29/09/2026
Dor é relato
mas o corpo também conta uma história
A dor é subjetiva. Não existe um aparelho capaz de medir exatamente quanto uma pessoa está sentindo. Por isso, na avaliação de um paciente com dor na coluna, não devemos olhar apenas para o que ele diz, mas também para aquilo que observamos durante a consulta.
O jeito de entrar no consultório, sentar, caminhar, cruzar as pernas, apoiar os braços ou se movimentar pode trazer informações importantes sobre a intensidade e o impacto da dor.
Às vezes, o paciente diz que não melhorou após uma cirurgia, mas você percebe que ele está caminhando com mais facilidade, movimentando-se melhor e realizando atividades que antes não conseguia. Em outras situações, ele afirma que está bem, mas sua postura, sua marcha e seu semblante mostram que ainda existe sofrimento.
Isso não significa que a dor seja “inventada”. Muito pelo contrário. A dor é uma experiência complexa e pode ser influenciada por fatores físicos, emocionais, familiares e profissionais.
Por isso, avaliar dor exige mais do que perguntar “quanto está doendo?”. É preciso ouvir o paciente, observar seus movimentos e entender o contexto como um todo.
🩺 Dor não é apenas um número. É uma experiência que precisa ser compreendida.
Dr. Amir Salomão - Ortopedista Especialista em Coluna