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Yarin Psicologia - Quéren Ribeiro Quéren Batista Ribeiro - CRP 06/152499
Psicóloga Clínica e Escolar
Acompanhante Terapêutico
ABA

Educação sexual também é prevenção: como ensinar uma criança a se proteger?Falar sobre educação sexual na infância ainda...
20/08/2026

Educação sexual também é prevenção: como ensinar uma criança a se proteger?
Falar sobre educação sexual na infância ainda gera desconforto em muitas famílias, mas deixar de conversar sobre o assunto não protege a criança.
Pelo contrário: crianças precisam de informações adequadas ao seu desenvolvimento para compreender o próprio corpo, estabelecer limites, reconhecer situações desconfortáveis e saber a quem recorrer quando precisam de ajuda.

No caso de crianças autistas, essas habilidades podem precisar de adaptações específicas, como recursos visuais, comunicação alternativa, histórias sociais, modelação e ensaios comportamentais podem fazer parte de um ensino individualizado, respeitando as características e necessidades de cada criança.

E existe uma mensagem que considero fundamental: a responsabilidade pela prevenção da violência nunca deve ser colocada sobre a criança.
Não devemos ensinar apenas: “Não deixe ninguém tocar em você.”
Precisamos também:

• escutar quando ela tenta comunicar algo;
• levar suas falas a sério;
• criar espaços seguros para conversar;
• observar mudanças importantes de comportamento.

Somos responsáveis por construir ambientes seguros, respeitar limites, oferecer canais de comunicação e estar atentos a possíveis sinais de violência.
Educação sexual é também educação para a proteção.
Salve este post para conversar sobre esse tema com mais segurança e compartilhe com outros pais e profissionais que trabalham com crianças.

Uma das grandes preocupações quando falamos de crianças autistas é a comunicação e a proteção.Não falar não significa nã...
17/08/2026

Uma das grandes preocupações quando falamos de crianças autistas é a comunicação e a proteção.
Não falar não significa não ter o que dizer. A fala é apenas uma das formas possíveis de comunicação.
Recursos de Comunicação Suplementar e Alternativa (CSA), como gestos, figuras, símbolos, dispositivos, escrita e expressões, podem favorecer a expressão de necessidades, escolhas e sentimentos.
Na ABA, podemos ensinar habilidades de comunicação funcional que façam sentido para cada criança e sejam utilizadas em situações reais.
Quando falamos em prevenção da violência, isso é ainda mais importante. Ensinar a criança a comunicar “não”, “pare”, “me ajuda”, “não gostei” ou “quero falar com alguém” também é ensinar uma habilidade de proteção.
Podemos trabalhar essas habilidades por meio de:
→ identificação de situações em que a criança precisa de ajuda;
→ ensino de respostas comunicativas funcionais;
→ prática em situações seguras;
→ reforço da comunicação;
→ generalização para diferentes pessoas e ambientes.
Também precisamos lembrar: não podemos exigir que uma criança relate uma situação de violência da maneira que um adulto espera. Uma mudança de comportamento ou uma tentativa diferente de comunicar desconforto merece ser acolhida e investigada com cuidado.
No TEA, comportamentos podem estar relacionados a dificuldades de comunicação, dor, desconforto ou outras situações. Por isso, é fundamental observar, acolher e compreender o contexto.
Uma criança não precisa falar para ter voz. Ela precisa ter alguém disposto a escutá-la.
Comunicação também é autonomia, segurança e proteção.

TEA ABA

Sinais de alerta no desenvolvimento infantil: quando vale a pena buscar uma avaliação?Cada criança tem seu próprio ritmo...
14/08/2026

Sinais de alerta no desenvolvimento infantil: quando vale a pena buscar uma avaliação?
Cada criança tem seu próprio ritmo de desenvolvimento. No entanto, existem alguns marcos importantes que ajudam a identificar quando uma avaliação profissional pode ser necessária.
⚠️ Atenção: um sinal isolado não significa, por si só, que a criança tenha algum transtorno. O mais importante é observar o desenvolvimento como um todo e procurar orientação quando houver dúvidas.
Quanto mais cedo as dificuldades são identificadas, maiores são as oportunidades de estimular o desenvolvimento da criança por meio de intervenções adequadas.
Se você tem dúvidas sobre o desenvolvimento do seu filho (a), converse com um profissional qualificado.
Observar, acolher e avaliar no momento certo pode fazer toda a diferença.
Informação, acolhimento e intervenção baseada em evidências caminham juntos no desenvolvimento infantil.

A orientação parental é uma parte essencial do processo terapêutico, especialmente na Análise do Comportamento Aplicada ...
12/08/2026

A orientação parental é uma parte essencial do processo terapêutico, especialmente na Análise do Comportamento Aplicada (ABA).
Os pais e cuidadores são as pessoas que mais convivem com a criança e, por isso, têm um papel fundamental no desenvolvimento de novas habilidades. Durante a orientação parental, a família aprende estratégias baseadas em evidências para lidar com desafios do dia a dia, promover comportamentos adequados e favorecer a autonomia da criança.
Mais do que ensinar técnicas, a orientação fortalece a parceria entre terapeuta e família. Quando todos utilizam as mesmas estratégias, a criança encontra um ambiente mais previsível, consistente e acolhedor, o que facilita a aprendizagem e a generalização das habilidades para diferentes contextos.
Cada família é única, por isso as orientações são individualizadas, respeitando sua rotina, suas necessidades e seus objetivos.
Lembre-se: a terapia não acontece apenas no consultório. Os maiores avanços costumam surgir quando as estratégias aprendidas são aplicadas também em casa, de forma consistente e com o apoio da família.

Cuidar da criança também é cuidar de quem caminha ao lado dela.

Ser pai é estar presente de muitas formas: nas descobertas, nos desafios, nas pequenas conquistas e nos momentos que exi...
09/08/2026

Ser pai é estar presente de muitas formas: nas descobertas, nos desafios, nas pequenas conquistas e nos momentos que exigem paciência, aprendizado e amor.
Na minha prática como psicóloga ABA, tenho a oportunidade de acompanhar pais que participam do desenvolvimento dos seus filhos.
Cada br**cadeira, cada rotina construída e cada conquista comemorada juntos faz diferença.
Neste Dia dos Pais, minha homenagem é a todos aqueles que acolhem, aprendem, persistem e caminham ao lado dos seus filhos, respeitando o tempo e a individualidade de cada um.
Que este dia seja de afeto, conexão e muitas memórias felizes.

Feliz Dia dos Pais! 💙

Brincar não é "só br**car". É assim que a criança aprende sobre o mundo.Quando pensamos em aprendizagem, é comum imagina...
07/08/2026

Brincar não é "só br**car". É assim que a criança aprende sobre o mundo.
Quando pensamos em aprendizagem, é comum imaginarmos livros, atividades e escola, mas na primeira infância, uma das formas mais importantes de aprender é por meio da br**cadeira.
Enquanto br**ca, a criança desenvolve habilidades essenciais para o seu crescimento:

• Aprende a se comunicar.

• Exercita a criatividade e a imaginação.

• Desenvolve atenção, memória e resolução de problemas.

• Aprende a esperar, compartilhar e lidar com regras.

• Fortalece habilidades motoras e cognitivas.

• Constrói vínculos e aprende sobre as emoções.

O br**car também é uma oportunidade para explorar o ambiente, experimentar novas situações e desenvolver autonomia, sempre de forma leve e prazerosa.
Na Análise do Comportamento Aplicada (ABA), o br**car é muito mais do que um momento de diversão: ele pode ser uma poderosa ferramenta de ensino. Através de br**cadeiras planejadas e motivadoras, é possível ensinar habilidades de comunicação, interação social, atenção compartilhada, imitação, linguagem e independência, sempre respeitando os interesses e o ritmo de cada criança.
Quando a criança br**ca, ela não está apenas passando o tempo. Ela está aprendendo, descobrindo, se desenvolvendo e construindo habilidades que levará para toda a vida.
Valorize o br**car. É nele que muitas das aprendizagens mais importantes acontecem.


Autismo TEA Aprendizagem IntervençãoPrecoce

"Meu filho repete tudo o que escuta. A ABA vai fazer para ele parar?"Essa é uma frase que ouvimos com frequência no cons...
05/08/2026

"Meu filho repete tudo o que escuta. A ABA vai fazer para ele parar?"
Essa é uma frase que ouvimos com frequência no consultório e uma dúvida muito comum entre as famílias.
A resposta é: o objetivo da ABA não é simplesmente eliminar a ecolalia. Antes de qualquer intervenção, buscamos entender por que ela acontece.
A ecolalia pode ser uma forma de comunicação. Em muitos casos, a criança está tentando responder, fazer um pedido, iniciar uma interação, regular suas emoções ou ganhar tempo para processar as informações.
Na ABA, realizamos uma avaliação individualizada para identificar a função desse comportamento. A partir disso, ensinamos novas habilidades de comunicação que sejam mais eficazes e funcionais para aquela criança.
Como isso acontece?
✔️ Ensinamos respostas mais adequadas para diferentes situações.
✔️ Desenvolvemos habilidades de linguagem de forma gradual.
✔️ Utilizamos estratégias baseadas em evidências, respeitando o nível de desenvolvimento da criança.
✔️ Reforçamos as tentativas de comunicação funcional, incentivando que a criança amplie seu repertório de forma natural.
Em muitos casos, à medida que a comunicação funcional se desenvolve, a ecolalia pode diminuir ou assumir um papel diferente. Quando isso acontece, é consequência do aprendizado de novas habilidades — e não de uma tentativa de "proibir" a criança de repetir palavras.
Cada criança tem sua própria forma de aprender e se comunicar. Por isso, a intervenção deve ser individualizada, respeitosa e baseada em evidências científicas.
Na ABA, mais importante do que fazer a criança "parar de repetir" é ajudá-la a encontrar maneiras cada vez mais eficientes de se comunicar com o mundo.

Psicologia AnáliseDoComportamento DesenvolvimentoInfantil

Você já ouviu uma criança repetir exatamente a mesma pergunta que acabou de escutar? Ou repetir falas de desenhos, músic...
03/08/2026

Você já ouviu uma criança repetir exatamente a mesma pergunta que acabou de escutar? Ou repetir falas de desenhos, músicas ou frases em momentos específicos? Isso é chamado de ecolalia.
A ecolalia é uma característica bastante comum em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e faz parte do desenvolvimento da linguagem para muitas delas.
Ela pode acontecer de duas formas:
🗣️ Ecolalia imediata: quando a criança repete uma palavra ou frase logo após ouvi-la.
🗣️ Ecolalia tardia: quando ela repete frases ou expressões horas, dias ou até meses depois, geralmente retiradas de músicas, desenhos ou situações vividas.
Muitas vezes, essa repetição tem uma função comunicativa. A criança pode estar tentando responder, pedir algo, organizar seus pensamentos, expressar emoções ou manter uma interação social. Ou seja, a ecolalia nem sempre é um comportamento "sem sentido".
Na Análise do Comportamento Aplicada (ABA), buscamos compreender qual é a função daquela ecolalia antes de qualquer intervenção. Quando entendemos o motivo pelo qual ela ocorre, conseguimos ensinar formas mais funcionais de comunicação, respeitando o desenvolvimento e as necessidades de cada criança.
Cada criança é única. Por isso, a avaliação individualizada é essencial para identificar estratégias que favoreçam uma comunicação cada vez mais independente e significativa.

Comunicação Psicologia IntervençãoPrecoce

Uma das maiores dúvidas de pais e profissionais é se as estereotipias devem ser interrompidas durante o atendimento. A r...
01/08/2026

Uma das maiores dúvidas de pais e profissionais é se as estereotipias devem ser interrompidas durante o atendimento. A resposta é: depende da função desse comportamento e dos impactos que ele gera na vida da pessoa.
Na Análise do Comportamento Aplicada (ABA), a primeira etapa é realizar uma avaliação funcional. Isso significa investigar em quais contextos a estereotipia ocorre, quais eventos antecedem sua emissão, quais consequências a mantêm e qual função ela exerce para aquele indivíduo.
Em muitos casos, a estereotipia desempenha um papel importante na autorregulação sensorial ou emocional. Nesses contextos, interrompê-la indiscriminadamente pode aumentar o desconforto, a ansiedade ou dificultar a adaptação ao ambiente.
A intervenção é indicada quando a estereotipia interfere significativamente na aprendizagem, na participação em atividades importantes e principalmente, se representa risco à integridade física da pessoa.
Quando há necessidade de intervenção, o foco não é simplesmente reduzir o comportamento, mas ensinar habilidades mais adaptativas que atendam à mesma função. Isso pode incluir o ensino de estratégias de autorregulação, habilidades de comunicação, aumento da tolerância à espera, enriquecimento ambiental, adaptações sensoriais e reforçamento de comportamentos funcionalmente equivalentes.
Cada intervenção deve ser individualizada, baseada em evidências científicas e construída com respeito às necessidades, características e qualidade de vida da pessoa autista.
Na ABA, o objetivo não é fazer com que a pessoa pareça "menos autista". O objetivo é promover autonomia, ampliar oportunidades de aprendizagem e favorecer uma participação mais significativa em diferentes contextos, sempre preservando sua dignidade e seu bem-estar.
Antes de modificar um comportamento, é importante compreender a função que ele desempenha. Uma intervenção ética começa pela compreensão, não pela interrupção.

As estereotipias são movimentos, sons ou ações repetitivas, como balançar as mãos, girar objetos, balançar o corpo ou re...
31/07/2026

As estereotipias são movimentos, sons ou ações repetitivas, como balançar as mãos, girar objetos, balançar o corpo ou realizar outros padrões repetitivos de comportamento. Do ponto de vista da Análise do Comportamento Aplicada (ABA), esses comportamentos podem exercer diferentes funções, variando de acordo com cada indivíduo e com o contexto em que ocorrem.
A estereotipia é um dos comportamentos frequentemente observados em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas ainda é cercada por muitos mitos e interpretações equivocadas.
Em muitos casos, a estereotipia está relacionada à autorregulação sensorial e emocional. Ela pode ajudar a pessoa a organizar informações do ambiente, reduzir o estresse, lidar com a ansiedade, expressar excitação ou até mesmo proporcionar uma estimulação sensorial agradável.
Por isso, é importante compreender que nem toda estereotipia precisa ser interrompida. A decisão sobre intervir deve considerada se esse comportamento está oferecendo riscos à segurança do indivíduo.
Na prática clínica, o objetivo não é eliminar comportamentos apenas por serem diferentes, ou por chamar muito a atenção das pessoas ao redor, mas compreender sua função e promover estratégias que ampliem a qualidade de vida, a autonomia e o bem-estar da pessoa.
Mais do que julgar um comportamento, precisamos compreender o que ele comunica. Todo comportamento tem uma função, e entender essa função é o primeiro passo para uma intervenção ética, individualizada e baseada em evidências.

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