05/10/2026
Você já parou para perceber que escutar a palavra “velha” causa desconforto em muita gente? Vivemos em uma sociedade voltada para valores efêmeros de consumo, produtividade acelerada e um padrão estético focado na juventude eterna. Nesse cenário, o envelhecer costuma ser encarado quase como um erro ou uma falha a ser evitada a todo custo.
Mas, será que precisamos mesmo colocar esse peso todo no envelhecer?
A velhice não é o fim da vida; é mais uma fase do nosso desenvolvimento, tão legítima quanto a infância, a adolescência e a vida adulta. Se chegamos até aqui, é porque acumulamos história, travessias e sobrevivências. A velhice é, antes de tudo, a oportunidade de continuar estando aqui.
É claro que esse período traz limitações e transformações, mas qual fase da vida não traz suas próprias limitações e desafios? A infância tem suas dependências, a adolescência tem suas incertezas, a vida adulta tem suas pressões. Nem por isso olhamos para essas fases com desprezo ou deixamos de vivê-las.
Para a mulher, o envelhecimento traz camadas ainda mais complexas. Cruzam-se a discriminação de gênero e a de idade, colocando-nos frequentemente em lugares estereotipados, de invisibilidade ou de desvantagem.
Envelhecer não significa se aposentar da vida, dos desejos ou das descobertas. É um convite para se redescobrir, desfrutar do presente e reinventar a forma de ocupar o mundo.
Que a gente não tenha medo do tempo, e tenha a coragem e o privilégio de ficar velha.
Como você tem olhado para a sua trajetória e para a passagem do tempo? Me conta nos comentários.