Tamis Lima

Tamis Lima Supervisão psicanalítica | 10+ anos de experiência | Sem performance. Sem fórmula pronta.

20/05/2026

Eu uso “analisante” porque não estou descrevendo quem a pessoa é.

Estou descrevendo a posição que ela ocupa no trabalho.

“Paciente” fala de alguém que sofre.
“Cliente” fala de alguém que compra.
“Analisante” fala de alguém que se implica.

É um termo que marca:
– quem trabalha
– de onde trabalha
– e qual é a posição necessária para a análise acontecer.

Não é frescura de linguagem. É lugar simbólico.

Quando você chama de “analisante”, você tira a pessoa do papel passivo — e tira você do papel do sabedor que “conserta vidas”.

A relação muda.
A escuta muda.
A direção muda.

E esse ajuste fino de posição começa na primeira entrevista.

É ali que se inaugura quem fala, quem escuta e de onde cada um se coloca.

No dia 25 de maio, eu vou te mostrar isso na prática:
como instaurar a posição do analisante e a sua — sem confusão, sem jogo duplo, sem improviso.

Aula de Primeiras Entrevistas
Ao vivo dia 25 | 19h
Com gravação por 12 meses
Link na bio.

19/05/2026

Quando alguém te pede atendimento mensal, não está te pedindo por um processo terapêutico.

Está te pedindo um alívio rápido que não sustenta nada.

Mensal não é processo.
Não cria campo.
Não sustenta transferência.
Não abre trabalho.
No máximo… acompanha o horóscopo emocional do mês.

Semanal sustenta.
Quinzenal, às vezes — e quase sempre quando o processo já tem base.
Mensal?
Mensal é quando a pessoa quer “mudar de vida” sem atravessar nada.

E é aqui que muita gente trava:não sabe dizer não,
não sabe explicar por que não funciona,
não sabe sustentar a posição sem parecer rígida.

Mas isso não se resolve na hora do pedido.
Se resolve nas primeiras entrevistas, onde o enquadre é definido!

Dia 25 de maio, eu vou te mostrar como estruturar a primeira entrevista de um jeito que a frequência não seja negociação…
mas consequência do método.

Aula ao vivo | 25/05 | 19h
gravação por 12 meses
Link na bio.

18/05/2026

Primeiras entrevistas não servem pra “pegar o caso”.

Servem pra marcar o território. Alguns analistas escutam o que o analisante traz, mas não percebe de onde aquilo vem.

Escuta a história, mas não o movimento.
Escuta o conteúdo, mas não a posição.
E aí se perde achando que falta informação, quando na real falta localização.

Localizar é olhar para o que sustenta o processo: a transferência que já apareceu nos primeiros 5 minutos,
a demanda que não é a mesma que ele trouxe em palavras,o ponto onde o caso realmente começa e onde pode desmoronar.

Quando você sabe onde está pisando, você não precisa improvisar análise como se fosse conversa de corredor.

Dia 25 eu abro o Método R.O.T.A na prática, com caso real.
Se você nunca pensou em sobre as primeiras entrevistas, esse é o momento.

Link na bio.

15/05/2026

Quando o analisante pergunta se você tá “com a cara feia” ou “chateada com ele”, ele não está perguntando sobre você.

Ele está perguntando sobre ele.

Esse tipo de pergunta não é um cheque emocional:
é transferência escancarada.

Ele não está tentando ler a sua expressão — ele está tentando confirmar um fantasma antigo:
“Eu fiz algo errado?”,
“Eu decepcionei?”,
“Eu perdi você?”,
“Eu estraguei tudo?”

Se você responde de forma literal (“não, tá tudo bem”), você vira babá emocional.
Se você se justif**a, vira espelho regulador.
E se você devolve a cena pra ele… a analise começa.

Porque a pergunta nunca é:
“Você tá chateada comigo?”
A pergunta real é:
“Por que eu acho que fiz algo errado de novo?”

A cara feia não é sua.
É a fantasia dele falando alto.

💬 Já recebeu essa pergunta no meio da sessão? Pode contar — o CAPA é anônimo.

13/05/2026

Se você ainda entra na primeira entrevista tentando “entender o caso”… é aí que tudo começa a andar torto.

Primeiras entrevistas têm caminho.
E esse caminho tem nome: Método R.O.T.A

R.O.T.A = Raciocínio Orientado para Tratamento Assertivo.

1. Receber Sem Ansiedade
A pressa para acertar sabota sua escuta.
A analise começa quando você consegue sustentar um pouco de vazio.

2. Ouvir Com Estratégia
Não é só ouvir.
É ouvir sabendo pra quê.
Perguntas que não induzem, palavras que voltam, afetos que pulam, queixa real vs. narrativa bonita.

3. Traduzir em Direção
É aqui que quase todo mundo trava:
como transformar tudo isso em eixo de investigação, hipóteses iniciais e próximos passos.E quando você junta essas três etapas, você sai da primeira sessão sabendo exatamente:
“eu sei pra onde esse caso vai.”

No dia 25 de maio, às 19h, eu ensino o R.O.T.A passo a passo.

3 horas. Ao vivo.
E sim — tem gravação por 12 meses.

🔗 Inscrições abertas — link na bio.

12/05/2026

Quando o paciente te cobra porque “seguiu o que você disse”…
não é sobre erro.
É sobre lugar.

No momento em que você dá opinião, você sai do lugar de analista e entra no lugar de sabedor — aquele que tem a resposta certa, o caminho certo, a vida certa.

E se você ocupa esse lugar, o paciente te dá o restante:
a culpa.

Opinião vira contrato fantasma:
“Se deu certo, fui eu.
Se deu errado, foi você.”

E por que isso acontece?
Porque, quando o analisando te pede conselho,
ele não quer autonomia — ele quer alguém para responsabilizar.

E se o analista não sustenta o enquadre,ele vira exatamente isso: o garantidor da vida do paciente.

O problema não foi “dar errado”. O problema foi você ter aceitado um lugar que nunca foi seu.

💬 Já caiu nessa armadilha? O CAPA é anônimo. Pode contar.

08/05/2026

Quando o analisante te chama pra tomar uma cerveja, não é sobre cerveja.
É sobre lugar.

É ele te puxando pro lugar da amiga acessível, da confidente disponível, da pessoa “legal”, da companhia que “sabe das coisas”.
Ou pior: pro lugar de sabedor — aquele que ele acredita que existe fora do setting também.

O convite é a fantasia dizendo:
“Você não é só minha analista… você é mais do que isso.”
E, se você não sustenta o seu lugar, você vira exatamente isso: mais do que deveria.

A questão não é recusar ou aceitar.
É entender que posição está sendo oferecida…
e qual posição você está prestes a ocupar sem perceber.

Porque quando o analista desliza pro lugar de sabedor — o que tudo entende, tudo acolhe, tudo está disponível — o processo inteiro f**a comprometido.
A transferência vira confusão.
O enquadre vira desejo.
E a clínica vira… bar.

É por isso que o começo do tratamento importa tanto.
É nas primeiras entrevistas que você delimita o seu lugar.
É ali que você marca:
“Eu não sou companhia. Eu sou analista.”
Antes que o paciente te diga quem você deve ser.

Se você sente dificuldade de sustentar essa posição — ou se desliza sem perceber — essa aula é pra você.

Aula de Primeiras Entrevistas — ao vivo dia 27 (gravação por 12 meses).
Não f**a disponível depois.

Link na bio.

07/05/2026

A interpretação precoce quase sempre nasce do mesmo lugar: do medo de não parecer suficiente, de não “entregar” nada, de não corresponder ao que o paciente (ou o próprio analista) acha que deveria estar acontecendo naquela sessão.

Só que, na psicanálise, tempo é enquadre.
E enquadre é direção.
Sem isso, você não acompanha — você atropela.

A questão não é o que você interpreta.
É quando.

E a parte que ninguém te contou é que esse “quando” começa a ser construído na primeira entrevista.

Se você não sabe instaurar o tempo da análise desde o início, passa a conduzir o processo no tempo da sua ansiedade — e não no tempo do inconsciente.

A Aula de Primeiras Entrevistas te mostra exatamente como construir esse chão desde o primeiro encontro: o tempo, o ritmo, o lugar do analista e o que precisa (ou não) ser dito.

Para se inscrever clique no link da Bio!

06/05/2026

O neurótico é Ícaro: sonha alto, deseja forte…
mas, quando finalmente chega perto do que quer, desaba.

Não porque o desejo é grande demais —
mas porque sustentar o próprio querer dói mais do que perder.

O problema nunca foi o sol. É o medo de aguentar o calor.

Mais ainda: o neurótico não suporta destruir seu desejo, e o mantém vivo ao não realiza-lo.

E haja terapia…

Como vc tá com o seu desejo?

05/05/2026

Quando o paciente chega 20 minutos atrasado… e sai 5 minutos antes…
�A questão não é horário.É posição.
A forma como o paciente entra e sai da sessão é uma mensagem.�
Chegar atrasado comunica algo.�Sair antes comunica outra coisa.�E o silêncio do analista diante disso… comunica mais ainda.

É aqui que muitos terapeutas se perdem:�acham que “não podem parecer rígidos”,�ou que “vão perder o paciente se se posicionarem”,�ou que “não dá pra pontuar isso logo no início”.

Mas o início é exatamente onde isso deve acontecer.�A primeira entrevista não é só para ouvir a história do paciente.
�É para instaurar o lugar da análise.�É ali que se constrói o contorno que vai sustentar tudo o que vem depois.

Se você não sabe como marcar esse limite desde o começo,a tendência é normalizar o ataque ao enquadre e, depois, tentar remendar aquilo que começou torto.

Isso tem técnica — não é intuição, não é “jeitinho”, não é simpatia.

A Aula de Primeiras Entrevistas vai te mostrar exatamente como se posicionar de forma ética e segura, sem perder o paciente — e sabendo o que fazer desde a primeira sessão.

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