21/09/2025
Hoje, ao deslizar o dedo pela tela do celular, fui surpreendida pela saudade — essa que chega sem pedir licença e ocupa um espaço significativo aqui dentro de mim. Saudade de casa, do cheiro familiar, das perguntas da minha avó, dos risos espontâneos dos meus afilhados, da versão de mim que não precisava se desdobrar pra dar conta de tanta coisa.
É estranho como, em outra cidade, com tantas responsabilidades pesando nos ombros, a vida parece pedir sempre mais: mais força, mais coragem, mais maturidade. E eu tento dar conta. Tentando ser adulta, profissional, responsável.
Responsabilidades se acumulam como ondas que não cessam, e eu aprendo a nadar mesmo quando sinto que só queria a calma de um cais seguro. Carrego a seriedade dos dias, mas dentro de mim mora a falta do simples: o colo, o cheiro, o familiar.
As fotos me lembram que, apesar da distância, essas memórias ainda me sustentam. Elas são pedaços de quem eu sou e me ajudam a não esquecer que, por trás de todas as responsabilidades, ainda existe aquela pessoa que só queria colo, leveza e amor sem condições.
Talvez seja isso que a saudade veio me ensinar hoje: que não importa o quanto o mundo lá fora exija, sempre vamos precisar voltar, nem que seja em lembrança, para aquilo que nos lembra quem somos de verdade.
❤️