Dr. Murilo Marinho

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A cirurgia na coluna foi um sucesso, mas a dor continua. Nesses casos, uma das perguntas mais importantes é: o que está ...
12/08/2026

A cirurgia na coluna foi um sucesso, mas a dor continua. Nesses casos, uma das perguntas mais importantes é: o que está causando esse sintoma?

Durante muitos anos, situações como essa receberam o nome de "síndrome da cirurgia de coluna malsucedida". Hoje, a própria literatura médica tem buscado termos mais adequados, já que a persistência da dor nem sempre significa que houve falha no procedimento realizado.

Em alguns pacientes, a dor pode surgir ou permanecer mesmo meses após a cirurgia, frequentemente com características como queimação, formigamento, choques ou pontadas. Trata-se de um quadro que pode estar relacionado à chamada dor neuropática, decorrente de alterações no sistema nervoso.

É nesse contexto que a neurocirurgia pode desempenhar um papel importante: ajudar a identificar a origem dos sintomas, compreender os mecanismos envolvidos na dor e avaliar quais estratégias terapêuticas podem ser consideradas para cada caso.

Mais do que olhar apenas para exames ou para a cirurgia realizada no passado, o objetivo é entender a experiência atual do paciente e buscar abordagens que contribuam para sua qualidade de vida.
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Dr. Murilo Marinho
Neurocirurgia Funcional
CRM 120.746

09/08/2026

Quando falamos em Estimulação Cerebral Profunda (DBS), uma dúvida comum é se existe uma idade ideal para realizar a cirurgia.

Na prática, a resposta é não. A indicação do procedimento não é definida apenas pela idade, mas por uma avaliação criteriosa que considera o diagnóstico, os sintomas, a evolução da doença, a resposta aos tratamentos já realizados e os objetivos terapêuticos de cada paciente.

Condições como Doença de Parkinson, distonia, tremor essencial e outros distúrbios do movimento podem, em situações específicas, ser tratadas por meio da neuromodulação. Por isso, mais importante do que a idade é identificar o momento adequado e a indicação correta para cada caso.

Na neurocirurgia funcional, cada decisão é individualizada. Afinal, um tratamento bem indicado começa muito antes da cirurgia: começa com uma avaliação cuidadosa e um planejamento centrado nas necessidades de cada paciente.
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A telemedicina ampliou as possibilidades de acesso ao atendimento médico, permitindo que pacientes de diferentes cidades...
07/08/2026

A telemedicina ampliou as possibilidades de acesso ao atendimento médico, permitindo que pacientes de diferentes cidades e países possam iniciar uma avaliação especializada sem a necessidade de deslocamento imediato.

Na neurocirurgia, a consulta on-line pode ser uma etapa importante para compreender a história clínica, revisar exames já realizados, esclarecer dúvidas e orientar os próximos passos da investigação ou do tratamento. Quando necessário, o atendimento presencial continua sendo fundamental para a realização do exame físico e de outras avaliações complementares.

Cada caso é analisado de forma individualizada, respeitando os critérios técnicos, as indicações clínicas e as normas que regulamentam a prática da telemedicina no Brasil, sempre com o objetivo de oferecer um cuidado estruturado, ético e centrado nas necessidades de cada paciente.
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Receber o diagnóstico de Doença de Parkinson não significa, automaticamente, perder a capacidade de dirigir ou realizar ...
29/07/2026

Receber o diagnóstico de Doença de Parkinson não significa, automaticamente, perder a capacidade de dirigir ou realizar outras atividades do dia a dia.

Isso porque o Parkinson não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas: enquanto alguns pacientes apresentam tremor como principal sintoma, outros convivem principalmente com rigidez, lentidão dos movimentos ou flutuações motoras. Além disso, a doença evolui de maneira diferente em cada indivíduo.

A possibilidade de dirigir, por exemplo, depende de uma avaliação individualizada, que considera não apenas os sintomas motores, mas também aspectos como atenção, cognição, tempo de resposta e o estágio da doença.

Mais do que responder se alguém "pode" ou "não pode" dirigir, o objetivo é compreender como a doença está impactando sua autonomia e segurança naquele momento.

Na neurologia e na neurocirurgia funcional, cada decisão deve respeitar a evolução da doença e, principalmente, as necessidades de cada paciente.
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26/07/2026

Muitas pessoas imaginam que a recuperação após uma cirurgia de estimulação cerebral profunda (DBS) seja longa e extremamente limitada. Mas, na maioria dos casos, o paciente recebe alta já no dia seguinte ao procedimento.

Isso não significa ausência de cuidados. As primeiras semanas são importantes para a cicatrização, retirada dos pontos e início da programação do aparelho, etapa fundamental para ajustar a estimulação e adequar as medicações de forma individualizada.

Durante esse período, algumas atividades físicas e esforços mais intensos costumam ser temporariamente restringidos. Afinal, depois de anos convivendo com limitações causadas pelos sintomas, é natural que muitos pacientes queiram retomar rapidamente atividades que antes haviam deixado de lado.

O pós-operatório também faz parte do tratamento, e respeitar cada etapa é essencial para uma recuperação segura e para o melhor aproveitamento dos resultados da cirurgia.
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Respirar, caminhar, falar, lembrar de um nome, reconhecer um rosto, tomar uma decisão, sentir uma emoção... o cérebro fa...
22/07/2026

Respirar, caminhar, falar, lembrar de um nome, reconhecer um rosto, tomar uma decisão, sentir uma emoção... o cérebro faz tudo acontecer, mesmo quando você não percebe.

Trabalhando ininterruptamente, ele coordena funções que tornam possível cada experiência da nossa vida, desde os movimentos mais simples aos pensamentos mais complexos. E, justamente por funcionar de forma tão automática, muitas vezes só nos lembramos da sua importância quando algo deixa de acontecer como deveria.

Por isso, neste 22 de julho, Dia Mundial do Cérebro, o convite é à conscientização: conhecer melhor a saúde neurológica, entender os sinais que o corpo apresenta e valorizar a prevenção também fazem parte do cuidado.

Cuidar do cérebro é preservar aquilo que nos permite viver, aprender, criar memórias, construir relações e manter nossa autonomia ao longo da vida!
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19/07/2026

Uma das dúvidas mais frequentes entre pacientes e familiares é: por quanto tempo os benefícios do DBS podem ser mantidos?

Antes de tudo, é importante lembrar que a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) não é uma cura para a Doença de Parkinson. Trata-se de uma terapia que ajuda a controlar determinados sintomas, enquanto a doença continua sua evolução natural.

A boa notícia é que estudos científicos têm demonstrado benefícios sustentados por muitos anos em pacientes bem indicados, especialmente em sintomas como tremor, rigidez e lentidão dos movimentos.

Além disso, um dos principais objetivos do tratamento é preservar a autonomia e a qualidade de vida pelo maior tempo possível.

Mais do que pensar em "quanto tempo dura a cirurgia", a pergunta mais importante é: como manter a melhor qualidade de vida ao longo da evolução da doença? É justamente essa resposta que orienta a indicação e o acompanhamento de cada paciente.
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17/07/2026

Quando falamos em Doença de Parkinson, muitas pessoas imaginam que ela afeta apenas idosos. Mas existe uma forma menos conhecida da doença: o Parkinson de início precoce, que se manifesta antes dos 40 anos.

Além da idade em que os sintomas aparecem, essa forma da doença pode apresentar características próprias. Em muitos casos, há uma maior influência de fatores genéticos e alguns pacientes desenvolvem flutuações motoras e movimentos involuntários relacionados ao tratamento medicamentoso mais cedo do que o observado na forma mais comum da doença.

Essas diferenças fazem com que a abordagem terapêutica também precise ser individualizada. Em determinadas situações, tratamentos como a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) podem ser considerados em fases mais precoces da evolução da doença, sempre após uma avaliação criteriosa.

Conhecer essas particularidades é fundamental para compreender que nem todo Parkinson evolui da mesma maneira. Quanto mais cedo a doença é identificada e acompanhada, maiores são as possibilidades de planejar estratégias que preservem a autonomia e a qualidade de vida ao longo dos anos.
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Em pacientes com indicação cirúrgica bem estabelecida, o tratamento da epilepsia pode representar muito mais do que o co...
17/07/2026

Em pacientes com indicação cirúrgica bem estabelecida, o tratamento da epilepsia pode representar muito mais do que o controle das crises. O objetivo é reduzir o impacto da doença no dia a dia e permitir que o paciente recupere, sempre que possível, mais autonomia, independência e qualidade de vida.

Cada caso é avaliado de forma individualizada, considerando fatores como o tipo de epilepsia, a resposta aos medicamentos e uma investigação detalhada para definir a melhor estratégia terapêutica. A cirurgia é indicada apenas quando há critérios bem estabelecidos e potencial benefício para o paciente.

Mais do que tratar uma doença, a neurocirurgia funcional busca criar novas possibilidades para que cada pessoa possa retomar seus projetos, sua rotina e viver com mais liberdade dentro daquilo que a medicina pode oferecer.
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A neurocirurgia funcional vive um momento de transformação. O avanço das técnicas cirúrgicas, dos métodos diagnósticos e...
15/07/2026

A neurocirurgia funcional vive um momento de transformação. O avanço das técnicas cirúrgicas, dos métodos diagnósticos e das estratégias de acompanhamento tem ampliado as possibilidades de cuidado para pacientes com doenças neurológicas complexas.

Hoje, a busca por tratamento já não está necessariamente limitada à cidade, ao estado ou mesmo ao país onde o paciente vive. Com planejamento adequado, integração entre equipes médicas e uma avaliação criteriosa de cada caso, tornou-se possível construir jornadas terapêuticas estruturadas mesmo quando o paciente reside a milhares de quilômetros de distância.

Essa realidade é especialmente importante em condições como Doença de Parkinson, distonia, tremor essencial e outras doenças passíveis de neuromodulação, que frequentemente exigem uma abordagem multidisciplinar e um acompanhamento altamente individualizado.

Mais do que aproximar tecnologia e conhecimento, a evolução da neurocirurgia funcional tem permitido conectar pessoas, especialistas e estratégias de tratamento de forma cada vez mais integrada.

Quando ciência, experiência e planejamento caminham juntos, a geografia deixa de ser o principal desafio, e o foco passa a ser aquilo que realmente importa: oferecer ao paciente uma avaliação cuidadosa, um tratamento bem estruturado e a continuidade do acompanhamento ao longo de toda a sua jornada.
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