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IPGO Há mais de 20 anos o IPGO vem se dedicando à pesquisa e ao tratamento de mulheres e homens

Há mais de 20 anos o Centro de Reprodução Humana do IPGO vem se dedicando à pesquisa e ao tratamento de mulheres e homens que desejam ter filhos e não conseguem naturalmente. O coordenador e diretor do IPGO, Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi, além de ser estudioso da reprodução humana, cuida da manutenção do equilíbrio do sistema reprodutor feminino, essencial para o bem-estar da mulher. Este site foi planejado com intuito de elucidar as curiosidades, medos, incertezas e inquietações que cercam estas pessoas. As informações são escritas de forma simples, verdadeiras e didáticas, sem esquecer a precisão científ**a de um livro especializado.

O uso das canetas emagrecedoras trouxe novas questões para a medicina reprodutiva. Algumas pacientes iniciam esses medic...
30/09/2026

O uso das canetas emagrecedoras trouxe novas questões para a medicina reprodutiva. Algumas pacientes iniciam esses medicamentos por conta própria, acreditando que perder peso resolverá as dificuldades para engravidar. Mas cada caso precisa ser avaliado individualmente.

Na fertilização in vitro, informe à equipe médica se você usa ou usou recentemente algum medicamento para emagrecimento. Diga o princípio ativo, a dose, a data da última aplicação e quem prescreveu.

“Caneta emagrecedora” não é um único remédio: há substâncias diferentes, com efeitos e recomendações próprias.

Essa informação pode mudar o planejamento. Na coleta dos óvulos, pode haver sedação ou anestesia.

Alguns desses medicamentos retardam o esvaziamento do estômago, aspecto que a equipe de anestesia precisa considerar para planejar o procedimento com segurança. Se há possibilidade de gravidez, também é necessário seguir as recomendações específ**as de cada medicamento e avaliar quando interrompê-lo, se indicado.

Isso não signif**a que todas devam suspender a medicação pelo mesmo período ou que esses remédios sejam sempre incompatíveis com a fertilização. A decisão depende do medicamento, da indicação, da saúde da paciente e da etapa do tratamento. Não inicie nem interrompa o uso sem orientação médica.

Antes da estimulação ovariana, da coleta ou da transferência embrionária, conte ao seu médico tudo o que está usando, inclusive medicamentos manipulados. O objetivo é planejar cada etapa com segurança e considerar benefícios e riscos para você e para uma possível gestação.

Na fertilidade, informação completa também faz parte do tratamento.

A Anvisa alerta que medicamentos agonistas de GLP-1 devem ser informados à equipe antes de anestesia ou sedação profunda, devido ao possível risco de aspiração


As informações contidas nas publicações deste perfil são de uso educacional e informativo: não substituem o aconselhamento adequado de um médico. Procure sempre a ajuda de um profissional especializado.

Dr. Arnaldo Cambiaghi - CRM 33.692 RQE 42074
Título Especialista Reprodução Assistida: RQE 42074-1
IPGO - Medicina da Reprodução

29/09/2026

Agora vamos para a Parte 3: a microbiota intestinal.

Pode parecer surpreendente, mas o que acontece no intestino pode ter relação com a fertilidade. Hoje sabemos que a microbiota intestinal participa de funções muito além da digestão: ela influencia o metabolismo dos hormônios, o sistema imunológico e o controle da inflamação, mecanismos importantes para a saúde reprodutiva.

Quando ocorre um desequilíbrio dessa comunidade de microrganismos, chamado disbiose intestinal, podem surgir alterações metabólicas e inflamatórias que vêm sendo estudadas por sua possível relação com endometriose, receptividade endometrial, implantação embrionária e resultados reprodutivos.

Esse também é um tema muito atual. No 42º Congresso Anual da ESHRE, realizado em Londres, em julho de 2026, foi apresentado um estudo mostrando que mulheres com disbiose intestinal apresentaram menor probabilidade de nascimento com vida e levaram mais tempo para alcançar esse resultado. É importante destacar que o estudo mostrou uma associação e não provou que a disbiose seja a causa dessas dificuldades.

E existe outro ponto muito interessante: alimentação, fibras, atividade física, sono, controle do peso e hábitos de vida podem influenciar diretamente a composição da nossa microbiota.

Na nossa live, conversamos sobre essa conexão entre intestino e fertilidade, o que a ciência já demonstrou e até onde podemos chegar hoje na investigação e no tratamento.

Assista ao vídeo completo e entenda por que cuidar do intestino também pode fazer parte de uma visão mais ampla da saúde reprodutiva.


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Dr. Arnaldo Cambiaghi - CRM 33.692 RQE 42074
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29/09/2026

Agora vamos para a Parte 2: a microbiota seminal.

Durante muito tempo, quando avaliávamos a fertilidade masculina, o foco f**ava principalmente na quantidade, motilidade e morfologia dos espermatozoides. Hoje, sabemos que existem outros fatores que também podem participar desse processo, e um deles é a microbiota presente no sêmen.

Esse é um assunto relativamente novo e que vem ganhando cada vez mais espaço na reprodução assistida. O tema ganhou ainda mais força recentemente no 42º Congresso Anual da ESHRE, a Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, realizado em Londres, no ExCeL London, de 5 a 8 de julho de 2026, onde novos estudos chamaram a atenção para a possível relação entre a microbiota seminal e a fertilidade masculina.

A microbiota seminal corresponde ao conjunto de microrganismos encontrados no trato reprodutivo masculino e no próprio sêmen. Quando existe um desequilíbrio desse ambiente, chamado disbiose, podem ocorrer alterações inflamatórias que vêm sendo estudadas por sua possível relação com a qualidade dos espermatozoides, motilidade, fragmentação do DNA espermático e potencial reprodutivo.

Mas esse é um campo ainda em evolução. Precisamos entender melhor quais alterações realmente têm importância clínica e, principalmente, quais pacientes podem se beneficiar dessa investigação.

Na nossa live, explicamos o que já sabemos sobre microbiota seminal, o que foi apresentado recentemente nos grandes congressos da especialidade e qual pode ser sua importância na investigação da fertilidade masculina.

Assista ao vídeo completo e entenda por que a microbiota seminal está se tornando uma nova fronteira na fertilidade masculina.


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Dr. Arnaldo Cambiaghi - CRM 33.692 RQE 42074
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29/09/2026

Dia 23 de setembro, tive a honra de participar de uma live juntamente com a nutricionista Jociane Catafesta, em que conversamos sobre um assunto muito interessante e cada vez mais presente quando falamos em fertilidade: a MICROBIOTA.

Dividimos esse tema em três partes importantes: microbiota endometrial, microbiota seminal e microbiota intestinal. Abordamos cada uma delas, suas particularidades e o que a ciência já conhece sobre a possível influência desses diferentes ambientes na reprodução.

E vamos começar agora pela Parte 1: A MICROBIOTA ENDOMETRIAL.

Quando falamos em microbiota endometrial, estamos falando dos microrganismos que podem estar presentes dentro da cavidade uterina. Durante muito tempo acreditou-se que o interior do útero fosse praticamente estéril, mas hoje sabemos que esse ambiente pode apresentar uma comunidade própria de microrganismos.

E por que isso chama tanta atenção na reprodução assistida?

Porque alterações nesse equilíbrio vêm sendo estudadas por sua possível relação com inflamação endometrial, receptividade do endométrio, implantação do embrião e até com algumas situações de falhas repetidas de implantação.

Mas é importante ter cuidado: ainda existem muitas perguntas sem respostas definitivas e nem toda alteração encontrada signif**a que existe uma doença ou que seja necessário algum tratamento.

No vídeo completo, explicamos o que realmente sabemos até agora, quais são as limitações dos exames e em quais situações essa investigação pode fazer sentido.

Assista ao vídeo completo e entenda melhor a importância da microbiota endometrial na fertilidade.


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A distância que é longe no mapa, mas nos cuidados ela é muito próxima.Para muitos casais, o desejo de realizar um tratam...
23/09/2026

A distância que é longe no mapa, mas nos cuidados ela é muito próxima.

Para muitos casais, o desejo de realizar um tratamento de fertilização em São Paulo vem acompanhado de uma preocupação: como conciliar esse sonho com a distância? São passagens aéreas, hospedagem, alimentação fora de casa, afastamento do trabalho e a necessidade de interromper a rotina pessoal e profissional. Para o homem e para a mulher, esse deslocamento pode tornar uma fase delicada ainda mais angustiante e cansativa.

Foi pensando nesses pacientes que organizamos uma forma de realizar o tratamento à distância com segurança e acolhimento. Sempre que possível, consultas, exames, ultrassonografias e parte do acompanhamento podem ser realizados na cidade onde o casal mora, com orientação da nossa equipe. A vinda a São Paulo f**a reservada aos momentos indispensáveis, como a coleta dos óvulos e a transferência embrionária.

Cada etapa é planejada com antecedência para reduzir imprevistos, evitar viagens desnecessárias e permitir a compra de passagens nas melhores condições possíveis. Nosso objetivo é diminuir os dias longe de casa, do trabalho e da família, sem comprometer a qualidade ou a segurança do tratamento.

Mais do que organizar datas e procedimentos, queremos oferecer tranquilidade. Sabemos que a distância existe no mapa, mas ela não pode existir no cuidado. Por isso, permanecemos próximos, disponíveis e atentos a cada detalhe, para transformar um percurso que parecia difícil em uma jornada mais leve, organizada e possível.

Você pode estar longe de São Paulo, mas nunca estará longe da nossa atenção.

Para baixar o e-book acesse o link da minha Bio e clique em E-books.


Dr. Arnaldo Cambiaghi - CRM 33.692 RQE 42074
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17/09/2026

Por muito tempo, quando um tratamento de fertilização não dava certo, os olhos se voltavam quase exclusivamente para a mulher.

Para a idade dela. Para os óvulos dela. Para o útero dela. Para aquilo que ela poderia ter feito diferente.

E muitas mulheres carregaram, em silêncio, um peso que nunca deveria ter sido apenas delas.

A ciência avançou. E hoje sabemos que o homem também participa de forma decisiva da qualidade embrionária e dos resultados dos tratamentos de reprodução assistida.

A idade paterna, a qualidade dos espermatozoides, a fragmentação do DNA, o excesso de peso, o sedentarismo, o tabagismo, o álcool, alterações metabólicas e outros hábitos de vida podem interferir no desenvolvimento do embrião e, em determinadas situações, contribuir para alterações cromossômicas.

Isso não signif**a transferir a culpa de um lado para o outro. Signif**a fazer uma investigação mais justa, completa e responsável.

Quando um embrião apresenta uma alteração genética, também precisamos compreender exatamente o que foi encontrado. Algumas alterações segmentais que, no passado, poderiam levar ao descarte imediato de um embrião, hoje podem exigir uma análise mais cuidadosa antes de qualquer decisão definitiva.

Cada embrião merece ser compreendido. Cada casal merece ser investigado por inteiro.

E nenhuma mulher deveria sair de um tratamento malsucedido acreditando que tudo aconteceu simplesmente porque seus óvulos envelheceram.

Na reprodução assistida moderna, não existe mais espaço para olhar apenas para metade do casal.

O tratamento é dos dois. A investigação também precisa ser.

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03/09/2026

Será que a idade afeta apenas os óvulos ou também o útero que vai receber o embrião?

Quando falamos em fertilidade e idade, quase sempre pensamos nos óvulos. Mas o útero também merece atenção.

Ele envelhece de maneira diferente dos ovários e pode preservar sua capacidade de gestar por mais tempo. Ainda assim, pode apresentar menor circulação sanguínea, inflamação persistente, envelhecimento celular, fibrose e alterações na resposta à progesterona. Essas mudanças podem interferir no endométrio, o tecido que recebe o embrião.

Miomas, pólipos, adenomiose e endometrite também podem comprometer esse ambiente e precisam ser avaliados conforme a história de cada mulher.

Por isso, um embrião de boa qualidade não é o único protagonista. Mesmo com óvulos doados, o útero precisa de atenção. E a espessura do endométrio no ultrassom, isoladamente, não conta toda a história.

Isso não signif**a que uma mulher acima dos 40 anos seja incapaz de engravidar. Signif**a que a avaliação e o preparo devem ser individualizados, identif**ando alterações tratáveis e cuidando também da saúde geral.

Não existe, hoje, tratamento comprovado para rejuvenescer completamente o útero. Mas existem condições que podem ser diagnosticadas e tratadas.

Reconhecer o envelhecimento uterino não é perder a esperança. É ampliar o cuidado para que o embrião encontre um ambiente mais favorável ao seu desenvolvimento.

Para ler o meu artigo completo, acesso o link da minha Bio e clique me Blog.


As informações contidas nas publicações deste perfil são de uso educacional e informativo: não substituem o aconselhamento adequado de um médico. Procure sempre a ajuda de um profissional especializado.

Dr. Arnaldo Cambiaghi - CRM 33.692 RQE 42074
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26/08/2026

Existem pacientes que, além de enfrentarem toda a carga emocional de um tratamento de fertilidade, ainda precisam vencer a distância.

São mulheres e casais que deixam suas casas, suas cidades, o trabalho e a rotina para viajar até São Paulo. Precisam organizar passagens, hospedagem, compromissos profissionais, medicações, exames e, muitas vezes, tudo isso em meio à ansiedade de quem carrega um sonho muito importante.

Por isso, quando cuidamos de uma paciente que mora longe, não podemos olhar apenas para o tratamento. Precisamos olhar para toda a jornada.

Nosso objetivo é organizar cada etapa com o máximo de precisão possível, antecipar decisões, reduzir deslocamentos desnecessários, orientar exames que possam ser realizados na cidade de origem e tentar tornar a permanência em São Paulo mais objetiva, segura e menos desgastante.

Porque a distância geográf**a não pode se transformar em distância no cuidado.

Mesmo a centenas ou milhares de quilômetros, queremos que cada paciente se sinta próxima, acompanhada e acolhida. Que saiba quando deve vir, quanto tempo provavelmente precisará permanecer e que tenha uma equipe disponível para ajudá-la em cada etapa do caminho.

Foi pensando nessas pacientes que escrevi também um e-book dedicado ao tratamento de fertilização à distância, para tornar essa jornada mais organizada, previsível e humana.

O mapa pode mostrar muitos quilômetros entre nós. Mas, no cuidado, na atenção e no compromisso com cada detalhe, quero que essa distância seja cada vez menor.

Porque quem já percorre um caminho emocional tão intenso para realizar o sonho de ter um filho merece encontrar, do outro lado, acolhimento, precisão e a sensação de nunca estar sozinha nessa jornada.

Infertilidade não é apenas a dificuldade de engravidar. É também uma experiência que envolve tempo, expectativa, frustra...
23/06/2026

Infertilidade não é apenas a dificuldade de engravidar. É também uma experiência que envolve tempo, expectativa, frustração, saúde física, saúde emocional e, muitas vezes, silêncio.

O Junho Laranja existe para lembrar que falar sobre infertilidade é falar sobre acolhimento, diagnóstico precoce e acesso ao tratamento adequado.

A investigação deve ser individualizada, mas alguns sinais merecem atenção:

🟠Tentativa de gravidez por 12 meses em mulheres com menos de 35 anos,
🟠Por 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais
🟠Ciclos irregulares
🟠Endometriose
🟠 Alterações no espermograma.

Quanto mais cedo o casal procura orientação especializada, maiores podem ser as possibilidades de compreender a causa e definir a melhor estratégia.

Você não está sozinha. Infertilidade tem caminhos, investigação e tratamento.

MedicinaReprodutiva IPGO

Entre todos os projetos que a medicina reprodutiva me permitiu viver ao longo de tantos anos, a ovodoação sempre ocupou ...
17/06/2026

Entre todos os projetos que a medicina reprodutiva me permitiu viver ao longo de tantos anos, a ovodoação sempre ocupou um lugar muito especial. Talvez porque ela represente, de forma tão clara, o melhor do ser humano: a capacidade de ajudar alguém a realizar um sonho.

De um lado, existem mulheres que enfrentaram perdas, o avanço da idade, tratamentos oncológicos, menopausa precoce ou simplesmente a impossibilidade de gerar filhos com os próprios óvulos. Do outro lado, existem mulheres generosas, sensíveis e empáticas, que compreendem a importância da maternidade para outra pessoa e aceitam participar desse processo de forma ética, anônima e responsável.

A ovodoação não é apenas uma técnica da medicina. É um encontro entre esperança e solidariedade. É a prova de que, às vezes, a vida encontra caminhos extraordinários para que uma família possa nascer.

Tenho enorme respeito e gratidão por todas as mulheres que se dispõem a participar desse processo. Cada doadora carrega consigo um gesto de generosidade que transcende a ciência e toca profundamente a vida de outras pessoas.

Ao longo da minha trajetória, testemunhei incontáveis histórias de felicidade construídas graças a esse ato de amor ao próximo. Cada nascimento reforça a convicção de que a ciência, quando associada ao cuidado e ao respeito, é capaz de transformar vidas e construir famílias.

E poucas coisas na vida são tão grandiosas quanto transformar esperança em vida.

Mais detalhes sobre ovorecepção e ovodoação você encontra ni site do IPGO www.ipgo.com.br ou clique no link da junta BIO para acessar o site.

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