26/08/2026
As oportunidades podem ser vistas como portas que podemos intencionalmente abrir, entrar ou sair.
Nem tudo em nossa vida está sob nosso controle, mas precisamos de um direcionamento nosso. Ou seja, colocar intenção e atitude naquilo que queremos realizar.
Muitas oportunidades passam por nós sem que percebamos.
O medo do novo nos visita constantemente, pois o desconhecido pode parecer ameaçador para a nossa mente. Todos temos uma grande tendência a permanecer no conhecido.
Nossa mente e nosso cérebro possuem mecanismos que facilitam a repetição. Tendemos a permanecer no que já conhecemos, muitas vezes confundindo familiaridade com segurança e conforto.
Mas nem tudo que conhecemos é necessariamente bom para nós.
Nossa mente mente muito para nós. Ela cria diversos cenários interpretativos e, quando o medo toma a frente, esses cenários podem se tornar predominantemente negativos.
Então, como adentrar algo novo quando nossa própria mente nos diz que aquilo pode ser ruim?
Talvez essa seja justamente a nossa tarefa, reconhecer esse mecanismo de proteção e nos permitir experimentar. Desafiar-nos a atravessar a “porta”.
Porque somente através da vivência podemos realmente sentir no corpo e nas emoções se aquilo que escolhemos nos faz bem ou não.
Podemos descobrir que a experiência valeu a pena e queremos continuar. Ou podemos perceber que não é para nós.
E, nesse caso, podemos sair pela mesma porta pela qual entramos.
Penso que a liberdade de escolha seja também permitir-se experimentar sem precisar saber antecipadamente como tudo vai terminar.
Estar atento ao que vivemos, ao que sentimos e a como nossas escolhas nos afetam.
Nem toda porta precisa ser atravessada para sempre.
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Fonte:Yousra Sheded