?”. A mudança só começa quando a autopunição dá lugar à responsabilidade.
E você, costuma usar a culpa como esconderijo ou como ponte para a mudança? Conte aqui nos comentários.