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Dravaleriamuoio Pagina administrada e escrita por mim, Valéria Muoio, neurocirurgiã Pediátrica.

Aqui divulgo algumas informações sobre Neurocirurgia Pediátrica, Neurocirurgia Geral e Neurociências.

21/08/2026

Uma queda aconteceu. A criança levantou, parecia bem e voltou à rotina.

Horas depois, surgiram sonolência diferente do habitual e episódios de vômito.

É justamente por situações como essa que a avaliação de um trauma craniano infantil não depende apenas da intensidade aparente da queda.

Após um trauma, alguns sinais podem surgir posteriormente e indicar a necessidade de avaliação médica e, conforme o caso, investigação por exames de imagem.

Alteração do nível de consciência, vômitos repetidos, convulsões, piora progressiva da dor de cabeça, fraqueza, dificuldade para caminhar ou mudanças importantes de comportamento são exemplos de sinais que merecem atenção após um traumatismo.

Na maioria das quedas infantis, felizmente, não haverá necessidade de uma intervenção neurocirúrgica.

Mas determinados traumas podem provocar fraturas, hematomas ou outras lesões intracranianas que exigem acompanhamento especializado e, em situações específicas, tratamento cirúrgico.

Na neurocirurgia pediátrica, não avaliamos apenas como a criança caiu.

A evolução clínica depois do trauma também conta parte importante da história.

Dra. Valéria Muoio
Neurocirurgiã Pediátrica

Quando se fala em epilepsia, é comum pensar imediatamente no tratamento medicamentoso.E, para muitas crianças, ele é suf...
20/08/2026

Quando se fala em epilepsia, é comum pensar imediatamente no tratamento medicamentoso.

E, para muitas crianças, ele é suficiente para controlar as crises.

Mas existem casos em que as crises persistem apesar do tratamento adequado com medicamentos. Quando isso acontece, uma investigação especializada pode avaliar outras possibilidades terapêuticas.

Em pacientes cuidadosamente selecionados, o tratamento cirúrgico da epilepsia pode ser uma delas.

Antes de qualquer indicação, é necessário investigar de onde partem as crises, compreender o tipo de epilepsia, avaliar exames e estudar individualmente os possíveis benefícios e riscos de uma intervenção.

Ou seja: chegar à cirurgia não significa simplesmente que “o remédio não funcionou”.

Existe todo um caminho de investigação até determinar se aquela criança é candidata e qual estratégia pode ser considerada.

Esse é um dos campos mais interessantes e complexos da neurocirurgia pediátrica — e podemos falar mais sobre ele nos próximos conteúdos.

Dra. Valéria Muoio
Neurocirurgiã Pediátrica

Imagens meramente ilustrativas e livres de direitos autorais. Nenhuma imagem representa pacientes reais. Dados de saúde são informações ultrassensíveis e merecem proteção máxima. Respeitar a privacidade dos pacientes faz parte da boa prática médica.

18/08/2026

Quando uma criança corre, p**a, pratica um esporte, aprende um movimento novo ou tenta novamente depois de errar, não é apenas o corpo que está sendo estimulado.

O cérebro também participa desse processo. 🧠

Coordenação, força motora, sensibilidade, propriocepção, interação social, capacidade de lidar com frustrações e desenvolvimento de novas habilidades fazem parte de uma construção que envolve corpo e mente.

E isso ganha uma importância ainda maior quando falamos de crianças que estão passando por um tratamento neurológico ou neurocirúrgico.

Quando houver liberação e orientação da equipe responsável, a atividade física pode integrar o processo de recuperação e reabilitação, respeitando sempre a condição clínica e os limites individuais de cada criança.

Por isso, quando falamos em cuidar do cérebro infantil, precisamos olhar para a criança por inteiro.

Movimento também é desenvolvimento.

Salve este vídeo e compartilhe com outros pais. 💙

13/08/2026

Na neurocirurgia, alguns instrumentos tornam-se quase uma extensão das mãos do cirurgião. 🧠

Os hospitais disponibilizam os materiais necessários para os procedimentos, mas, ao longo dos anos, também construí minha própria coleção de instrumentais cirúrgicos — alguns deles me acompanham desde a residência.

São pinças, microtesouras, aspiradores e outros instrumentos extremamente delicados, escolhidos de acordo com as necessidades de cada cirurgia.

E existe uma razão para essa preferência.

Conhecer o instrumental, saber exatamente como ele responde aos movimentos e trabalhar com algo que se encaixa bem às mãos traz familiaridade e precisão para uma atividade em que pequenos movimentos importam muito.

Por isso, esses instrumentos também recebem manutenção contínua e são cuidadosamente preparados pelas instrumentadoras antes de cada procedimento.

Neste vídeo, mostro alguns dos meus preferidos e explico para que são utilizados.

Porque, na neurocirurgia, excelência também está nos detalhes que quase ninguém vê. 🧠

Existe uma diferença importante entre procurar uma doença e acompanhar uma criança.Durante a infância, o sistema nervoso...
12/08/2026

Existe uma diferença importante entre procurar uma doença e acompanhar uma criança.

Durante a infância, o sistema nervoso está em constante desenvolvimento. Movimento, coordenação, linguagem, aprendizagem, comportamento e interação vão se modificando ao longo do tempo.

Acompanhar significa justamente conhecer essa trajetória.

Não para transformar cada diferença em um problema, nem para submeter crianças saudáveis a exames desnecessários.

Mas para reconhecer aquilo que está evoluindo como esperado e saber quando uma mudança, uma perda de habilidade ou um sinal persistente merece investigação.

Na medicina infantil, acompanhamento também é isso:

não olhar apenas para o que a criança apresenta hoje, mas compreender como ela chegou até aqui e como está evoluindo.

Dra. Valéria Muoio
Neurocirurgiã Pediátrica

***Imagens meramente ilustrativas e livres de direitos autorais. Nenhuma imagem representa pacientes reais. Dados de saúde são informações ultrassensíveis e merecem proteção máxima. Respeitar a privacidade dos pacientes faz parte da boa prática médica.

Uma criança não desenvolve todas as habilidades de uma vez.O sistema nervoso amadurece ao longo da infância, e novas cap...
11/08/2026

Uma criança não desenvolve todas as habilidades de uma vez.

O sistema nervoso amadurece ao longo da infância, e novas capacidades motoras, cognitivas, de linguagem e interação aparecem progressivamente.

Por isso, acompanhar o desenvolvimento não significa transformar cada diferença em uma doença.

Significa observar a trajetória.

Quando existe perda de uma habilidade já adquirida, mudança importante no padrão de desenvolvimento ou algum sinal persistente, essa história merece ser avaliada no contexto adequado.

E esse acompanhamento começa na pediatria, com encaminhamento para especialistas quando houver indicação.

Dra. Valéria Muoio
Neurocirurgiã Pediátrica

***Imagens meramente ilustrativas e livres de direitos autorais. Nenhuma imagem representa pacientes reais. Dados de saúde são informações ultrassensíveis e merecem proteção máxima. Respeitar a privacidade dos pacientes faz parte da boa prática médica e da observância das leis de proteção a crianças e adolescentes.

06/08/2026

Cranioestenose não é simplesmente uma questão relacionada ao formato da cabeça.

Ela ocorre quando uma ou mais suturas cranianas se fecham precocemente, podendo alterar o padrão de crescimento do crânio. A apresentação e a conduta dependem da sutura envolvida, da idade da criança e das características de cada caso.

Quando existe indicação cirúrgica, o planejamento é individualizado e tem objetivos que vão além da aparência do crânio.

É um ótimo exemplo de por que a neurocirurgia pediátrica exige diagnóstico, planejamento e acompanhamento especializados.

Nos próximos conteúdos, quero mostrar outros casos que fazem parte da rotina da especialidade — epilepsia, DBS, malformações, coluna, tumores e traumas pediátricos.

Dra. Valéria Muoio
Neurocirurgiã Pediátrica

Há situações que permanecem na memória de um médico não pela complexidade do diagnóstico, mas pela lição que deixam.Ao l...
05/08/2026

Há situações que permanecem na memória de um médico não pela complexidade do diagnóstico, mas pela lição que deixam.

Ao longo dos anos, aprendi que muitos pais percebem pequenas mudanças antes mesmo de qualquer exame.

Um comportamento diferente.

Uma alteração que persiste.

Uma dúvida que insiste em voltar.

Na maioria das vezes, essas observações não significam que exista um problema grave.

Mas elas merecem ser ouvidas.

Foi exatamente isso que aconteceu nessa história.

Mais do que um diagnóstico, ela reforçou algo em que acredito profundamente: a atenção da família é uma das ferramentas mais importantes para o cuidado infantil.

📖 Casos da Neurocirurgia é uma série inspirada em situações reais do consultório, com histórias adaptadas para preservar integralmente a identidade e a privacidade dos pacientes. O objetivo é compartilhar aprendizados que possam orientar outras famílias.

💬 Se você é pai, mãe, qual foi o maior aprendizado que seu filho já lhe trouxe sobre atenção e cuidado?

Dra. Valéria Muoio
Neurocirurgiã Pediátrica

***Imagens meramente ilustrativas e livres de direitos autorais ou anonimizadas. Nenhuma imagem representa pacientes reais ou quando representam, não são identificáveis. Dados de saúde são informações ultrassensíveis e merecem proteção máxima. Respeitar a privacidade dos pacientes faz parte da boa prática médica.

04/08/2026

Enquanto você dorme, seu cérebro continua trabalhando.

É durante o sono que ele organiza memórias, consolida aprendizados, participa de processos importantes para o desenvolvimento infantil e ajuda a regular funções essenciais do organismo.

Descansar não significa que o cérebro parou.

Significa que ele está realizando um trabalho diferente — e igualmente importante.

Por isso, noites mal dormidas não afetam apenas o cansaço do dia seguinte. Elas também podem influenciar atenção, memória, aprendizado, humor e qualidade de vida.

Cuidar da saúde neurológica também passa por valorizar algo que muitas pessoas negligenciam: um sono de qualidade.

💬 Você costuma priorizar suas horas de sono ou ainda acredita que dormir é “perder tempo”?

Dra. Valéria Muoio
Neurocirurgiã Pediátrica

03/08/2026

Existem perguntas que ajudam a entender um sintoma.

E existem perguntas que ajudam a entender uma criança.

Ao longo dos anos, percebi que uma resposta aparentemente simples pode mudar completamente o raciocínio clínico.

Muitas vezes, os pais chegam preocupados com um exame, um diagnóstico ou um sintoma específico.

Mas é durante a conversa que começam a surgir detalhes sobre o desenvolvimento, a rotina e as mudanças percebidas em casa.

São essas informações que ajudam a construir uma avaliação completa.

A medicina não começa quando um exame é solicitado.

Ela começa quando alguém escuta com atenção.

É por isso que, em praticamente todas as consultas, faço uma pergunta que vai muito além do motivo que trouxe aquela família ao consultório.

Porque, às vezes, a resposta mais importante não está no exame.

Está na história que os pais contam.

💬 E você? Já viveu uma situação em que um pequeno detalhe fez toda a diferença para encontrar uma resposta?

Dra. Valéria Muoio
Neurocirurgiã Pediátrica

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São Paulo, SP
04002030

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