28/10/2025
Quantas vezes trocamos de pele ao longo da vida?
Você deve estar estranhando eu me aventurar nessa seara.
Respondo: não estou pirando. Refiro-me à pele psíquica.
De tempos em tempos, precisamos rever hábitos, roupagens, significados, sentidos, sintaxes — e nos revestir de uma nova condição. Vestimos novas peles, e tudo isso acontece dentro da mesma vida.
Há momentos em que percebemos que, do jeito que está, não dá mais. Precisamos fazer um skincare simbólico: abandonar velhos hábitos, limpar as células mortas — aquelas que já fizeram sentido e nos foram úteis, mas que se tornaram obsoletas.
Deixar para trás a pele que um dia nos protegeu, mas que, diante de novos desafios, já não serve mais.
Não é descaso; é o reconhecimento de que “o novo sempre vem”, como canta lindamente Elis Regina.
Não se trata de ingratidão, mas de autopreservação diante da percepção de novas condições.
Novas tramas, estampas, pintas — mas o mesmo recheio.
Nova rotina, alimentação, demandas, restrições, liberdades, encontros, trocas, desafios, conquistas e aventuras.
E você? Está confortável na pele que habita?
Se não estiver, saiba: a solução não se encontra nas prateleiras da farmácia.
O tratamento para vários desses “melasmas” está em um encontro fértil consigo mesmo — onde haja espaço para insights, “caídas de ficha”, talvez surgidos numa conversa despretensiosa ou num encontro com data e hora marcadas (em sessões de análise).