27/08/2026
Hoje, a Psicologia completa 64 anos de regulamentação como profissão e ciência no Brasil.
Uma data importante que me traz algumas reflexões.
Decidi cursar Psicologia em uma época em que a profissão não estava tão em alta como hoje. Levantamentos do Ministério da Educação (MEC) indicam que a Psicologia ultrapassou a Medicina em concorrência por vaga no Sisu 2026, em algumas universidades do país.
A saúde mental deixou de ser um assunto restrito aos consultórios e passou a fazer parte do cotidiano de uma geração.
Logo nos primeiros anos da graduação, temos que escolher qual abordagem vamos seguir. São muitas: Behaviorismo, TCC, Humanismo, Gestalt, Fenomenologia, Psicodrama etc. Eu escolhi a Psicanálise.
Desde meus primeiros atendimentos na clínica da faculdade, meu olhar, minha forma de entender o ser humano e meu raciocínio clínico foram sendo moldados pela Psicanálise.
Quando um psicólogo também é psicanalista, costuma subestimar o quanto a graduação em Psicologia amplia sua formação. Muitas vezes, por estar acostumado com esse conhecimento, ele parece "básico", quando, na realidade, representa anos de estudo que normalmente não fazem parte da formação em Psicanálise. Proporciona conhecimentos importantes em neuroanatomia e neurofisiologia, psicopatologia, psicofarmacologia, ética profissional, desenvolvimento humano e psicologia social, entre outras áreas.
A graduação em Psicologia oferece uma base científica, ética, legal e interdisciplinar sobre o comportamento humano, enquanto a formação em Psicanálise aprofunda uma teoria específica do funcionamento psíquico e uma técnica clínica própria. Quando as duas formações são sólidas, elas tendem a se complementar, ampliando tanto a capacidade de compreensão quanto o manejo clínico.
Por isso, você, psi, comemore o dia de hoje - e valorize - o conhecimento que essa formação trouxe para você.
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