24/08/2026
Câncer de próstata Gleason 6: tratar ou acompanhar?
Receber o diagnóstico de câncer de próstata naturalmente causa preocupação. Mas nem todo câncer de próstata precisa ser tratado imediatamente.
Tumores classificados como Gleason 6 (3+3), Grupo de Grau 1, quando apresentam características de baixo risco, geralmente têm comportamento pouco agressivo e podem evoluir muito lentamente.
Nesses casos, uma estratégia chamada VIGILÂNCIA ATIVA pode ser uma excelente opção.
A vigilância ativa não significa deixar o câncer sem acompanhamento. Pelo contrário: o paciente é monitorado de forma cuidadosa e periódica, geralmente com:
* dosagens de PSA;
* consultas e avaliação clínica;
* ressonância magnética multiparamétrica da próstata, quando indicada;
* novas biópsias em momentos determinados ou diante de alterações suspeitas.
O objetivo é simples: evitar ou adiar tratamentos que talvez nunca sejam necessários, preservando qualidade de vida e reduzindo o risco de efeitos adversos, como alterações da ereção e da continência urinária.
Se durante o acompanhamento surgirem sinais de progressão ou de maior agressividade do tumor, o tratamento curativo pode então ser indicado.
Vigilância ativa não é “não fazer nada”. É acompanhar de perto e tratar no momento certo, quando realmente necessário.
A decisão deve ser individualizada, considerando PSA, ressonância, características da biópsia, volume tumoral, idade, condições clínicas e preferências de cada paciente.