A Casa Frida

A Casa Frida Formação de grupos de apoio, com o objetivo de ressignificar perdas. Atendimentos clínicos individuais psicanalíticos.

A busca pela felicidade, pelo prazer imediato e pelo consumo exacerbado invade cada vez mais os espaços culturais e sociais. Desse modo, as frustrações, tristezas e sofrimentos, por vezes, ficam em segundo plano - já que nem sempre existe a disponibilidade para compartilhar e ressignificar perdas e dores humanas. Diante desse contexto, espaços de fala e troca de experiências se fazem cada vez mais

necessários. A Casa Frida se apresenta com a proposta de trabalhar clinicamente perdas, lutos e sofrimentos, por meio da formação de grupos específicos e uso de recursos artísticos como mediadores. Além disso, oferece atendimentos clínicos individuais, tendo como norte teórico a psicanálise, oferecendo uma escuta que possibilita elaboração e ressignificação da experiência.

27/06/2026

Na Casa Frida, tivemos o privilégio de ler Grande Sertão: Veredas em parceria com a Confraria das Lagartixas , enquanto atravessávamos o redemunho da pandemia de COVID-19. Foi um encontro em que a literatura nos ofereceu abrigo diante de tantos lutos.

Neste vídeo, Carla Belintani homenageia João Guimarães Rosa, nascido em 27 de junho de 1908, em Cordisburgo (MG), e recomenda a leitura de sua grande obra, Grande Sertão: Veredas, que neste ano celebra 70 anos de seu lançamento.

📚 O livro está em destaque na Livraria Bandolim , uma charmosa livraria no bairro de Santa Cecília, em São Paulo.

19/06/2026

A interpretação de Beth Goulart Oficial em Simplesmente Eu é daquelas experiências que permanecem vivas em nossa memória afetiva e poética.

Obrigada por trazer ao palco a potência da literatura de Clarice Lispector e a experiência sensorial do teatro, capaz de transformar o cotidiano em instantes inesquecíveis.

Viva Clarice. Viva Beth. ♥️

Por Carla Belintani

Até 26/07 no Teatro Moise Safra

S*x • Sáb • Dom

12/06/2026

Dia dos namorados

“Eu não me apaixonei por você. Eu entrei no amor com você, de olhos bem abertos, escolhendo cada passo do caminho. Acredito no destino, mas também acredito que somos destinados apenas ao que escolheríamos de qualquer forma. E eu te escolheria — em cem vidas, em cem mundos, em qualquer versão da realidade, eu te encontraria e te escolheria.”
— Kiersten White, The Chaos of Stars

Uma seleção de trechos de cartas de amor escritas por poetas, escritores e apaixonados que marcaram a história...
Trechos de:

Chris Barker para Bessie Moore – lido por Benedict Cumberbatch
Gerald Durrell para Lee McGeorge – lido por Tom Hiddleston
John Berryman para Chris Haynes – lido por Kit Harington
Arvid Harnack para Mildred Harnack – lido por James Norton
Dylan Thomas para Caitlin Macnamara – lido por Taron Egerton

Que este dia seja cheio de amor e poesia! ✨️✨️✨️

Créditos: Todos os vídeos são do canal Letters Live no YouTube.

Repost: viladospoetas

10/05/2026

Bach, Caetano, João Carlos Martins e amor de mãe. ❤️

Quem aguenta?

24/03/2026

“O que eu não sei do ovo é o que realmente importa. O que eu não sei do ovo me dá o ovo propriamente dito.”
Clarice Lispector

No próximo encontro do Grupo de Estudos Clarice em Casa, vamos mergulhar no conto “O ovo e a galinha” (1964), apontado pela própria autora como um de seus favoritos — e também como um dos que ela menos entende.

Um texto que desafia a lógica, escapa às explicações fáceis e nos convida a sustentar o enigma.
O ovo como origem da vida? Como ideia anterior à palavra?
Como ponto de fusão entre sujeito e objeto?

Em Clarice, compreender talvez não seja decifrar — mas suportar o mistério.

Venha debater conosco e adentrar nesse enigma clariciano.
26/03 - 20:15 às 21:45 ✨
Link na Bio.

19/03/2026

O filme Hamnet foi recentemente reconhecido no Oscar com o prêmio de Melhor Atriz e reacendeu debates sobre uma das experiências mais devastadoras da condição humana: a perda de um filho.

O luto retratado em Hamnet é aquele que não tem nome.
Não há palavra que designe pais que perdem filhos. Há um vazio na linguagem e é justamente aí que o filme nos toca.

A narrativa nos conduz por uma travessia do luto como experiência do sentir. Do que atravessa o corpo quando faltam palavras. A direção propõe um luto que não se explica, mas se vive. Um luto que é silêncio, ausência, desorganização do tempo.

Ao se tornar partilhado, seja na cena íntima da família, seja no palco do teatro, esse sofrimento encontra uma dimensão social: algo que pode ser visto, sustentado e, pouco a pouco, elaborado. A arte aparece como possibilidade de inscrição simbólica da perda.

É quase impossível assistir a Hamnet sem se emocionar. A dor dos personagens nos atravessa. E a cena final no teatro se revela como um ritual de despedida: um gesto simbólico de amor ao filho perdido, transformando ausência em memória viva.

Esse filme também te atravessou?
O que mais te tocou em Hamnet?

Você já viveu a experiência de um luto que parecia impossível de nomear?

Uma menina de oito anos atravessada pelo adoecimento da mãe. O luto habita a infância no conto Restos de Carnaval.Este e...
17/02/2026

Uma menina de oito anos atravessada pelo adoecimento da mãe. O luto habita a infância no conto Restos de Carnaval.

Este escrito autobiográfico de Clarice nos revela uma verdade psíquica: a experiência de, por algumas horas, vestir uma fantasia e poder ser outra.

Quando a menina se transforma em flor, a dor se suspende e ganha um intervalo.

Neste sentido, a fantasia vira recurso de elaboração e a possibilidade simbólica de transformar sofrimento em imagem, corpo e cor.

Ser “outra que não eu mesma” talvez seja, paradoxalmente, um modo de sobreviver a si.

Porque há momentos em que precisamos sair de nós mesmos para depois poder voltar. É o que o Carnaval, com suas máscaras e fantasias, pode nos ensinar.

Seguimos nos estudos da vida e da obra de Clarice Lispector, abordando seus contos e histórias como verdadeiros tratados de psicanálise.

Por Carla Belintani

Maiores informações no site.

No grupo de estudos Psicanálise e Cultura, coordenado por Sérgio Telles, estamos em contato com o livro “Guerra e Políti...
10/02/2026

No grupo de estudos Psicanálise e Cultura, coordenado por Sérgio Telles, estamos em contato com o livro “Guerra e Política em Psicanálise”, de Joel Birman.

A discussão atravessa a eterna batalha entre Eros e Thânatos — pulsão de vida versus pulsão de morte.
Se a destruição insiste, a pergunta que retorna é: o que pode fazer frente a ela?

Para a psicanálise, a aposta segue sendo o amor — não como ideal ingênuo, mas como força de ligação, criação e resistência.

No último domingo, o Super Bowl, maior evento esportivo dos Estados Unidos, exibiu uma mensagem contundente:
“The only thing more powerful than hate is love.”
(A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor.)

O evento aconteceu imerso em um caldo político tenso, com críticas claras — ainda que não nominais — ao governo Trump. Arte, cultura e entretenimento pop se tornam, assim, meios de mediação dos embates do nosso tempo.

É a música, a imagem e o espetáculo dizendo aquilo que muitas vezes a política não consegue dizer.

E você?
👉 Também acha que o amor pode ser mais forte do que o ódio?

Por Carla Belintani

Sugestão de filme | Valor Sentimental, de Joachim TrierHá filmes que não apenas se assistem — eles nos habitam.Valor Sen...
24/12/2025

Sugestão de filme | Valor Sentimental, de Joachim Trier

Há filmes que não apenas se assistem — eles nos habitam.
Valor Sentimental é um deles.

A obra de Joachim Trier nos conduz por um território delicado, onde luto, memória, vínculos familiares e criação artística se entrelaçam.

A narrativa acompanha a família Borg, marcada por silêncios, ausências e afetos difíceis de nomear. Gustav, cineasta e pai, tenta se reaproximar das filhas e elaborar seu passado por meio da arte, convidando a filha mais velha, Nora, para protagonizar um filme autobiográfico. Essa tentativa inicial é recusada e a aproximação só se torna possível após a travessia de um longo elaboração dos traumas.

A casa como arquivo afetivo:
A casa onde se passa o filme é mais do que um cenário: é um personagem. Um arquivo afetivo familiar que guarda ecos de gerações, conflitos não elaborados, rachaduras visíveis e invisíveis. As paredes sustentam memórias que insistem em retornar. A rachadura estrutural anunciada por Gustav parece falar, simbolicamente, daquilo que não pôde ser simbolizado: o trauma transgeracional que atravessa o tempo e os corpos.

Nora se identifica com a casa desde menina, tentando escutar seus sentimentos quando era habitada, quando estava vazia ou quando algo se quebrava dentro dela — metáfora direta de seus próprios afetos.

Gustav e Nora: espelhos quebrados
Nora, a filha mais velha, é profundamente marcada pelo distanciamento do pai. Há entre eles uma semelhança inquietante: ambos parecem ter dificuldade em sustentar vínculos próximos.

Agnes, a filha mais nova, surge como contraponto à tentativa artística do pai. Busca compreender, elaborar e construir vínculos — casamento, maternidade — apostando na possibilidade de transformação psíquica.

Arte, duplo e reparação:
Ao recriar o passado, inclusive com uma atriz americana interpretando a versão jovem da mãe falecida, o filme trabalha a noção do duplo, borrando as fronteiras entre realidade e ficção. A arte aparece como mediadora da dor: uma tentativa de dar forma ao vivido, ainda que nunca plenamente elaborado.

Encontro de final de ano das Fridas ✨Entre afetos, escutas e partilhas, encerramos mais um ciclo juntas.O luto nos atrav...
19/12/2025

Encontro de final de ano
das Fridas ✨

Entre afetos, escutas e partilhas, encerramos mais um ciclo juntas.

O luto nos atravessa, a arte nos sustenta e a psicanálise nos orienta na busca por formas de elaborar o indizível.

Que venha 2026, com mais vida, mais cores e mais coragem para enfrentar e atravessar os lutos que nos habitam.

Seguimos juntas, de mãos dadas, criando, cuidando e sonhando novos projetos para o próximo ano.

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