25/09/2026
Você sabia que a forma como classificamos uma doença pode mudar sua prevalência?
Essa é a principal reflexão do nosso novo editorial publicado no The Journal of Rheumatology:
"Spondyloarthritis in Indigenous Populations: How Classification Shapes Epidemiology".
Nas últimas décadas, a classificação das espondiloartrites evoluiu significativamente. A introdução da espondiloartrite axial não radiográfica, o uso da ressonância magnética e, mais recentemente, os critérios de classificação revisados ASAS-SPARTAN, ampliaram nossa capacidade de reconhecer diferentes formas da doença.
Mas essa evolução também traz um desafio importante: como comparar estudos epidemiológicos realizados em épocas diferentes, quando os critérios para definir a doença mudaram?
No editorial, destacamos a importância de diferenciar diagnóstico clínico de critérios de classificação, reforçando que a interpretação dos dados epidemiológicos depende não apenas da população estudada, mas também dos conceitos utilizados para definir a doença. O editorial utiliza como exemplo um estudo recente sobre a prevalência de espondiloartrites em populações indígenas do Alasca, evidenciando como mudanças nos critérios podem modificar o perfil epidemiológico observado.
Parabéns aos autores e à equipe da ReumatoUSP por mais esta contribuição científica!
Dr Percival Degrava Sampaio-Barros
Carla Gonçalves Schahin Saad
Comente Reumato USP e receba o link do artigo.