Marcela Vavassori Saúde Mental e Desenvolvimento Humano

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02/09/2026


Setembro chegou. E talvez seja uma boa oportunidade para ampliar a conversa sobre saúde mental.As campanhas de conscient...
01/09/2026

Setembro chegou. E talvez seja uma boa oportunidade para ampliar a conversa sobre saúde mental.
As campanhas de conscientização têm valor. Palestras, rodas de conversa e conteúdos educativos podem informar, reduzir estigmas e ajudar alguém a perceber que precisa de apoio.
Mas saúde mental não se sustenta apenas em campanhas.
A ciência vem mostrando que ações pontuais, quando desconectadas de estratégias contínuas de cuidado, têm alcance limitado. E isso nos convida a olhar para uma pergunta maior:
o que acontece depois que a conversa começa?
No trabalho, cuidar de saúde mental também significa olhar para carga de trabalho, relações, segurança psicológica, liderança, reconhecimento, autonomia e para os riscos psicossociais presentes no contexto.
Ou seja: precisamos continuar orientando indivíduos, ensinando a reconhecer sinais de sofrimento e incentivando a busca por ajuda. Mas também precisamos ampliar o olhar para os ambientes em que esse sofrimento acontece.
É essa conversa que quero propor ao longo de setembro na Bússola de Saúde Mental.
Porque saúde mental não se constrói em um mês.
Ela se constrói nas práticas que continuam existindo quando setembro termina.

Se você ou alguém próximo estiver passando por um momento de sofrimento intenso, o CVV oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188, 24 horas por dia.

"Não podemos compreender o burnout olhando apenas para a pessoa." Essa frase de Christina Maslach resume boa parte do qu...
28/08/2026

"Não podemos compreender o burnout olhando apenas para a pessoa." Essa frase de Christina Maslach resume boa parte do que precisamos repensar sobre saúde mental no trabalho.
A pesquisadora começou a estudar o fenômeno ainda na década de 1970, e o Valor Econômico publicou recentemente uma entrevista muito boa sobre essa trajetória. Ela me lembrou por que insisto tanto nesse ponto: o cuidado individual é necessário, mas dentro das organizações a análise também precisa olhar para o contexto em que o adoecimento acontece.
No carrossel, trago o modelo de seis áreas da vida no trabalho desenvolvido por Maslach e Michael Leiter — carga de trabalho, autonomia, reconhecimento, comunidade, justiça e valores.
Qual dessas áreas mais pesa no seu ambiente de trabalho hoje?

Feliz Dia do Psicólogo a todos os meus colegas de profissão que atuam com coragem e presença todos os dias!
27/08/2026

Feliz Dia do Psicólogo a todos os meus colegas de profissão que atuam com coragem e presença todos os dias!

Esse é um trecho da edição dessa semana da Bússola de Saúde Mental, a Newsletter semanal que produzo para o LinkedIn. Va...
25/08/2026

Esse é um trecho da edição dessa semana da Bússola de Saúde Mental, a Newsletter semanal que produzo para o LinkedIn. Vai lá conferir e me conta o que achou?

Tem uma voz que muitos de nós carregamos em silêncio.Ela não grita necessariamente.Às vezes, ela sussurra.Diz que você d...
20/07/2026

Tem uma voz que muitos de nós carregamos em silêncio.

Ela não grita necessariamente.
Às vezes, ela sussurra.

Diz que você deveria ter feito melhor.
Que ainda não é suficiente.
Que descansar é perder tempo.
Que errar confirma aquilo que você mais teme sobre si.

E, de tanto ouvir essa voz, você pode começar a acreditar que ela é você.

Mas não é.

A autocrítica pode ter uma história.
Pode ter surgido como uma tentativa de proteção.
Talvez, em algum momento, ela tenha parecido necessária para evitar rejeição, erro, abandono, julgamento ou fracasso.

Só que nem tudo que um dia nos protegeu continua nos ajudando a viver.

Às vezes, aquilo que nasceu como defesa começa a virar prisão.

Na terapia, a gente não precisa travar uma guerra com a mente.
Também não precisa acreditar em tudo que ela diz.

A gente pode aprender a observar.

“Estou tendo esse pensamento.”
“Essa é uma história antiga aparecendo de novo.”
“Minha mente está tentando me proteger, mas talvez eu possa escolher outro caminho.”

Existe muita potência nesse pequeno espaço entre o pensamento e a ação.

É ali que você começa a deixar de viver apenas reagindo ao medo.
E começa a escolher, com mais consciência, como quer cuidar da sua vida.

Você não é a sua autocrítica.

Você é quem pode escutá-la com mais distância — e ainda assim caminhar.

Hoje, 13 de julho, é o Dia Mundial de Conscientização sobre o TDAH.E talvez uma das conversas mais importantes sobre o t...
13/07/2026

Hoje, 13 de julho, é o Dia Mundial de Conscientização sobre o TDAH.

E talvez uma das conversas mais importantes sobre o tema seja esta: precisamos evitar tanto a banalização quanto a invalidação.

Vivemos em uma rotina cheia de notificações, estímulos, excesso de telas, privação de sono, ansiedade, estresse e sobrecarga. Tudo isso pode afetar nossa capacidade de atenção e organização.

Por isso, sentir dificuldade para se concentrar não significa, automaticamente, ter TDAH.

Mas reconhecer isso também não pode se transformar em uma maneira de desacreditar quem recebeu um diagnóstico sério.

O TDAH não é um “diagnóstico da moda”. É um transtorno do neurodesenvolvimento que pode trazer prejuízos reais para os estudos, o trabalho, os relacionamentos, a organização da rotina e a autoestima.

Seu diagnóstico não deve ser feito a partir de um vídeo, de um post ou de uma lista rápida de sintomas. Ele exige uma avaliação clínica cuidadosa, considerando a história da pessoa, a presença dos sintomas em diferentes contextos, os impactos na vida cotidiana e outras possíveis explicações para essas dificuldades.

Se você se identifica com alguns sinais, procure um psicólogo qualificado. Dependendo do caso, também pode ser importante uma avaliação multiprofissional.

Receber um diagnóstico adequado não é receber uma sentença. Muitas vezes, é finalmente encontrar um mapa para compreender dificuldades antigas, abandonar julgamentos e construir estratégias mais eficazes.

Com informação, acompanhamento e cuidado, pessoas com TDAH podem construir uma vida plena, significativa e alinhada ao que importa para elas.

Conscientizar também é isso:

não romantizar; não banalizar; não estigmatizar; e não negligenciar o cuidado.

Você está esperando o Hexa, mas descobre que também precisa de Hexaflex.Porque não adianta querer controlar o placar da ...
01/07/2026

Você está esperando o Hexa, mas descobre que também precisa de Hexaflex.
Porque não adianta querer controlar o placar da vida inteira.
Às vezes, o treino é outro:
sentir ansiedade sem fugir,
perceber pensamentos sem obedecer todos eles,
voltar para o presente,
lembrar dos seus valores
e agir com coragem mesmo sem garantia.
Hexa a gente torce.
Hexaflex a gente desenvolve.

Marcela Vavassori
Psicóloga | CRP 06/79014

E lá se foi o mês de Junho e o primeiro semestre do ano! E na beleza dos dias comuns, sigo buscando estar mais conectada...
01/07/2026

E lá se foi o mês de Junho e o primeiro semestre do ano! E na beleza dos dias comuns, sigo buscando estar mais conectada com o que realmente importa.
E por aí, como foi o seu primeiro semestre? O que está esperando pra dar aquele passo em direção a vida que você valoriza?

Às vezes, a gente acredita que cuidar da saúde mental é conseguir parar de sentir ansiedade, medo, tristeza, culpa ou in...
21/06/2026

Às vezes, a gente acredita que cuidar da saúde mental é conseguir parar de sentir ansiedade, medo, tristeza, culpa ou insegurança.

Mas, muitas vezes, o cuidado começa em outro lugar: quando paramos de gastar tanta energia tentando expulsar o que sentimos e começamos a observar o que essa emoção está tentando nos comunicar.

Na ACT, falamos muito sobre isso: não se trata de gostar da dor, nem de se conformar com ela. Trata-se de abrir espaço para sentir o que está presente, sem deixar que isso conduza todas as nossas escolhas.

Porque uma emoção difícil pode estar no banco do passageiro.
Mas ela não precisa assumir o volante.

Você pode sentir medo e ainda assim se posicionar.
Pode sentir ansiedade e ainda assim dar um passo importante.
Pode sentir tristeza e ainda assim cuidar da vida que importa para você.

A pergunta talvez não seja: “como eu faço para parar de sentir isso?”
Mas sim: “mesmo sentindo isso, que atitude me aproxima da pessoa que eu quero ser?”

A terapia pode te ajudar a construir esse caminho com mais presença, flexibilidade e direção.

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