27/08/2026
No auge dos meus 20 e pouquíssimos anos me tornei psicóloga. Com muitos sonhos no coração, muitos planos e uma grande meta: transformar realidades.
Desde o primeiríssimo atendimento até os dias de hoje, cada encontro deixa marcas profundas em mim. Cada vez que entro no meu consultório, sinto uma sensação íntima de estar exatamente onde um dia sonhei estar.
Sempre quis ajudar da mesma forma que precisei ser ajudada. Nesses quase 6 anos, foram mais de 400 pessoas atendidas, incontáveis sessões realizadas em espaços diversos com pessoas de idades diversas.
Uma das coisas mais incríveis é ver o que um dia tanto estudei acontecendo diante dos meus olhos.
É incrível ver alguém começar a tomar posse da própria vida e é ainda mais incrível fazer parte desse processo.
Ver um limite sendo colocado por quem nunca conseguiu colocar limites. Uma decisão sendo tomada por quem passou tanto tempo paralisado. Uma pessoa começando, finalmente, a se escutar.
E é ainda mais profundo perceber quando alguém pouco a pouco, entende:
“Aqui eu posso ser eu.” Posso tirar minhas personas. Posso falar coisas que nunca falei. Posso mostrar aquilo que tenho vergonha. Posso ser quem eu sou. Posso, inclusive, descobrir quem eu sou enquanto falo.
Sei o tamanho da confiança necessária para permitir que alguém entre em lugares tão íntimos. Que privilégio ser presenteada com essa confiança!
É muito bonito poder testemunhar alguém se encontrando e me encontrar junto dela.
Para quem tem olhos atentos, tudo se transforma em aprendizado. Cada detalhe, cada encontro, cada palavra, cada silêncio, cada gesto, cada olhar.
Tudo o que vivo atravessa a minha prática. E tudo o que aprendo na minha prática também atravessa a minha vida. Hoje sou mulher, mãe, esposa, filha, amiga, colega e psicóloga graças a cada um que cruzou meu caminho.
Nesses anos descobri que não existe transformação de mão única. Entrei na Psicologia querendo transformar vidas e, desde o primeiro encontro, foram tantas vidas transformando a minha também.
Feliz Dia do Psicólogo para todos nós que temos o privilégio de acompanhar, escutar e testemunhar o processo tão singular de alguém se tornando, cada vez mais, quem é.