Psicóloga Cecília Vasconcellos

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Psicóloga Cecília Vasconcellos Professora, escritora e psicóloga. Instituto de Genética Ocular/ UNIFESP. Person with IRD-LCA. CRP 06/135142

10/09/2026

Nem sempre ajudar significa saber o que dizer. Às vezes, começa por saber ouvir. 💛

Hoje, 10 de setembro, é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, uma mobilização internacional que chama a atenção para a prevenção, o enfrentamento ao estigma e a importância de criar espaços em que pessoas em sofrimento possam falar e buscar ajuda.

Quando alguém nos conta que não está bem, é natural querer aliviar aquela dor rapidamente. Por isso surgem frases como “vai passar”, “seja forte” ou “pense positivo”.

Mas acolher não significa encontrar imediatamente uma solução.

Pode começar por escutar com atenção, não minimizar o sofrimento, evitar julgamentos e mostrar disponibilidade para estar ao lado daquela pessoa.

E, diante de um sofrimento intenso, buscar ajuda profissional é fundamental. Você pode inclusive se oferecer para acompanhar a pessoa nesse processo. O Ministério da Saúde orienta procurar CAPS, Unidades Básicas de Saúde e, em situações de urgência, UPA, pronto-socorro ou SAMU 192.

O CVV — Centro de Valorização da Vida também oferece apoio emocional gratuito, sigiloso e anônimo pelo telefone 188, 24 horas por dia, além de outros canais de atendimento.

Você não precisa ter todas as respostas para acolher alguém.

Escute um pouco mais. Julgue um pouco menos. E leve o sofrimento a sério.

02/09/2026

Setembro Amarelo é sobre prevenção, cuidado e preservação da vida. 💛

Nem sempre é fácil reconhecer que o sofrimento está ficando difícil demais para carregar sozinho. E, muitas vezes, pedir ajuda também pode ser difícil.

Por isso, uma das mensagens mais importantes deste mês é: você não precisa esperar chegar ao seu limite para procurar cuidado.

E essa conscientização também é para quem está ao lado de alguém que está sofrendo.

Escutar sem julgamento, não minimizar o que a pessoa sente, se informar e ajudá-la a encontrar apoio adequado podem fazer diferença. Você não precisa ter todas as respostas e nem assumir sozinho a responsabilidade pelo cuidado.

Se você estiver passando por um momento difícil, converse com alguém em quem confia e procure um profissional de saúde mental ou um serviço de saúde.

O CVV — Centro de Valorização da Vida também oferece apoio emocional gratuito e sigiloso, 24 horas por dia, pelo telefone 188.

Como profissional que também atua na área da suicidologia, acredito que esse é um tema que precisa ser tratado com seriedade, responsabilidade e, sobretudo, sem julgamentos.

Neste Setembro Amarelo, leve o sofrimento a sério: o seu e o de quem está ao seu lado.

Acolher também é uma forma de cuidar. 💛


Em seu consultório, Cecília Vasconcellos, mulher branca de cabelos longos e ruivos, olhos castanhos e sobrancelhas arqueadas, está sentada atrás de uma mesa, de frente para a câmera. Ela usa camisa branca e um cordão colorido. Enquanto fala, olha para a câmera e gesticula com as mãos. Sobre a mesa, há uma placa lilás com seu nome e a palavra “Psicóloga”. Ao fundo, uma ampla janela revela prédios da cidade sob o céu azul.

27/08/2026

“Se não for para todas as pessoas, não é Psicologia.”

Hoje, 27 de agosto, é o Dia Nacional do Psicólogo.

Mais do que celebrar a profissão que escolhi, esta data também me convida a pensar sobre a Psicologia que estamos construindo e sobre quem ainda encontra barreiras para ter acesso a ela.

Em 2025, o Conselho Federal de Psicologia publicou a Resolução CFP nº 7/2025 , estabelecendo normas para a atuação profissional junto às pessoas com deficiência e para o enfrentamento ao capacitismo.

Entre as diretrizes estão o respeito à autonomia e ao protagonismo das pessoas com deficiência, a acessibilidade, as adaptações razoáveis, a escuta qualificada e o compromisso com uma atuação que não reproduza práticas discriminatórias ou assistencialistas.

São avanços importantes. Mas acessibilidade também se constrói no encontro.

Na forma como escutamos.
Nas perguntas que fazemos.
No quanto conhecemos ou reconhecemos que ainda precisamos conhecer.
Nas adaptações que estamos dispostos a fazer.
E na capacidade de perceber uma pessoa para além de um diagnóstico ou de uma deficiência.

É essa Psicologia que eu escolho construir todos os dias: científica, ética, humana e comprometida com a diversidade das experiências.

Porque continuo acreditando:
Se não for para todas as pessoas, não é Psicologia.

Feliz Dia do Psicólogo a colegas que compartilham desse compromisso. 💜

Referência: Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 7/2025, de 10 de abril de 2025.


Em seu consultório, Cecília Vasconcellos, mulher branca de cabelos longos e ruivos, olhos castanhos e sobrancelhas arqueadas, está sentada atrás de uma mesa, de frente para a câmera. Ela usa camisa branca e um cordão colorido. Enquanto fala, olha para a câmera e gesticula com as mãos. Sobre a mesa, há uma placa lilás com seu nome e a palavra “Psicóloga”. Ao fundo, uma ampla janela revela prédios da cidade sob o céu azul.

25/08/2026

E quem cuida de quem está cuidando?

Quando uma criança ou adolescente tem uma deficiência visual, grande parte da atenção naturalmente se volta para suas necessidades: consultas, escola, adaptações, independência, relações e decisões sobre o futuro.

Mas mães, pais e responsáveis também vivem essa trajetória.

Medo, culpa, cansaço, insegurança, preocupações com o futuro e a sensação de precisar dar conta de tudo podem fazer parte desse processo e nem sempre existe um espaço para falar sobre isso.

Por isso, estou abrindo um Grupo de Psicoterapia para mães, pais e responsáveis por crianças e adolescentes com deficiência visual.

Não será um grupo de palestras ou orientações sobre como você “deve” cuidar do seu filho. Será um espaço psicoterapêutico voltado para quem cuida, para trabalhar experiências e questões trazidas pelos próprios participantes.

O grupo será conduzido com base na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT).

Como vai funcionar:
Início: 22 de setembro de 2026
Terças-feiras, das 19h às 20h30
10 encontros on-line
Grupo fechado de até 10 participantes
Triagem individual antes do início

Este grupo faz parte da minha prática clínica particular.

Para conhecer os valores, obter mais informações e manifestar seu interesse em participar, acesse o formulário que está no link da bio (https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdGw6ab1UqJcg_Zz_jMghdOb58xKfWBOk0—EKNAJhClmeHQ/viewform?usp=header)

Após o preenchimento, entraremos em contato para dar continuidade ao processo.

Cecília Francini Cabral de Vasconcellos
Psicóloga – CRP 06/135142


Descrição da imagem: Cecília Vasconcellos sentada à mesa de um consultório. Ela tem cabelos ruivos, lisos e compridos, usa camisa branca e um colar longo com um pingente circular transparente com bolinhas coloridas dentro. Ao fundo, uma ampla janela mostra prédios sob o céu azul. Em primeiro plano, uma placa lilás e branca traz o nome “Cecília Vasconcellos” e, abaixo, “Psicóloga”.

20/08/2026

Coisas com as quais eu não me importo durante a sua sessão de psicoterapia…

Talvez você já tenha pensado:
“Estou falando disso de novo.”
“Desculpa, eu não queria chorar.”
“Eu nem sei explicar direito o que estou sentindo.”
“Será que posso falar sobre a minha fé?”

Pode.

A terapia não é um lugar em que você precisa chegar com a fala organizada, controlar suas emoções ou saber exatamente o que está acontecendo com você.

E também não é um espaço em que você precisa adaptar suas crenças, valores ou experiências às da pessoa que está te atendendo.

Tudo isso ajuda a compreender quem você é, o que está vivendo e quais significados essas experiências têm para você.

Você não precisa saber “fazer terapia” para começar uma terapia.

Podemos construir esse caminho juntos.

E agora fiquei curiosa: tem alguma coisa que você já teve vontade de falar ou fazer na terapia, mas ficou com medo do que a sua psicóloga ou psicólogo pensaria?



Descrição da imagem: Cecília Vasconcellos sentada à mesa de um consultório. Ela tem cabelos ruivos, lisos e compridos, usa camisa branca e mantém as mãos a mostra sobre a mesa gesticulando enquanto fala. Ao fundo, uma ampla janela mostra prédios sob o céu azul. Em primeiro plano, uma placa lilás e branca traz o nome “Cecília Vasconcellos” e, abaixo, “Psicóloga”.

12/08/2026

12 de agosto é o Dia Internacional da Juventude.

A data foi estabelecida pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1999, após recomendação da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, e é celebrada anualmente para dar visibilidade às questões que atravessam a juventude e reconhecer a participação dos jovens na sociedade.

E falar em juventude também significa reconhecer que essa é uma fase complexa da vida.

Construção da identidade, pertencimento, amizades, relacionamentos, autonomia e expectativas sobre o futuro fazem parte desse processo.

Quando existe uma deficiência visual, outras experiências e inseguranças podem se somar a questões que já são próprias dessa fase.

Por isso, neste Dia Internacional da Juventude, mais do que falar sobre jovens com deficiência visual, eu quero falar com vocês: você não precisa ter todas as respostas.

Você está vivendo justamente uma fase de descobrir quem é, experimentar relações, construir autonomia e encontrar o seu lugar no mundo. E a deficiência visual faz parte dessa história, mas não conta a história inteira.

O que tem sido mais desafiador para você nessa fase da vida? Quero ouvir vocês nos comentários.


Referências:
ONU – Dia Internacional da Juventude. Assembleia Geral das Nações Unidas, Resolução 54/120, 1999.

VASCONCELLOS, Cecília Francini Cabral de; BRANDÃO, Marina Leite; SALLUM, Juliana Maria Ferraz. Rehabilitation for patients with retinal diseases in Brazil: An exploratory study. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, v. 88, n. 3, e2024-0144, 2025. DOI: 10.5935/0004-2749.2024-0144.

ROBERTSON, A. O.; TADIĆ, V.; RAHI, J. S. This is me: A qualitative investigation of young people’s experience of growing up with visual impairment. PLOS ONE, v. 16, n. 7, e0254009, 2021. DOI: 10.1371/journal.pone.0254009.

06/08/2026

Quanto custa viver com uma deficiência?

Nos últimos dias, uma discussão fomentada por um editorial do Estadão sobre direitos das pessoas com deficiência ganhou espaço e trouxe à tona um tema importante:

Quando falamos sobre políticas públicas, costumamos olhar apenas para o quanto elas custam.

Mas existe outra pergunta que precisa fazer parte dessa conversa:

Quanto custa não garantir acessibilidade, inclusão e igualdade de oportunidades?

Esse custo aparece nas barreiras para estudar, trabalhar, para se deslocar pela cidade, de acessar serviços de saúde, de participar da vida social e, muitas vezes, no impacto sobre a saúde emocional e sobre toda a família.

É legítimo discutir os impactos financeiros de qualquer política pública. Esse debate faz parte de uma sociedade democrática.

O que merece cuidado é reduzir discussões tão complexas a uma conta simples, como se estivéssemos falando apenas de números. Quando isso acontece, corremos o risco de esquecer que existem pessoas, histórias e barreiras concretas por trás de cada direito.

A deficiência não é apenas uma característica individual. A Lei Brasileira de Inclusão nos lembra que ela resulta da interação entre a pessoa e as barreiras existentes na sociedade. Por isso, acessibilidade e inclusão não são privilégios: são instrumentos para promover igualdade de oportunidades.

Mais do que escolher lados em uma discussão, talvez o maior desafio seja qualificar esse debate. Com informação, evidências científicas e respeito à diversidade das experiências de quem vive com deficiência.

Porque uma sociedade verdadeiramente inclusiva não considera apenas o custo das políticas públicas. Ela também considera o custo da exclusão.

Referências no comentário fixado.

21/07/2026

Viajar sozinha tendo deficiência visual exige planejamento, coragem e, muitas vezes, confiar em pessoas que você nunca viu na vida.

Afinal, nem tudo acontece como o esperado. Existem momentos de insegurança, imprevistos e situações que poderiam ser muito mais simples se os ambientes fossem mais acessíveis.

Mas também existem pessoas preparadas, equipes que acolhem e adaptações que tornam o caminho possível.

E esse é um ponto importante: autonomia não significa fazer tudo sem ajuda. Significa saber quando pedir apoio, receber a assistência necessária e, ainda assim, continuar sendo protagonista da própria jornada.

A deficiência visual não impede ninguém de conhecer o mundo. O que faz diferença é encontrar um mundo disposto a abrir caminhos💚

Agora, me conta… Você já viajou sozinho tendo deficiência visual? Se sim, me conta aqui sua experiência👇🏻

19/07/2026

Muitas vezes, um lugar parece acessível até você precisar usá-lo sem enxergar.

Elevadores, rampas e estações modernas fazem diferença. Mas acessibilidade não é feita de uma única adaptação.

Se a pessoa com deficiência visual precisa encontrar um ponto de assistência, ela também precisa conseguir chegar até ele com autonomia.

É nesses detalhes que a inclusão acontece (ou deixa de acontecer).

Acessibilidade não é apenas permitir que alguém entre em um espaço. É garantir que essa pessoa consiga se orientar, circular e participar dele com segurança e independência.

Afinal, um ambiente só é verdadeiramente acessível quando não cria novas barreiras justamente para quem mais precisa dele.

Agira, me conta… Você já entrou em um lugar que parecia acessível, mas percebeu que ainda faltavam detalhes importantes? Me conte aqui como foi essa experiência👇🏻

15/07/2026

Encontrar piso tátil em todo o percurso de um aeroporto parece algo simples, mas para quem tem deficiência visual isso representa autonomia, orientação e segurança.

No aeroporto de Guarulhos, o piso tátil está em todo o percurso tanto do embarque quanto no desembarque. E isso é motivo de comemoração visto que essa acessibilidade está muitos aeroportos aqui no Brasil, pois a maioria dos aeroportos no mundo não possuem essa acessibilidade.

Que cada vez mais lugares entendam que acessibilidade não é um diferencial. É a forma de garantir que todas as pessoas possam ir, vir e participar com dignidade.

Quando a acessibilidade existe, ela deixa de ser um favor e passa a cumprir o que sempre deveria ser: um direito! 💚

Endereço

São Paulo, SP

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