08/12/2025
O que ocorre quando a mulher decide reivindicar o seu próprio gozo? Isto é, quando ela se recusa a ser Objeto do desejo masculino e se Torna sujeito de sua própria história?
O desejo feminino foi estruturado sob o signo da falta na sociedade patriarcal em que vivemos. Porém, o que há de subversivo no feminino?
Se formos considerar a clássica frase de Lacan: “A mulher não existe.” Citada em seu seminário 20 (Mais ainda), podemos considerar que a mulher se define pelo “não-todo”, isto é, o real que jamais deixa se conter pelo simbólico. Mas Ci… agora fale de forma mais clara…
Ora, se a linguagem é um corte e uma imposição de sentido, no feminino sempre haverá um excesso que escapa. Ou seja, o feminino não é apenas o reflexo do falo (definido por um posição simbólica), mas sim, uma potência de deslocamento.
O feminino é um campo a ser inventado, surge na Falha, no tropeço da linguagem, na fissura que possibilita um novo dizer. Uma travessia que exige coragem.
E talvez, seja isso que assuste tanto quando a mulher se recusa a ser objeto.