08/06/2026
Por muito tempo, a endometriose foi explicada principalmente pela menstruação retrógrada.
Mas um estudo recente trouxe um novo possível fator para essa equação.
Pesquisadores identificaram a presença da bactéria Fusobacterium em 64% das mulheres com endometriose, enquanto ela aparecia em menos de 10% das mulheres sem a doença.
Mas o mais interessante não foi só isso.
O estudo mostrou que essa bactéria pode ativar um processo inflamatório no endométrio, levando a uma transformação das células, fazendo com que elas ganhem capacidade de:
🔹 proliferar
🔹 aderir a outros tecidos
🔹 migrar para fora do útero
Ou seja: comportamentos típicos da endometriose.
Em modelos experimentais, a presença da bactéria aumentou o número e o tamanho das lesões. E, quando tratada com antibióticos específicos, houve redução dessas lesões.
Mas aqui entra o ponto mais importante: isso não significa que a endometriose tenha uma única causa!
A doença continua sendo multifatorial, envolvendo hormônios, genética, imunidade e, possivelmente, também o microbioma.
O que esse estudo traz é uma nova perspectiva:
a de que o ambiente do corpo, incluindo bactérias, também pode influenciar a fertilidade.
E talvez seja por isso que, em alguns casos, o diagnóstico demora tanto.
Nem tudo está visível.
Nem tudo é simples.
Mas cada descoberta aproxima a gente de entender melhor o que antes parecia sem explicação 🤍