Anna Russo psicanalista

Anna Russo psicanalista Meu papel como psicanalista é o de um “guia”, apoiando-o e encorajando-o em seu caminho de auto Atendo clientes de várias faixas etárias,
exceto crianças.

Anna Russo
Psicanalista

Sou formada pela Universidade de São Paulo,
com curso de pós-graduação em psicanálise
no CEP – Centro de Estudos Psicanalíticos. Sou também terapeuta registrada no Sinte,
Associação de Terapeutas, CR 64321. Durante minha vida também sofri muitas
mudanças e enfrentei severos desafios,
saindo deles uma pessoa mais amorosa
e madura. Realmente acredito que não
podemos ajudar outras pessoas a não ser
que tenhamos feito nosso trabalho pessoal,
que continua a cada dia.

08/08/2026

Toda técnica te ensina a calar o sintoma. Nenhuma te pergunta o que ele está tentando te dizer.

Ansiedade é aviso . E enquanto você trata o alarme, o incêndio continua.

O que você anda evitando sentir — que sua ansiedade está sentindo por você?

04/08/2026

Terapia na velhice?
Essa provocação, destacada recentemente pelo caderno Pulsa do Estadão, toca em um ponto crucial que frequentemente vejo no consultório.
Há quem acredite que a maturidade traz consigo uma rigidez inalterável. No entanto, a psicanálise nos ensina que o desejo e a capacidade de ressignificar a própria história não prescrevem.
Atender pacientes na faixa dos 80 anos reafirma diariamente essa certeza: rever o passado não serve para lamentar o tempo transcorrido, mas para dar novos sentidos ao presente. O tempo da escuta é sempre o tempo do agora.
E para você, o que a maturidade tem ensinado sobre a busca por autoconhecimento?




30/07/2026

A notícia de que cada vez mais pessoas com mais de 60 anos estão entrando na universidade nos lembra uma verdade fundamental: o tempo do inconsciente não é o tempo do relógio.
Na juventude, muitas vezes estudamos para responder a exigências do mercado ou da vida adulta. Na maturidade, estuda-se pelo puro prazer do saber — pela liberdade de se escolher sem precisar provar nada a ninguém.
Aprender, recomeçar e desejar são movimentos que nos mantêm vivos e implicados com a nossa própria história. Nunca é tarde para resgatar o que é seu.
Se você pudesse resgatar um sonho ou um projeto guardado na gaveta hoje, qual seria? Me conta nos comentários.




29/07/2026

Comparação não é fraqueza. É o seu inconsciente te mostrando, antes de você mesma saber, o que você quer pra sua vida.

O que te incomoda no outro já é seu — só ainda não teve coragem de reconhecer. Aquilo que te salta aos olhos raramente é aleatório.

Guarda esse reel. Da próxima vez que se comparar, em vez de se culpar por isso, pergunta: o que exatamente esse mapa está te mostrando?




28/07/2026

A culpa costuma se fantasiar de virtude ou de autopunição “necessária”, mas, na prática psicanalítica, ela frequentemente funciona como uma forte defesa do ego.
Sentir-se culpado pode parecer, de forma inconsciente, um pagamento pelo erro. É como se o sofrimento da culpa abrandasse a nossa consciência, nos dando a falsa sensação de que já estamos “fazendo algo” a respeito.
Mas a verdade é que a culpa é estática. Ela nos fixa no passado e nos protege do desconforto real: a responsabilidade de mudar no presente.
Ao se prender à culpa, você evita encarar o medo de agir, de falhar novamente ou de bancar o próprio desejo. O ganho secundário de permanecer no lugar de “culpado” é justamente não ter que arriscar a mudança.
Troque a pergunta “Por que eu fiz isso?” por “O que eu ganho em continuar parado nessa culpa?”. A mudança só começa quando a autopunição dá lugar à responsabilidade.
E você, costuma usar a culpa como esconderijo ou como ponte para a mudança? Conte aqui nos comentários.




22/07/2026

A dor da desconexão não escolhe idade.
Muitas vezes, a nossa pressa em acompanhar o mundo e o medo de “ficar de fora” nada mais são do que a dificuldade de suportar o próprio silêncio.
Quando não aprendemos a habitar a nossa companhia, qualquer espaço vazio vira solidão — e passamos a exigir do outro uma presença que nós mesmos não nos damos.
Construir a solitude é um trabalho de uma vida inteira.
Me conta: como tem sido habitar o seu próprio silêncio?




20/07/2026

Muitas vezes, o medo do silêncio é apenas o medo do desencontro consigo mesma.
Existe uma diferença brutal entre o isolamento que adoece e a solitude que liberta. O isolamento esmaga; a solitude é a capacidade conquistada de habitar os próprios pensamentos com paz.
É a partir desse lugar que a maturidade se torna um território de escolhas reais. O tempo deixa de ser um peso externo e passa a responder aos seus próprios critérios. Viver sob as suas próprias regras não é um isolamento forçado, mas a maior sofisticação da sua liberdade.




18/07/2026

Usamos o medo da finitude para ficarmos paralisados.
Parece um paradoxo, mas no consultório e na vida a gente vê isso acontecer o tempo todo. Dizemos que temos medo do tempo passar, medo de envelhecer, medo de que a vida acabe... mas, no fundo, usamos a barreira do tempo como uma desculpa perfeita para não agir.
O raciocínio inconsciente é quase infantil: “Já que o tempo está acabando, para que começar algo novo agora?”, “Para que mudar de carreira?”, “Para que viver um novo amor?”
Vira o álibi perfeito para a covardia. É mais confortável culpar o relógio do que bancar a angústia de fazer uma escolha verdadeira.
A verdade incômoda que a psicanálise nos revela é que não é o medo da morte que nos paralisa, é o medo de viver. É o medo de assumir a responsabilidade pelo nosso próprio desejo e descobrir o que acontece se a gente finalmente parar de se esconder atrás das desculpas de fora.
O tempo vai passar de qualquer jeito. A pergunta é: você vai continuar usando o fim como justificativa para nem sequer começar?




17/07/2026

O calendário é uma invenção social. Para a nossa mente profunda, o tempo funciona de outra forma.
No artigo de 1915, “O Inconsciente”, Freud formalizou uma das descobertas mais fascinantes da psicanálise: o nosso inconsciente é atemporal. Ele desconhece o relógio, o calendário e a nossa certidão de nascimento.
Os nossos desejos fundamentais, os nossos traumas e a nossa pulsão de vida permanecem vibrando na mesma frequência criativa, independentemente de quantas décadas o corpo físico carregue.
O que nos envelhece antes da hora não são as rugas, mas sim a tentativa neurótica de nos enquadrarmos nas expectativas e nos prazos que o Outro tenta nos impor. A vitalidade real não vem do colágeno; vem da coragem de continuar investindo a nossa libido naquilo que nos apaixona hoje.
A sua mente profunda ignora a sua idade cronológica. E você? Tem dado passagem ao seu desejo ou ainda está tentando se comportar conforme o figurino que desenharam para você?




15/07/2026

Olhe de perto, sem anestesia. A gente costuma mascarar essa obsessão com nomes bonitos: “alta performance”, “padrão de excelência” ou “olho clínico”. Mas a engrenagem real é muito mais cruel.
• Você cria metas inalcançáveis apenas para garantir que sempre terá um motivo para se culpar.
• O chicote da autocrítica estala antes mesmo de qualquer erro real acontecer.
• O cansaço extremo virou o pedágio diário que você se obriga a pagar para se sentir digno de existir.
Exigir o impossível de si mesmo não é busca por evolução. É uma sentença de culpa preventiva disfarçada de virtude.
Até quando você vai continuar se punindo pelo “crime” de ser apenas humano?


Endereço

São Paulo, SP
05465-050

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