31/08/2026
Talvez uma das formas mais silenciosas de violência contra si mesma seja passar a vida se editando.
Editando a sua sensualidade.
A sua voz.
O seu jeito de falar.
A sua intensidade.
A sua alegria.
O seu silêncio.
O seu corpo.
A maneira como você ocupa um espaço.
Porque alguém pode achar demais.
Ou de menos.
Exagerada.
Fria.
Sensual demais.
Reservada demais.
Mas existe uma pergunta muito mais importante:
isso que eu estou fazendo é realmente meu — ou é uma versão de mim construída para ser aceita?
Para os estoicos, liberdade não era fazer tudo aquilo que se tem vontade.
Era não ser escravo daquilo que está fora do seu controle.
E talvez isso também seja maturidade:
expressar quem você é sem transformar a aprovação dos outros em condição para existir.
Você não precisa diminuir a sua luz.
Mas também não precisa aumentá-la para ser vista.
Seja inteira. E governe a si mesma.