17/05/2026
Aos 17 anos, internaram Marie por esquizofrenia.
Foram 20 anos em Danvers State Hospital tomando o remédio. Doses próximas do letal de um antipsicótico experimental.
Cada efeito colateral foi lido como agravamento da doença.
Mais medicação. Nunca menos.
Um médico, anos depois, revisou o caso. Marie nunca teve esquizofrenia — o quadro dela foi agravado por décadas tomando o remédio para a doença que ela não tinha.
Em 1966, saiu. Mestrado em Harvard. Voltou para Danvers, desta vez como funcionária. Fundou o Balter Institute.
Em 1986, Marlo Thomas ganhou o Emmy interpretando-a. Morreu em 1999.
Parece distante. Não é.
Em 2019, a Johns Hopkins revisou pacientes encaminhados como esquizofrênicos.
**51% foram rediagnosticados.** A maior parte, com ansiedade.
Ainda confundimos ansiedade com psicose.
Pânico com bipolaridade.
Trauma com personalidade. Vidas difíceis com transtornos psiquiátricos.
A primeira resposta do sistema é mais medicação.
Quase nunca, revisão de diagnóstico.
Você tem direito a uma segunda opinião.
Direito a contar sua história inteira.
Direito a perguntar por que aquele rótulo.
Se isso fez sentido para você, marca alguém que precisa ler.
Dia 18 de maio é o **Dia Nacional da Luta Antimanicomial**, simboliza a defesa dos direitos das pessoas com sofrimento mental e o combate ao isolamento em hospitais psiquiátricos. A data promove um modelo de tratamento em liberdade, focado na autonomia e inclusão social.
Agende uma consulta.
Transforme seu caminho.
Dr. Tiago Gil
Médico Anestesista
CRM/SP 157.384 | RQE 64.781
Referência Bibliográf**a:
Balter M, Katz R. *Nobody’s Child*. Addison-Wesley Publishing, 1991. ISBN 978-0201570731.
Coulter C, Baker KK, Margolis RL. Specialized Consultation for Suspected Recent-Onset Schizophrenia: Diagnostic Clarity and the Distorting Impact of Anxiety and Reported Auditory Hallucinations. *J Psychiatr Pract*. 2019 Mar;25(2):76-81.