Dr Rafael Apoloni - Cirurgia Vascular

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Dr Rafael Apoloni - Cirurgia Vascular Dr Rafael Apoloni é especialista em Cirurgia Vascular e Endovascular. Graduação, residência médica e doutorado pela Universidade de São Paulo.

Cirurgia Vascular e Endovascular

Existe uma pergunta que ouço com frequência no consultório: "Já fiz curativo por meses e a ferida não melhora. O que est...
03/08/2026

Existe uma pergunta que ouço com frequência no consultório: "Já fiz curativo por meses e a ferida não melhora. O que está errado?"

Na maioria das vezes, o que está errado não é o curativo, é o diagnóstico. Úlceras crônicas na perna têm causa. E enquanto essa causa não for tratada, nenhum curativo, por mais adequado que seja, vai resolver o problema de forma definitiva.

A circulação é o que mantém a pele viva e capaz de se regenerar. Quando o fluxo está comprometido, a pele naquela região perde a capacidade de cicatrizar normalmente. A ferida abre, trata, reabre. O ciclo se repete.

Cada tipo tem um perfil clínico distinto. A úlcera venosa costuma aparecer na região do tornozelo, com bordas irregulares e inchaço ao redor (menos dolorosa, mas persistente). A arterial surge no pé ou nos dedos, com bordas bem definidas e pele fria (muito dolorosa). A diabética aparece na planta do pé, frequentemente sem dor pela neuropatia associada, com risco elevado de infecção. A hipertensiva é rara, mas extremamente dolorosa, e aparece sem trauma aparente.

Por isso o papel do cirurgião vascular não é só cuidar da lesão, é entender o que está por trás dela. O tratamento parte de dois pilares: controlar a doença de base que originou a úlcera e cuidar localmente da ferida para acelerar a cicatrização. Sem o primeiro pilar, o segundo não sustenta.

Uma referência prática: ferida na perna sem cicatrizar há mais de duas semanas já justif**a uma avaliação vascular. Quanto mais cedo a causa for identif**ada, mais simples e mais rápido o caminho para a cicatrização.

Dr. Rafael Apoloni
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Descobrir um aneurisma de aorta assusta, especialmente quando vem de um exame de rotina, sem nenhum sintoma que tivesse ...
27/07/2026

Descobrir um aneurisma de aorta assusta, especialmente quando vem de um exame de rotina, sem nenhum sintoma que tivesse chamado a atenção antes.

A aorta é a maior artéria do corpo. Quando sua parede se dilata de forma anormal, ultrapassando 3 cm de diâmetro, chamamos de aneurisma. Pode ocorrer em qualquer trecho da aorta, mas é mais frequente na região abdominal, abaixo das artérias renais.

O que torna essa condição particularmente delicada é a ausência de sintomas. A maioria dos aneurismas de aorta não dói, mas quando existe dor intensa no abdômen ou nas costas de forma súbita, pode indicar crescimento rápido ou rotura, o que exige atendimento de urgência.

Os principais fatores de risco são: s**o masculino acima de 55 anos (homens são até cinco vezes mais afetados que mulheres), tabagismo atual ou passado, histórico familiar de aneurisma, hipertensão e aterosclerose.

A decisão de operar depende, principalmente, do tamanho. Aneurismas abaixo de 5,5 cm costumam ser monitorados com exames periódicos. Acima desse limite ou quando há crescimento rápido, superior a 1 cm por ano, a cirurgia passa a ser discutida. O acompanhamento com especialista é o que define o momento certo para agir.

Entendo que receber esse diagnóstico pode causar apreensão. Por isso vale esclarecer: nem todo aneurisma exige cirurgia imediata. O que não deve ser feito é ignorar o acompanhamento.

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Quando foi seu último checkup vascular? Para a maioria das pessoas, a resposta é nunca e o especialista só entra em cena...
20/07/2026

Quando foi seu último checkup vascular? Para a maioria das pessoas, a resposta é nunca e o especialista só entra em cena quando algum sintoma já apareceu.

O problema é que boa parte das doenças vasculares evolui em silêncio. Varizes avançam sem dor. Aneurismas crescem sem sintoma. Obstrução arterial progride até limitar a caminhada.

Quando o sinal aparece, o quadro muitas vezes já está instalado há algum tempo.

O checkup vascular tem dois objetivos:

🟤 identif**ar quem tem risco aumentado de desenvolver doenças vasculares e

🟤 agir antes que elas apareçam.

Na minha prática clínica, percebo que uma avaliação feita no momento certo, antes do sintoma, muda o percurso da doença.

Uma conversa, um eco-Doppler, uma mudança de hábito, podem ser suficientes para evitar um tratamento mais complexo no futuro.

Se você tem algum fator de risco ou simplesmente nunca fez uma avaliação vascular, este é o momento para colocar isso na sua agenda.

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Gravidez e varizes: o que toda gestante precisa saber e o que fazer para se sentir melhor.A gravidez altera a circulação...
13/07/2026

Gravidez e varizes: o que toda gestante precisa saber e o que fazer para se sentir melhor.

A gravidez altera a circulação de formas específ**as: o volume de sangue aumenta, os hormônios favorecem a dilatação das veias e o útero em crescimento pressiona os vasos da pelve.

Quem já tem predisposição genética sente esse conjunto todo nas pernas.

As queixas mais comuns são sensação de peso ao fim do dia, inchaço nos tornozelos, vasinhos e varizes que aparecem ou pioram, câimbras noturnas e sensação de latejamento nas veias.

Tudo isso faz parte do processo, mas alguns sinais pedem atenção. Inchaço súbito em uma perna só, dor ou calor na panturrilha e varizes que crescem rapidamente e doem ao toque não devem ser ignorados. Nesses casos, vale procurar avaliação com cirurgião vascular.

Durante a gestação, o tratamento definitivo não é indicado. O foco é controlar os sintomas: meia de compressão com orientação médica, caminhada leve, elevação das pernas e controle do ganho de peso fazem diferença real no dia a dia.

A boa notícia: na maioria dos casos, as varizes regridem depois do parto, especialmente as que surgiram pela primeira vez na gestação. O corpo leva até 6 meses para se reorganizar.

Se persistirem depois desse período, escleroterapia ou cirurgia podem ser consideradas.

Quem já tinha varizes antes da gravidez ou passou por mais de uma gestação tem maior chance de precisar de tratamento após o parto, por isso o acompanhamento com especialista faz diferença.

Dr. Rafael Apoloni
Cirurgião Vascular e Endovascular
CRM 120.337 SP | RQE 36519

Trombose venosa sem causa aparente, sempre na perna esquerda. Esse padrão tem nome: síndrome de May-Thurner.A condição o...
07/07/2026

Trombose venosa sem causa aparente, sempre na perna esquerda. Esse padrão tem nome: síndrome de May-Thurner.

A condição ocorre quando a artéria ilíaca direita comprime a veia ilíaca esquerda contra a coluna vertebral, dificultando o retorno do sangue dessa perna.

É mais comum em mulheres entre 20 e 50 anos, a anatomia da pelve feminina e fatores hormonais contribuem para essa diferença.

Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV-SP), os sintomas variam de leves (edema mais evidente do lado esquerdo e varizes localizadas) a mais graves (trombose venosa profunda, que pode aumentar o risco de embolia pulmonar).

Na minha prática clínica, percebo que pacientes com varizes ou trombose recorrente sempre do mesmo lado raramente associam isso a uma causa anatômica específ**a.

O diagnóstico pede investigação direcionada: ultrassonografia da safena, veia ilíaca e femoral, em alguns casos, tomografia complementar.

A boa notícia: identif**ada a causa, o tratamento pode ser direcionado a ela, não apenas aos sintomas.

Se você tem histórico de trombose ou varizes assimétricas, sempre do mesmo lado, vale conversar com um cirurgião vascular.

Fonte: Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular – SP (SBACV-SP)

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Percebeu que suas pernas incham menos no inverno? Não é impressão, tem uma explicação vascular direta.O frio provoca vas...
24/06/2026

Percebeu que suas pernas incham menos no inverno? Não é impressão, tem uma explicação vascular direta.

O frio provoca vasoconstrição: as veias se contraem, o retorno venoso melhora e os sintomas de insuficiência venosa tendem a diminuir. Menos peso, menos inchaço, menos desconforto.

O verão é o oposto. O calor dilata as veias, favorece a retenção de líquidos e é quando a maioria dos pacientes sente os sintomas piorar.

O problema do inverno é outro: com as pernas cobertas e sintomas mais discretos, é fácil adiar a avaliação. Percebo isso no consultório, muitos pacientes chegam no fim do ano com um quadro que estava evoluindo há meses sem ser investigado.

Do ponto de vista clínico, o inverno é um bom momento para tratar. Os sintomas estão controlados, a disposição é maior e procedimentos como escleroterapia pedem proteção solar na área tratada, algo mais fácil de manter quando as pernas f**am cobertas naturalmente.

Se você tem varizes ou insuficiência venosa e ainda não fez uma avaliação, o frio é o momento certo.

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Existe um músculo nas suas pernas que funciona como um segundo coração. A maioria das pessoas nunca ouviu falar dele.O s...
09/06/2026

Existe um músculo nas suas pernas que funciona como um segundo coração. A maioria das pessoas nunca ouviu falar dele.

O sóleo f**a na parte inferior da panturrilha e, a cada contração, empurra o sangue venoso de volta para cima. Sem esse bombeamento muscular, o sangue tende a acumular nas pernas. É daí que vêm o peso, o inchaço e, com o tempo, as varizes.

O exercício que mais estimula esse mecanismo é também o mais acessível: a caminhada. Trinta minutos, três a quatro vezes por semana, já fazem diferença mensurável na circulação venosa e linfática. Hidroginástica, natação, musculação com foco na panturrilha e pilates são alternativas igualmente válidas, o importante é manter a regularidade.

Pratico corrida e percebo na prática o que oriento no consultório: quem mantém atividade física consistente apresenta retorno venoso melhor, menos sintomas e progressão mais lenta de insuficiência venosa. Não precisa ser corrida. Precisa ser regular.

Uma ressalva importante: o exercício é aliado do tratamento vascular, não substituto. Se você já tem varizes ou insuficiência venosa diagnosticada, uma avaliação presencial define o que é mais adequado para o seu caso, inclusive quais exercícios evitar em determinados estágios.

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Você faz dieta, malha com regularidade e as pernas continuam iguais.Pode ser lipedema: uma doença crônica reconhecida pe...
26/05/2026

Você faz dieta, malha com regularidade e as pernas continuam iguais.

Pode ser lipedema: uma doença crônica reconhecida pela OMS que causa acúmulo anormal de gordura nas pernas, com dor, inchaço e hematomas.

O lipedema afeta quase exclusivamente mulheres e, por ser pouco conhecido, costuma demorar anos para receber o diagnóstico correto.

Nesse tempo, muitas pacientes acumulam frustração, dietas que não funcionam e tratamentos que não chegam ao problema real.

Os sinais que pedem atenção:
⚪ Pernas e braços desproporcionais ao tronco com mãos e pés normais
⚪ Dor ou sensibilidade ao toque nas coxas e pernas
⚪ Hematomas que surgem sem impacto aparente
⚪ Inchaço que piora ao longo do dia, mesmo sem excessos na alimentação

O lipedema tem estágios. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais simples o manejo clínico e mais opções terapêuticas disponíveis.

O diagnóstico é clínico e feito por avaliação presencial com cirurgião vascular. Se você se identificou com esses sinais, o próximo passo é uma consulta.

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Três condições que parecem iguais, mas têm causas e tratamentos completamente diferentes.A celulite é uma alteração na e...
12/05/2026

Três condições que parecem iguais, mas têm causas e tratamentos completamente diferentes.

A celulite é uma alteração na estrutura da pele, aquele aspecto irregular, de "casca de laranja". É muito comum, não é doença, e pode responder a alguns tratamentos dermatológicos. Não causa dor.

A gordura localizada é o acúmulo de gordura em regiões específ**as como abdômen, quadril, coxas. Responde à dieta e ao exercício, ainda que mais lentamente em algumas pessoas. Também não costuma causar dor ao toque.

O lipedema é diferente das duas. É uma doença crônica, reconhecida pela OMS, que causa acúmulo anormal de gordura nas pernas, sempre poupando mãos e pés. Não responde à dieta nem ao exercício. Além do volume, causa dor, sensibilidade ao toque e hematomas espontâneos.

Na minha prática clínica, é comum receber pacientes que passaram anos tentando "emagrecer" as pernas sem resultado.

O diagnóstico é clínico e precisa ser feito por avaliação presencial. Se você se identif**a com os alguns desses sinais, vale conversar com um cirurgião vascular.

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A hidratação tem um papel muito mais importante na sua saúde vascular do que parece.Quando a ingestão de água é insufici...
28/04/2026

A hidratação tem um papel muito mais importante na sua saúde vascular do que parece.

Quando a ingestão de água é insuficiente, o sangue pode se tornar mais viscoso, dificultando a circulação e exigindo mais esforço do coração.

Com o tempo, isso pode impactar a pressão arterial e sobrecarregar o sistema circulatório, principalmente em pessoas com hipertensão, diabetes ou doenças vasculares.

Por outro lado, manter uma boa hidratação contribui para o equilíbrio do organismo e para o bom funcionamento da circulação.

Pequenas atitudes no dia a dia fazem diferença na sua saúde.

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