Dr. André Leiva

Ligar Como chegar Site Entre em contato com o consultório

Dr. André Leiva • Médico Psiquiatra
• Medicina do Estilo de Vida
• Psiquiatria Nutricional
andreleiva.com.br

Uma caixa vazia. Papéis antigos. Roupas que não são usadas há anos. Objetos quebrados que “podem servir algum dia”.Para ...
14/10/2026

Uma caixa vazia. Papéis antigos. Roupas que não são usadas há anos. Objetos quebrados que “podem servir algum dia”.

Para quem observa de fora, a solução parece simples: “É só jogar fora.”

Mas, no Transtorno de Acumulação, desfazer-se de determinados objetos pode ser muito mais difícil do que parece.

A pessoa pode sentir uma necessidade intensa de guardar itens, independentemente do valor financeiro deles, acompanhada de sofrimento diante da possibilidade de descartá-los. Pensamentos como “posso precisar disso”, “tem uma história” ou “seria um desperdício jogar fora” podem tornar cada decisão extremamente difícil.

Com o tempo, os objetos podem ocupar espaços destinados a atividades cotidianas e comprometer a organização e o uso da casa, além de afetar relacionamentos, segurança e qualidade de vida.

E há uma diferença importante:

colecionar é diferente de acumular.

Coleções geralmente possuem organização e propósito. No transtorno de acumulação, a dificuldade de descartar e o volume de objetos podem comprometer significativamente a vida da pessoa.

Também não se trata simplesmente de preguiça, desleixo ou falta de higiene.

Por isso, chegar à casa de alguém e simplesmente jogar tudo fora não trata o problema e pode gerar sofrimento intenso e conflitos.

O cuidado precisa compreender não apenas o que está sendo guardado, mas principalmente por que é tão difícil deixar aquilo ir.

Às vezes, o espaço ocupado pelos objetos revela um sofrimento que ainda não encontrou outra forma de ser cuidado.

Dr. André Leiva
Médico Psiquiatra

Existem experiências que mudam a nossa vida para sempre.A perda de alguém importante, um trauma, o fim de um relacioname...
07/10/2026

Existem experiências que mudam a nossa vida para sempre.

A perda de alguém importante, um trauma, o fim de um relacionamento, uma doença ou uma grande decepção podem deixar a sensação de que uma parte de nós ficou para trás.

É comum tentar recuperar a pessoa que existia antes da dor.

Mas, muitas vezes, a verdadeira cura não está em voltar ao passado.

Está em aprender a seguir em frente com a pessoa que você se tornou.

As experiências difíceis transformam a forma como pensamos, sentimos e nos relacionamos com o mundo. Elas podem nos tornar mais cautelosos, mais sensíveis e mais conscientes das nossas próprias necessidades.

Isso não significa que a dor venceu.

Significa que você foi transformado por ela.

A cicatriz não apaga o sofrimento vivido, mas mostra que houve um processo de adaptação, crescimento e sobrevivência.

Aceitar essa nova versão de si mesmo não é desistir de quem você era.

É reconhecer que a vida continua em movimento e que é possível reconstruir uma identidade sem apagar a própria história.

Quando essa transformação vem acompanhada de sofrimento persistente, sentimentos de culpa, desesperança ou dificuldade para seguir a vida, buscar ajuda profissional pode fazer toda a diferença.

A saúde mental também passa pelo processo de elaborar as perdas e descobrir que, mesmo depois delas, ainda existe espaço para novos significados, novos vínculos e novos começos.

Você não precisa ser a mesma pessoa de antes para voltar a viver com plenitude.

Às vezes, a versão mais forte de você nasce justamente depois daquilo que parecia impossível suportar.

Dr. André Leiva
Médico Psiquiatra

Quase todo mundo tem alguma característica da própria aparência que gostaria de mudar.Mas e quando essa preocupação come...
05/10/2026

Quase todo mundo tem alguma característica da própria aparência que gostaria de mudar.

Mas e quando essa preocupação começa a consumir horas, pensamentos e decisões do dia?

No Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), a pessoa apresenta uma preocupação intensa com uma ou mais características da aparência que considera defeituosas — embora elas possam ser pouco perceptíveis ou até imperceptíveis para outras pessoas.

A questão não é simplesmente “não gostar do próprio corpo”.

Podem surgir comportamentos repetitivos, como conferir constantemente o espelho, comparar-se com outras pessoas, tentar esconder determinada característica, buscar validação ou evitar fotografias e situações sociais.

Em alguns casos, existe também uma procura recorrente por procedimentos dermatológicos, odontológicos ou estéticos, na expectativa de que corrigir aquele detalhe finalmente trará tranquilidade.

Mas, quando a origem do sofrimento está no transtorno, modificar a aparência pode não resolver a preocupação e outro “defeito” pode passar a ocupar o centro da atenção.

Por isso, antes de reduzir esse sofrimento a “vaidade” ou “insegurança”, é importante compreender o impacto que ele pode ter sobre autoestima, relacionamentos, trabalho e qualidade de vida.

O problema nem sempre está no que o espelho mostra.
Pode estar no sofrimento provocado pelo que a mente acredita enxergar.

O TDC é uma condição de saúde mental e tem tratamento.

Dr. André Leiva
Médico Psiquiatra

Você está sozinho e, por alguns segundos, tem a nítida impressão de que alguém chamou seu nome.Olha ao redor. Ninguém fa...
30/09/2026

Você está sozinho e, por alguns segundos, tem a nítida impressão de que alguém chamou seu nome.

Olha ao redor. Ninguém falou nada.

Experiências perceptivas breves como essa podem acontecer sem que exista, necessariamente, uma doença psiquiátrica.

Nos momentos próximos ao adormecer ou ao despertar, por exemplo, algumas pessoas podem perceber vozes, sons ou imagens com bastante nitidez. Privação de sono, uso de determinadas substâncias e outros contextos também podem favorecer alterações perceptivas.

Por isso, ouvir algo isoladamente não é suficiente para concluir que uma pessoa está tendo uma psicose.

Na avaliação psiquiátrica, importa entender o conjunto: quando acontece, com que frequência, por quanto tempo, se existem outros sintomas e quanto aquilo interfere na vida da pessoa.

A atenção deve ser maior quando essas experiências se tornam recorrentes, causam sofrimento, comprometem o funcionamento ou aparecem acompanhadas de confusão, alterações importantes do comportamento, crenças incomuns ou dificuldade para distinguir determinadas percepções da realidade.

Na Psiquiatria, um sintoma raramente deve ser interpretado fora do seu contexto.

Perceber algo incomum não é motivo para automaticamente se rotular. Mas, quando isso se repete ou começa a interferir na vida, merece avaliação adequada.

Dr. André Leiva
Médico Psiquiatra

Nem sempre o que silenciamos desaparece.Algumas emoções não deixam de existir apenas porque escolhemos não falar sobre e...
28/09/2026

Nem sempre o que silenciamos desaparece.

Algumas emoções não deixam de existir apenas porque escolhemos não falar sobre elas.

Às vezes, aquilo que não conseguimos expressar aparece de outras formas: irritabilidade, dificuldade para relaxar, alterações no sono, isolamento, ansiedade ou uma sensação persistente de sobrecarga.

Silenciar pode funcionar temporariamente como uma forma de proteção. O problema é quando evitar sentir, falar ou elaborar se transforma na única maneira de lidar com aquilo que nos atravessa.

Saúde mental não significa contar tudo para todos, nem transformar cada emoção em uma grande conversa.

Significa desenvolver um espaço seguro para reconhecer o que sentimos, compreender o que aquilo representa e encontrar maneiras mais saudáveis de lidar com isso.

Nem toda emoção precisa de uma resposta imediata.

Mas algumas precisam ser escutadas.

Porque aquilo que tentamos esconder de nós mesmos pode continuar influenciando nossas escolhas, nossos relacionamentos e a forma como vivemos.

Dar nome ao que sentimos também é uma forma de cuidado.

Dr. André Leiva
Médico Psiquiatra

Luto não começa necessariamente depois que alguém morre.Diante de uma doença grave, progressiva ou de outras situações e...
23/09/2026

Luto não começa necessariamente depois que alguém morre.

Diante de uma doença grave, progressiva ou de outras situações em que uma perda importante se aproxima, algumas pessoas começam a experimentar antecipadamente tristeza, medo, raiva, culpa e sensação de despedida.

É o chamado luto antecipatório.

Pode existir uma experiência emocional particularmente contraditória:

amar a presença de alguém e, ao mesmo tempo, sofrer imaginando sua ausência.

Também podem aparecer pensamentos difíceis:

“Estou sofrendo antes da hora?”
“Deveria aproveitar mais e pensar menos nisso.”
“Por que sinto culpa por imaginar como será depois?”

Não existe uma maneira única de atravessar esse período.

Reconhecer essas emoções não significa desistir de quem está presente. Significa admitir que nossa mente também tenta compreender aquilo que teme perder.

É possível estar vivendo um momento e, ao mesmo tempo, começar a se despedir dele.

E ninguém precisa atravessar esse processo emocional sozinho.

Quando uma mulher permanece em uma relação que a machuca, a pergunta não deveria ser:“Por que ela não vai embora?”Deverí...
21/09/2026

Quando uma mulher permanece em uma relação que a machuca, a pergunta não deveria ser:

“Por que ela não vai embora?”

Deveríamos perguntar:

“O que está tornando tão difícil ou tão perigoso sair?”

Dependência emocional pode coexistir com medo, isolamento, baixa autoestima e perda progressiva de autonomia. Mas, em relações violentas, há algo ainda mais importante: controle, ameaça e violência são responsabilidade de quem os pratica.

Ciúme excessivo não é prova de amor.
Vigilância não é cuidado.
Controlar roupas, amizades, dinheiro ou celular não é proteção.
Ameaçar, humilhar, perseguir ou impedir uma separação não é “amar demais”.

São comportamentos que precisam ser levados a sério.

E existe um ponto fundamental: o momento da separação pode representar aumento de risco em algumas relações violentas. Por isso, simplesmente dizer “termine” pode ser insuficiente. É importante construir uma rede de apoio e buscar orientação especializada para que o afastamento aconteça com mais segurança.

Feminicídio não acontece porque uma mulher “escolheu a pessoa errada” ou “não saiu antes”.

A responsabilidade pela violência é sempre de quem agride.

Por isso, prevenção também significa aprender a reconhecer os sinais antes que a violência seja normalizada.

Amor não exige medo para permanecer.
E nenhuma mulher deveria precisar colocar a própria vida em risco para conseguir ir embora.

Dr. André Leiva
Médico Psiquiatra

Algumas pessoas descrevem assim:“Parece que estou assistindo à minha vida de fora.”“Sei onde estou, mas tudo parece arti...
16/09/2026

Algumas pessoas descrevem assim:

“Parece que estou assistindo à minha vida de fora.”
“Sei onde estou, mas tudo parece artificial.”
“Olho no espelho e reconheço meu rosto, mas me sinto estranho.”

Essas experiências podem acontecer na despersonalização e na desrealização.

Na despersonalização, a sensação de estranhamento está relacionada a si mesmo, ao próprio corpo, pensamentos ou emoções. Na desrealização, é o ambiente que pode parecer distante, irreal ou diferente.

Um detalhe importante é que, em geral, a pessoa percebe que aquela sensação é uma experiência subjetiva, diferentemente de situações em que há perda do contato com a realidade.

Episódios podem aparecer associados a estresse intenso, ansiedade, trauma e outras condições, mas sintomas persistentes precisam ser avaliados individualmente.

Sentir que o mundo ficou estranho não significa necessariamente estar “perdendo a sanidade”. Mas merece ser compreendido.

Imagem: pessoa diante de um espelho; o reflexo aparece alguns centímetros “atrasado” visualmente, criando uma sensação sutil de desconexão. Editorial, sofisticado, verde-chumbo e iluminação cinematográfica.

14/09/2026

Muitas pessoas imaginam que a depressão é estar chorando o tempo todo ou sem conseguir sair da cama.

Mas a realidade pode ser bem diferente.

Há quem continue trabalhando, cuidando da família e cumprindo seus compromissos, enquanto enfrenta um sofrimento silencioso.

A depressão pode se manifestar através de sinais que passam despercebidos, como:

• Irritabilidade e impaciência constantes;
• Perda do interesse por atividades que antes eram prazerosas;
• Cansaço intenso que não melhora com o descanso;
• Dificuldade de concentração e esquecimentos frequentes;
• Dores no corpo, dor de cabeça ou desconfortos físicos sem uma causa aparente;
• Isolamento gradual e perda do interesse pelo convívio social.

Quando esses sintomas persistem por semanas e começam a comprometer a rotina, é importante procurar uma avaliação especializada.

Além do tratamento médico e da psicoterapia, hábitos como atividade física regular, rotina de sono e manutenção das conexões sociais podem contribuir significativamente para a recuperação.

Um ponto importante é lembrar que, na depressão, a motivação nem sempre vem antes da ação. Muitas vezes, é justamente o primeiro passo, mesmo pequeno, que ajuda o cérebro a iniciar o processo de melhora.

A depressão tem tratamento, e quanto mais cedo ela for reconhecida, maiores são as chances de recuperação.

Pedir ajuda não é sinal de fraqueza. É um ato de coragem, inteligência e cuidado com a própria vida.

Dr. André Leiva
Médico Psiquiatra

💛 Você não está sozinho.O Setembro Amarelo nos lembra de algo que deveria permanecer durante todo o ano: sofrimento emoc...
10/09/2026

💛 Você não está sozinho.

O Setembro Amarelo nos lembra de algo que deveria permanecer durante todo o ano: sofrimento emocional precisa ser acolhido, não escondido.

Nem sempre quem está passando por um momento difícil consegue pedir ajuda de forma clara. Por isso, estar presente, escutar sem julgamentos e levar sinais de sofrimento a sério pode fazer diferença.

Prevenção ao suicídio também significa ampliar o acesso ao cuidado, fortalecer redes de apoio e tornar mais natural falar sobre saúde mental.

Se estiver difícil demais, não enfrente tudo sozinho. Procure alguém de confiança e busque ajuda profissional.

E se você perceber que alguém próximo não está bem, aproxime-se. Às vezes, uma conversa começa com algo simples:

“Eu estou aqui. Quer conversar?”

Durante o Setembro Amarelo e em todos os meses que possamos lembrar: pedir ajuda é possível, oferecer presença é importante e tratamento existe. 💛

Dr. André Leiva
Médico Psiquiatra

Endereço

São Paulo, SP
04534-011

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 21:00
Terça-feira 09:00 - 21:00
Quarta-feira 09:00 - 21:00
Quinta-feira 09:00 - 21:00
Sexta-feira 09:00 - 21:00

Telefone

+5511994190932

Notificações

Seja o primeiro a saber: enviaremos um e-mail para você quando Dr. André Leiva publicar novidades e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado para nenhum outro fim, e você pode cancelar a inscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Consultório

Envie uma mensagem para Dr. André Leiva:

Atalhos

Compartilhar