03/08/2026
Uma moça que começou treinar conosco esses dias relatou que em sua última maratona chegou na prova muito cansada, algo que era muito comum acontecer há uns 15, 20 anos anos, quando o treino para maratonista amadores era muito mais baseado no que a elite fazia.
Vou relatar algumas coisas que aprendi e comecei aplicar nos últimos anos.
1-)Separar bem os treinos de intensidade.
Caso haja 2 treinos um pouco mais intensos, como um intervalado ou treino de ritmo e uma rodagem com parte final um pouco mais forte, colocar esse intervalado ou treino de ritmo bem longe (no mínimo 3 dias) distantes.
Treino forte 3ª e 5ª ou 2ª e 4ª é pra atleta de alta performance em semanas de choque ou de intensidade muito condensada.
Em uma discussão muito relevante com treinadores de atletas de elite, o treinador de um ex recordista mundial de maratona nos relatou que 20 anos atrás já separava os treinos de maior intensidade com intervalo de pelo menos 3 dias na semana.
2-)Reduzir o volume de treinos na 3ª semana anterior a maratona e não somente da 2ª em diante.
Deixar o pico de volume para a 4ª semana anterior a maratona e para a 3ª já reduzir pelo menos 15 a 20%.
3-)Além dos longos entre 15 a 20 segundos por km mais leves do que o ritmo de prova, nenhum em ritmo de prova, pois o ritmo de prova é o ritmo de prova, como o nome já diz, incrementar alguns treinos longos em blocos.
Exemplo: 7 x 2km em ritmo de maratona por 1km em ritmo leve ou 6 x 3km em ritmo de maratona x 1km em ritmo leve.
Porém só com corredores mais avançados, com anos de treino, que já fizeram várias maratona e que estiverem com a periodização em dia!
4-)Não considerar ciência e modelo essa turma do combo muito volume, muita intensidade combinando com uma insana e sem fim sequência de provas semanais. 🫣