28/05/2026
Aos 72 anos, ela já tinha aceitado que nunca mais iria tricotar.
“Coisa da idade”, diziam. E ela acreditou. Mas o neto não.
Ele trouxe a avó para uma avaliação. Diagnóstico: artrose do punho e síndrome do túnel do carpo.
Veio tratamento, cirurgia, reabilitação e meses de dedicação. Até que chegou o dia da consulta de retorno.
Abri a porta do consultório e lá estava ela, na sala de espera, abraçada a uma sacola. De dentro, ela tirou um cachecol feito à mão.
“Obrigada por não me deixar desistir de mim mesma”, ela disse. A idade não precisa ser sinônimo de dor, limitação ou desistência.
Com o cuidado certo, é possível voltar a fazer o que se ama.
Você conhece alguém que está “se acostumando” com a dor?
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