21/05/2026
Essa figura sobre a relação da endometriose com a fertilidade foi apresentada no último congresso internacional de endometriose em que estive presente, em Frankfurt, na Alemanha, em 2026.
Ela representa exatamente aquilo que eu penso e aquilo que eu faço logo na primeira consulta.
Quando uma paciente chega ao consultório, eu não avalio apenas hormônios ou reserva ovariana. Eu procuro sinais silenciosos que possam indicar endometriose e, frequentemente, adenomiose, doenças que muitas vezes caminham juntas e podem comprometer fertilidade, implantação embrionária e qualidade de vida da mulher.
Faço perguntas diretas sobre cólicas, dor nas relações, alterações intestinais, fluxo menstrual, dores pélvicas e histórico clínico. Depois disso, realizo um exame ginecológico rigoroso. Havendo suspeita, encaminho imediatamente para exames especializados, como ressonância magnética pélvica ou ultrassom com preparo intestinal realizado por especialistas em endometriose.
É assim que consigo detectar a doença precocemente e iniciar um tratamento adequado antes que a fertilidade seja comprometida de forma silenciosa.
E existe um detalhe importante: essa investigação não deveria acontecer apenas em mulheres inférteis.
Mesmo mulheres que ainda não desejam engravidar precisam ser investigadas quando apresentam sintomas sugestivos.
O diagnóstico da endometriose não deveria demorar anos.
A pesquisa precisa começar cedo. Na primeira consulta de infertilidade ou até mesmo em uma consulta ginecológica de rotina.
As informações contidas nas publicações deste perfil são de uso educacional e informativo: não substituem o aconselhamento adequado de um médico. Procure sempre a ajuda de um profissional especializado.
Dr. Arnaldo Cambiaghi - CRM 33.692 RQE 42074
Título Especialista Reprodução Assistida: RQE 42074-1
IPGO - Medicina da Reprodução