Reversão de Vasectomia

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Reversão de Vasectomia A reversão da vasectomia é a maneira mais custo-efetivo de conseguir a gravidez após um vasectomi

A taxa do sucesso para a reversão da vasectomia é maior que 95% quando o espermatozóide é identificado no decorrer da cirurgia. As possibilidades de encontrar o espermatozóide no decorrer da reversão da vasectomia são determinadas por dois fatores importantes: o tempo decorrido desde a vasectomia e a reversão da mesma. Quando o intervalo do tempo entre a vasectomia e a reversão da vasectomia é maior de 15 anos, as possibilidades de se desenvolver uma obstrução epididimária secundária é de aproximadamente 70%. Se o espermatozóide não for identificado no decorrer da reversão da vasectomia, um epididimovasostomia estará bem indicada para reverter a vasectomia. O sucesso da reversão da vasectomia com epididimovasostomia é 65-70%.

27/07/2026

Como você reage quando a pessoa que ama conquista algo importante?

Há quem celebre com entusiasmo. Há quem reconheça, mas mude rapidamente de assunto. E também há quem diminua a conquista ou se sinta incomodado, mesmo sem perceber.

Essa reação pode dizer muito sobre a dinâmica do relacionamento.

Algumas classificações populares falam em quatro formas de lidar com o crescimento do parceiro: impedir, tolerar, celebrar ou incentivar. Embora essa divisão não seja um modelo formal da psicologia, ela se aproxima de pesquisas sobre como os casais respondem às boas notícias um do outro.

Estudos de Shelly Gable mostram que respostas ativas e construtivas, marcadas por interesse, entusiasmo e valorização, estão associadas a mais intimidade e satisfação no relacionamento.

As pesquisas de John Gottman seguem uma direção semelhante ao destacar admiração, respeito, amizade e apoio como elementos importantes para relações mais estáveis e satisfatórias.

Isso não significa que comparação, insegurança ou desconforto nunca apareçam. Essas emoções fazem parte da experiência humana.

O problema começa quando o sucesso do outro é vivido constantemente como ameaça, competição ou perda de espaço.

Em uma relação madura, o crescimento de um não precisa diminuir o outro.

Ele pode ampliar os projetos, fortalecer a parceria e criar novas possibilidades para o futuro do casal.

Talvez a pergunta mais útil seja esta:

Quando a pessoa que você ama avança, você consegue caminhar ao lado dela?

👨‍⚕️ Dr. Charles Rosenblatt
Urologista | Mestre e Doutor pela USP
CRM-SP 52819 | RQE 58736

📌 Conteúdo educativo e informativo, elaborado com base em evidências científicas. As informações apresentadas têm caráter geral e não substituem avaliação médica ou psicológica individualizada.

24/07/2026

No começo de um relacionamento, quase tudo desperta curiosidade. Há novas conversas, lugares, hábitos, experiências e formas de enxergar a vida.

Com o tempo, a rotina muda. O casal passa a dividir contas, compromissos, tarefas e preocupações. Isso faz parte da vida a dois, mas pode reduzir o espaço dedicado à descoberta.

O Modelo de Expansão do Self, desenvolvido pelos pesquisadores Arthur e Elaine Aron, ajuda a entender esse processo. A ideia é que uma relação também pode ampliar nossos interesses, experiências e percepção de quem somos.

Quando duas pessoas vivem algo novo juntas, a relação ganha outros assuntos, lembranças e formas de interação. Pode ser um esporte, uma viagem, um curso, um hobby ou mesmo um projeto simples fora da rotina.

Isso não significa que basta marcar atividades diferentes para recuperar a paixão. Desejo e intimidade também dependem de comunicação, confiança, respeito, segurança emocional e da forma como o casal enfrenta os conflitos.

Mas quando a convivência se resume a responsabilidades, a relação pode perder parte da curiosidade que existia no início.

Amor não depende de novidade constante. Ainda assim, continuar aprendendo e vivendo experiências juntos pode ajudar o casal a não se tornar apenas uma equipe de tarefas.

A proximidade também se constrói quando duas pessoas continuam interessadas uma na outra, inclusive nas mudanças que acontecem com o passar dos anos.

Dr. Charles Rosenblatt
Urologista | Mestre e Doutor pela USP
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25/05/2026

Durante muitos anos, o HPV foi discutido quase exclusivamente sob a perspectiva feminina — especialmente relacionado ao colo do útero e ao câncer cervical.

Mas essa visão ficou incompleta.

No meu doutorado, ainda no início dos anos 2000, investiguei uma pergunta importante:

o HPV é uma infecção individual… ou compartilhada pelo casal?

Os resultados já mostravam algo muito claro:
• cerca de metade dos parceiros de mulheres com lesões cervicais apresentavam HPV detectável
• e muitos casais compartilhavam o mesmo subtipo viral

Ou seja: o HPV já se mostrava uma infecção do casal.

Anos depois, grandes estudos internacionais reforçaram essa compreensão. O estudo HIM, publicado no The Lancet, mostrou que:
• a infecção por HPV em homens é extremamente comum
• pode persistir por muitos meses
• e a transmissão continua ocorrendo dentro das relações

E aqui existe um ponto importante:

quando apenas uma pessoa recebe atenção ou acompanhamento, o vírus pode continuar circulando entre o casal.

Isso ajuda a entender situações como:
• persistência viral
• recorrência de lesões
• dificuldade no controle da infecção

Hoje, a medicina entende o HPV de forma mais ampla.

Prevenção, vacinação, orientação e acompanhamento precisam considerar o contexto do casal — e não apenas um indivíduo isoladamente.

Conteúdo informativo com finalidade educativa, conforme Art. 9º da Resolução CFM nº 2.336/2023.

Dr. Charles Rosenblatt
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O conteúdo deste canal tem caráter exclusivamente educativo e informativo e não substitui avaliação médica individualizada. Em caso de dúvidas, consulte seu médico de confiança.

22/05/2026

Você dorme… mas acorda cansado?

O problema nem sempre é insônia.
Em muitos casos, pode ser o chamado jet lag social.

Isso acontece quando o relógio biológico funciona em um ritmo, mas a rotina diária obriga o corpo a operar em outro.

Durante a semana:
poucas horas de sono
despertador cedo
cansaço acumulado

No fim de semana:
horários completamente diferentes
sono tardio
tentativa de “compensar” o desgaste

O cérebro interpreta essa mudança constante como se estivesse atravessando fusos horários repetidamente.

E o impacto pode ir além do cansaço.

Alterações no sono e no ritmo circadiano podem influenciar:

produção hormonal
libido
ereções noturnas
energia mental
humor
recuperação física

Muitos homens acreditam que o problema está apenas na idade, no estresse ou em hormônios baixos.

Mas, em alguns casos, o organismo simplesmente perdeu regularidade.

Sono não envolve apenas quantidade.
Regularidade também é fundamental.

Dormir em horários consistentes faz parte da saúde hormonal, metabólica e sexual.

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20/05/2026

Existe uma ideia bastante difundida de que a cannabis pode melhorar a vida sexual.

14/05/2026

Muitas mulheres chegam emocionalmente esgotadas pensando: "Ele não me deseja mais."

Mas nem sempre o problema é falta de amor, atração ou interesse.
Em alguns casos, pode existir um quadro chamado BIND, uma disfunção neurológica associada ao uso de benzodiazepínicos. Na prática, o que aparece é mais cansaço, menos presença emocional, redução do toque, perda de iniciativa e uma desconexão afetiva e sexual que ninguém consegue explicar direito.

E aí nasce um ciclo silencioso: ela se sente rejeitada, ele se sente pressionado, e os dois se afastam sem entender o motivo.
Quando o cérebro permanece em estado de alerta constante, o corpo perde a capacidade de relaxar. E sem relaxamento, o desejo muitas vezes desaparece.

Entender isso muda tudo. A culpa diminui. A cobrança diminui. E abre espaço pra reconexão.

Porque, em muitos casos, nunca foi sobre falta de amor. Era um sistema nervoso tentando voltar ao equilíbrio.
Agende sua consulta: (11) 99989-1500

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14/05/2026

Uma em cada três pessoas já consulta a IA antes de falar com o médico. Eu vejo isso acontecer todos os dias no consultório.

Cerca de 30% das pessoas usam o ChatGPT pra tirar dúvidas de saúde. E tem um detalhe que quase ninguém fala abertamente: isso não é uma consulta médica. É uma busca bem explicada.

A IA organiza informações melhor que o Google, explica com clareza e às vezes até acalma. Mas ela não conhece você. Não sabe seu histórico. Não examina. Não enxerga o contexto completo.

E o problema raramente é óbvio. É sutil. A IA pode subestimar um sintoma que merecia atenção ou ampliar uma preocupação que não merecia nenhuma.

Usar IA pra entender melhor sua saúde é válido, até bem-vindo. Mas usá-la no lugar do médico é uma escolha com consequências reais. A medicina evoluiu.

O paciente também. Mas a decisão final ainda precisa vir de alguém que olhe pra você, não só pra seus dados.

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Em caso de dúvidas, consulte seu médico de confiança.

07/05/2026

Durante anos, a reposição de testosterona foi cercada por dúvidas, principalmente sobre risco cardiovascular.

Esse cenário começou a mudar com evidências mais robustas. O estudo TRAVERSE, um dos mais relevantes da área, mostrou que, quando existe indicação adequada e acompanhamento médico, a reposição de testosterona não esteve associada a maior risco de infarto ou AVC nas populações avaliadas.

O peso dessas evidências foi suficiente para que, em 2025, a FDA revisasse os alertas relacionados ao risco cardiovascular do tratamento.

Mas isso não significa que testosterona seja indicada para todos.

A medicina atual é clara nesse ponto: cada caso precisa de avaliação individualizada, análise de sintomas, exames adequados e acompanhamento médico contínuo. Não existe protocolo único.

Testosterona não é vilã. Também não é solução universal. Quando bem indicada, pode fazer parte de uma abordagem voltada à saúde, qualidade de vida e bem-estar de pacientes específicos.

O que orienta essa decisão não é modismo nem medo. É evidência, critério e individualização.

Dúvidas? Procure um médico para avaliação.

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28/04/2026

Disfunção erétil não é só uma questão de ereção. A medicina sexual já entende isso faz tempo.

Tadalafila e sildenafil funcionam, quando bem indicados. Mas em vários casos não resolvem tudo. E não é por falha do medicamento.

É que muitos casos têm outras camadas: ansiedade de desempenho, comparação, expectativas irreais, distância no relacionamento. E aí se forma um ciclo que você provavelmente reconhece. Dificuldade gera insegurança, insegurança gera nova dificuldade. Medicação, sozinha, não quebra esse ciclo.

Por isso a abordagem hoje é mais ampla: avaliação individualizada, contexto emocional, expectativas, dinâmica do relacionamento. Não como protocolo de checklist, mas porque esses fatores afetam o resultado de verdade.

Se tiver dúvida, procure um urologista para avaliação.

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20/04/2026

Depois de anos na medicina, aprendi que nem tudo está nas minhas mãos.
Demorei um tempo para aceitar isso.

A fé, pra mim, não é ritual. É o que segura quando o peso do dia não passa com o fim do plantão.

Lidar com dor, com incerteza, com perda, isso cobra. E sem alguma coisa que sustente por dentro, a gente começa a transbordar sem perceber.
A fé não me dá respostas.

Mas me lembra que eu tenho responsabilidade, não controle absoluto.

Que existe algo maior do que o que sei fazer.

E isso não me torna um médico pior. Me protege de achar que sou o único responsável por tudo que acontece.
Me protege da culpa que paralisa.

Da sensação de que eu deveria ter feito mais, quando já fiz tudo que estava ao meu alcance.

No fim, fé pra mim é isso: conseguir estar presente sem me consumir. Cuidar sem me perder.

Não sei se é o que funciona pra todo mundo. Mas é o que funciona pra mim.

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Dr. Charles Rosenblatt CRM-SP 52819 | RQE 58736 – Urologia

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