17/05/2022
Reconhecido internacionalmente como dia de luta contra a LGBTfobia, o 17 de maio é de extrema importância para dar visibilidade às discussões que cercam o cotidiano da população LGBTQI+. Foi neste dia, 1990, que a OMS retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. Infelizmente, após quase três décadas, muitas pessoas LGBTQI+ continuam a passar por situações de preconceito, discriminação e opressão e por processos de patologização em decorrência de suas orientações se***is e expressões de gênero.
O Conselho Federal de Psicologia (CFP), por meio da Resolução nº 001/1999, estabelece normas de atuação para as (os) psicólogas (os) sobre as questões relacionadas à orientação sexual e determina que as (os) profissionais da Psicologia contribuam para reflexões que superem os preconceitos e os processos discriminatórios que as pessoas não heterosse***is vivenciam. Orienta ainda, para que não exerçam ou favoreçam ações que reafirmem as homossexualidades como doenças, desvios ou perversões.
Segundo o Grupo Gay da Bahia (GGB), em 2016, 343 pessoas lésbicas, g**s, bisse***is, travestis e transe***is foram mortas no Brasil. Ainda de acordo com os dados levantados pelo GGB, 31% desses assassinatos foram praticados com arma de fogo, 27% com armas brancas, incluindo ainda enforcamento, pauladas, apedrejamento, além de casos com requintes de crueldade, como tortura e queima do corpo da vítima.
Nós, psicólogas (os), reconhecemos ainda que a população LGBTQI+ vivencia, cotidianamente, várias experiências que ocasionam significativo sofrimento psíquico, seja relacionado a manifestações de intolerância ou preconceito explícitos, seja pela inserção em contextos familiares, sociais, culturais, jurídicos e legais que os inferioriza e diferencia por meio da negação de direitos, entre eles, os direitos à existência e à manifestação pública de afeto.
Reafirmamos nosso posicionamento contra quaisquer manifestações de violência contra LGBTQI+, assim como continuaremos desenvolvendo e apoiando ações que busquem garantir os direitos desta população.
RedeMaisPsi
Atendimento em Saúde Mental
www.redemaispsi.com.br