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Reumato USP Perfil oficial da Reumatologia do Complexo do Hospital das Clínicas da FMUSP.

Você sabia que a forma como classificamos uma doença pode mudar sua prevalência?Essa é a principal reflexão do nosso nov...
25/09/2026

Você sabia que a forma como classificamos uma doença pode mudar sua prevalência?

Essa é a principal reflexão do nosso novo editorial publicado no The Journal of Rheumatology:
"Spondyloarthritis in Indigenous Populations: How Classification Shapes Epidemiology".

Nas últimas décadas, a classificação das espondiloartrites evoluiu significativamente. A introdução da espondiloartrite axial não radiográfica, o uso da ressonância magnética e, mais recentemente, os critérios de classificação revisados ASAS-SPARTAN, ampliaram nossa capacidade de reconhecer diferentes formas da doença.

Mas essa evolução também traz um desafio importante: como comparar estudos epidemiológicos realizados em épocas diferentes, quando os critérios para definir a doença mudaram?

No editorial, destacamos a importância de diferenciar diagnóstico clínico de critérios de classificação, reforçando que a interpretação dos dados epidemiológicos depende não apenas da população estudada, mas também dos conceitos utilizados para definir a doença. O editorial utiliza como exemplo um estudo recente sobre a prevalência de espondiloartrites em populações indígenas do Alasca, evidenciando como mudanças nos critérios podem modificar o perfil epidemiológico observado.

Parabéns aos autores e à equipe da ReumatoUSP por mais esta contribuição científica!

Dr Percival Degrava Sampaio-Barros

Carla Gonçalves Schahin Saad

Comente Reumato USP e receba o link do artigo.

A Ressonância Magnética tornou-se um recurso indispensável na investigação das Miopatias Autoimunes Sistêmicas. Enquanto...
23/09/2026

A Ressonância Magnética tornou-se um recurso indispensável na investigação das Miopatias Autoimunes Sistêmicas. Enquanto a biópsia tradicional às cegas apresenta limitações devido ao acometimento muscular focal, a imagem por ressonância mapeia com precisão a extensão da inflamação e orienta o melhor sítio para o procedimento.

Sequências sensíveis a fluidos, como o STIR, identificam o edema muscular em fases subclínicas, frequentemente antes da alteração de enzimas como a CPK. A análise conjunta com sequências em T1 permite diferenciar o componente inflamatório reversível do dano estrutural crônico por lipossubstituição e atrofia.

Cada miopatia apresenta uma assinatura radiológica característica. Reconhecer o padrão de distribuição do edema e o envolvimento compartimental otimiza o diagnóstico diferencial entre Dermatomiosite, Miopatia Necrosante Imunomediada, Polimiosite e Doença por Corpos de Inclusão.

Arraste para o lado e confira os detalhes radiológicos de cada patologia.

Dra. Renata Miossi - Médica Assistente dos Ambulatórios de Esclerose Sistêmica, Doença Mista, Miopatias e CEDMAC.
Médica Assistente de Capilaroscopia.

A artrite psoriásica vai muito além da sinovite. O ultrassom é uma ferramenta sensível para detectar inflamação em difer...
22/09/2026

A artrite psoriásica vai muito além da sinovite. O ultrassom é uma ferramenta sensível para detectar inflamação em diferentes estruturas dos dedos e auxiliar no diagnóstico precoce da doença.

📌 Principais achados:

💠 Entesite – inflamação nas inserções tendíneas e ligamentares, uma das lesões características da APs.

💠 Peritendinite dos extensores – achado frequente na APs e pouco comum na artrite reumatoide.

💠 Espessamento das polias flexoras – especialmente da polia A2, considerada uma êntese funcional e frequentemente acometida.

💠 Alterações ungueais – acometimento da matriz, do leito ungueal e das lâminas ungueais: reforçando a relação entre unha e doença articular.

💠 Dactilite – combinação de sinovite, tenossinovite, entesite e edema de partes moles, resultando no clássico “dedo em salsicha”.

🎯 A identificação desses achados amplia a acurácia diagnóstica e ajuda a diferenciar a APs de outras artrites inflamatórias.

Dra Lissiane Guedes | Reumatologista/ ultrassom reumatológico
CRM 97430
RQE 131580

Referências
• OMERACT Ultrasound Definitions for Psoriatic Arthritis (2019)
• EULAR Recommendations for Imaging in Psoriatic Arthritis and Spondyloarthritis (2024)
• Naredo E et al. Rheumatology (Oxford). 2011.
• Tinazzi I et al. J Rheumatol. 2012.
• Gloudemans M et al. RMD Open. 2024.

E se a dor persistente não significar que a inflamação está ativa?Essa é uma questão fundamental no acompanhamento da Ar...
17/09/2026

E se a dor persistente não significar que a inflamação está ativa?

Essa é uma questão fundamental no acompanhamento da Artrite Reumatoide.

A dor é uma das principais informações consideradas na avaliação do paciente, mas ela pode ter diferentes origens. Quando fatores não inflamatórios estão envolvidos, interpretar toda dor como sinal de atividade da doença pode levar a decisões terapêuticas que nem sempre correspondem à real necessidade daquele paciente.

É nesse contexto que ferramentas de imagem, como o Ultrassom Power Doppler, ganham importância. Elas ajudam a tornar o acompanhamento mais preciso, oferecendo informações que complementam a avaliação clínica e contribuem para decisões mais individualizadas.

O trabalho apresentado pela equipe de Reumatologia do HCFMUSP no EULAR 2026 reforça uma mensagem importante: compreender a origem da dor é essencial para evitar tratamentos desnecessários e direcionar melhor o cuidado.

🔬 Ciência, tecnologia e avaliação especializada também fazem parte de um tratamento cada vez mais preciso na Artrite Reumatoide.

Dra. Karina R. Bonfliglioli

A reumatologia exige olhar clínico, rigor científico e profunda empatia para transformar a trajetória de quem convive co...
15/09/2026

A reumatologia exige olhar clínico, rigor científico e profunda empatia para transformar a trajetória de quem convive com doenças crônicas 🩺.

Hoje celebramos a dedicação dos especialistas que unem ciência de ponta e acolhimento na busca contínua pela remissão e qualidade de vida 🔬✨.

Parabéns a todos os colegas pelo compromisso com a excelência e o cuidado humanizado. 🤝

Feliz Dia do Reumatologista, ReumatoUSP. 💙

🫁 Você ainda se perde entre DPI, FPP, FPI, PIU e PINE?As doenças pulmonares intersticiais (DPIs) são uma das principais ...
14/09/2026

🫁 Você ainda se perde entre DPI, FPP, FPI, PIU e PINE?

As doenças pulmonares intersticiais (DPIs) são uma das principais causas de morbidade e mortalidade nas doenças reumáticas, mas a nomenclatura mudou recentemente.

Neste carrossel resumimos os principais conceitos da atualização internacional ERS/ATS 2025, incluindo a nova classificação dos padrões tomográficos intersticiais e sua aplicação prática nas doenças reumáticas.

📌 Artrite reumatoide → PIU
📌 Esclerose sistêmica → PINE
📌 Miosites → PINE + PO
📌 Sjögren → PIL com cistos
📌 Anti-MDA5 → atenção para DAD rapidamente progressive

Além disso, reforçamos uma das dúvidas mais frequentes:
❗FPI (Fibrose Pulmonar Idiopática) não é sinônimo de FPP (Fibrose Pulmonar Progressiva).
A FPI é uma doença específica. Já a FPP é um fenótipo de progressão que pode ocorrer em diferentes DPIs fibróticas.

Dra Ana Paula Luppino Assad

✨ Dias de muito aprendizado, troca de experiências e conquistas no SBR 2026!Entre os dias 03 e 05 de setembro, nossos re...
09/09/2026

✨ Dias de muito aprendizado, troca de experiências e conquistas no SBR 2026!

Entre os dias 03 e 05 de setembro, nossos residentes e assistentes estiveram presentes em uma programação intensa, com diversas palestras, discussões científicas e momentos importantes de atualização e compartilhamento de conhecimento em Reumatologia.

E tivemos ainda mais motivos para comemorar: parabéns aos vencedores do Quiz da SBR! 🏆👏 Um momento que reuniu conhecimento, trabalho em equipe e muita dedicação.

Foram dias especiais, que reforçam a importância da formação contínua, da ciência e da troca entre diferentes gerações de profissionais.

Parabéns a todos que participaram e representaram tão bem nossa equipe! 💙

Uma nova revisão sistemática com meta-análise publicada no British Journal of Sports Medicine avaliou 81 estudos e quase...
02/09/2026

Uma nova revisão sistemática com meta-análise publicada no British Journal of Sports Medicine avaliou 81 estudos e quase 3 mil jovens com doenças crônicas, incluindo condições reumáticas pediátricas, para analisar a eficácia de programas de exercício domiciliar.

Os dados mostram que as intervenções em casa melhoram de forma expressiva a capacidade aeróbica, impactando diretamente a saúde cardiovascular, a disposição e a autonomia diária. Para pacientes reumáticos, essa alternativa ajuda a driblar barreiras como dor, fadiga, restrições de deslocamento e exaustão por consultas frequentes.

Os resultados também destacam boa adesão, baixas taxas de abandono e mínimos efeitos adversos, confirmando que a prática é segura quando adequadamente orientada.

Apesar do potencial, os autores alertam para a grande variação metodológica na prescrição dos treinos. O sucesso depende de protocolos estruturados e individualizados, reforçando que o movimento é parte essencial do cuidado médico especializado.

📚 Referência: Sieczkowska SM, et al. Effectiveness and feasibility of home-based physical exercise interventions for children and adolescents with chronic diseases: a systematic review and meta-analysis. British Journal of Sports Medicine (2026).

Bruna Caruso Mazzolani | Nutricionista
CRN SP 56313

Você já ouviu falar da Osteoporose Associada à Gravidez e Lactação (PLO)? 🤰🦴A PLO é uma síndrome rara identificada por f...
01/09/2026

Você já ouviu falar da Osteoporose Associada à Gravidez e Lactação (PLO)? 🤰🦴

A PLO é uma síndrome rara identificada por fraturas por fragilidade, normalmente na coluna, que surgem no final da gravidez ou nos primeiros meses do pós-parto. Infelizmente, essa dor aguda frequentemente é rotulada de forma errada como "esforço e cansaço da maternidade", retardando um tratamento efetivo.

Durante a lactação, o leite drena as reservas de cálcio e a prolactina mantém os níveis de estrogênio baixos, elevando a atividade de reabsorção dos ossos. Embora a maioria das mulheres recomponha seus ossos após o desmame, o cenário é crítico para pacientes com distúrbios de metabolismo ocultos, como as variações patogênicas ligadas ao gene WNT1. Para essas pacientes que apresentam lesões graves e precoces, as vias de tratamento indicadas variam do aconselhamento de desmame e forte suplementação até a indicação de agentes ósseos potentes (Teriparatida ou Romosozumabe), que já mostraram aumentos consistentes na densidade mineral da coluna.

Arraste para o lado e entenda como investigar, diagnosticar e tratar essas mães, devolvendo-lhes saúde e qualidade de vida!
👇
📚 Referências:
Hadji P, et al. (2026) Pregnancy- and lactation-associated osteoporosis: a position statement of the IAPM, IOF, ECTS, ESCEO, IMS, and EMAS. International Journal of Gynecology & Obstetrics.
Matos TC, Dias MKG, Franco AS. (2025) Use of Teriparatide, Denosumab, and Romosozumab in a Postpartum Monogenic Osteoporosis With a WNT1 Pathogenic Variation. JCEM Case Reports.

Dr. André S. Franco
CRM-SP 182740 RQE 99087

Ambulatório de osteoporose e doenças osteometabólicas
Membro da comissão de osteoporose e doenças osteometabólicas da SBR. Membro da ABRASSO.

Endereço

Avenida Drive Arnaldo, 455
São Paulo, SP
01246-903

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Segunda-feira 09:00 - 18:00
Terça-feira 09:00 - 18:00
Quarta-feira 09:00 - 18:00
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