20/08/2026
👁️ Estereogramas x Reabilitação Vestibular: estímulos diferentes, objetivos diferentes e ambos podem fazer parte de uma abordagem terapêutica individualizada.
Nos vídeos, mostro como os estereogramas podem ser utilizados no treino da visão binocular, trabalhando aspectos como convergência ocular, dissociação entre convergência e acomodação e coordenação binocular.
Nos estereogramas:
O estímulo é predominantemente visual e estático. Imagens tridimensionais estão ocultas em padrões repetitivos e exigem uma resposta binocular específica para que a percepção da imagem seja realizada.
O objetivo pode estar relacionado ao trabalho de insuficiência de convergência, alterações discretas do alinhamento ocular e sintomas de fadiga ou desconforto visual, sempre de acordo com a avaliação e indicação profissional.
Na fisioterapia vestibular:
O estímulo é diferente. Trabalhamos a integração entre os sistemas visual e vestibular, incluindo o reflexo vestíbulo-ocular (RVO), por meio de movimentos da cabeça, estímulos visuais e tarefas de estabilização do olhar.
Podemos utilizar alvos móveis, movimentos sacádicos e estímulos optocinéticos, buscando promover adaptação e integração sensorial.
🎯 Os objetivos também são diferentes:
Estereogramas → treino da visão binocular e da convergência, com foco nas demandas oculomotoras e visuais.
Fisioterapia vestibular → trabalhar a estabilização do olhar, adaptação do RVO, integração visuovestibular, equilíbrio e redução de sintomas como tontura, vertigem e oscilopsia.
👉 Portanto, embora ambos utilizem o sistema visual como parte do estímulo terapêutico, o mecanismo, o tipo de estímulo e os objetivos clínicos não são os mesmos.
A escolha do recurso deve partir de uma avaliação individualizada, considerando as necessidades e os objetivos de cada paciente.
👁️ Movimento, visão e equilíbrio estão intimamente relacionados mas cada sistema precisa ser estimulado de maneira adequada.
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Dra Paula Martins